Need for Speed: Most Wanted, lançado em 2005, é um dos títulos mais emblemáticos da franquia da Electronic Arts, mas sua força vai muito além de ser apenas mais um jogo de corrida. Ele carrega um estilo muito específico, que lembra bastante os filmes policiais de orçamento médio dos anos 2000, com perseguições exageradas, clima de urgência constante e uma narrativa simples, porém marcante. Desenvolvido pela EA Black Box, o mesmo estúdio responsável por Need for Speed: Underground e Underground 2, o jogo conseguiu capturar o espírito da época de forma quase instintiva.
A ideia de misturar corridas de rua com perseguições policiais não era apenas um recurso de gameplay, mas parte essencial da identidade do jogo. Most Wanted se passa na cidade fictícia de Rockport, um cenário urbano que parece construído para servir de palco para fugas intermináveis. Rodovias largas, áreas industriais, túneis e bairros fechados formam um mapa que lembra o tipo de cidade genérica vista em tantos filmes B policiais dos anos 2000, mais estilizada do que realista, mas extremamente funcional para a proposta.
A campanha é estruturada em torno da famosa Lista Negra, composta por 15 corredores que o jogador precisa derrotar para chegar ao topo. Esse sistema dava um senso claro de progressão, quase como subir degrau por degrau em um submundo automobilístico fictício. Cada rival tinha nome, rosto, carro característico e uma breve apresentação, o suficiente para criar identidade sem aprofundar demais. Essa abordagem ajudava a transformar cada confronto em um pequeno evento, algo que marcava mais do que simples corridas soltas.
As cenas em live-action reforçam bastante esse clima cinematográfico. A presença de atores reais, com destaque para Josie Maran no papel de Mia, trazia uma estética muito comum na época, cheia de cortes rápidos, enquadramentos dramáticos e falas diretas. Naquela época a coisa já era bem bagaceira, e hoje essas cenas soam ainda mais datadas. No entanto, ao invés de só parecer ruim, acabam que fazem parte do charme do jogo, funcionando quase como cápsulas de uma era em que videogames tentavam se aproximar do cinema da forma mais literal possível. Parece que é algo que força ao extremo a essência daquele tempo.
Visualmente, Most Wanted impressionava em seu lançamento. Utilizando o motor gráfico EAGL, o jogo apresentava bons efeitos de iluminação, reflexos e sombras que davam peso às perseguições, especialmente durante corridas noturnas ou passagens por túneis. Rockport não buscava realismo absoluto, mas sim uma aparência consistente e estilizada. Os carros licenciados variavam bastante, mas o grande símbolo do jogo acabou sendo o BMW M3 GTR, que se tornou um dos veículos mais icônicos de toda a franquia.
O sistema de perseguições policiais é, sem exagero, o coração da experiência. Diferente de outros jogos de corrida arcade da época, Most Wanted transformava a fuga em um desafio próprio. À medida que o nível de procura aumentava, a polícia se tornava mais agressiva, introduzindo bloqueios de estrada, SUVs, viaturas mais rápidas e até helicópteros. O jogador precisava usar o mapa, atalhos e elementos destrutíveis do cenário para sobreviver, o que tornava cada perseguição imprevisível.
Esse conjunto de ideias acabou sendo uma das grandes inovações do jogo dentro do gênero. As perseguições longas, com escalonamento de dificuldade e foco em resistência, influenciaram outros títulos da série e ajudaram a definir o que muita gente passou a esperar de um Need for Speed. Não se tratava apenas de vencer corridas, mas de lidar com pressão constante e tomar decisões rápidas.
Ao mesmo tempo, a estrutura de progressão nem sempre agradava a todos. A exigência de acumular bounty e cumprir diversos desafios antes de enfrentar cada membro da Lista Negra fazia a campanha se estender bastante. Para alguns jogadores, isso dava uma sensação de repetição, especialmente quando comparado ao ritmo mais solto de Underground 2. Ainda assim, essa progressão acabou se tornando parte da identidade do jogo.
O que realmente mantém Most Wanted vivo na memória coletiva é a forte conexão com sua geração. Ele remete a uma época de trilhas sonoras que causam saudade, menus estilizados, revistas de videogame e tardes gastas tentando escapar da polícia por mais alguns minutos. Existe algo de confortável nessa lembrança, como rever um filme trash que já se conhece de cor. Acaba sendo extremamente único algo que já nasceu com cutscenes tão datadas, no fim das contas acabar envelhecendo bem de certa forma.
A ideia de misturar corridas de rua com perseguições policiais não era apenas um recurso de gameplay, mas parte essencial da identidade do jogo. Most Wanted se passa na cidade fictícia de Rockport, um cenário urbano que parece construído para servir de palco para fugas intermináveis. Rodovias largas, áreas industriais, túneis e bairros fechados formam um mapa que lembra o tipo de cidade genérica vista em tantos filmes B policiais dos anos 2000, mais estilizada do que realista, mas extremamente funcional para a proposta.
A campanha é estruturada em torno da famosa Lista Negra, composta por 15 corredores que o jogador precisa derrotar para chegar ao topo. Esse sistema dava um senso claro de progressão, quase como subir degrau por degrau em um submundo automobilístico fictício. Cada rival tinha nome, rosto, carro característico e uma breve apresentação, o suficiente para criar identidade sem aprofundar demais. Essa abordagem ajudava a transformar cada confronto em um pequeno evento, algo que marcava mais do que simples corridas soltas.
As cenas em live-action reforçam bastante esse clima cinematográfico. A presença de atores reais, com destaque para Josie Maran no papel de Mia, trazia uma estética muito comum na época, cheia de cortes rápidos, enquadramentos dramáticos e falas diretas. Naquela época a coisa já era bem bagaceira, e hoje essas cenas soam ainda mais datadas. No entanto, ao invés de só parecer ruim, acabam que fazem parte do charme do jogo, funcionando quase como cápsulas de uma era em que videogames tentavam se aproximar do cinema da forma mais literal possível. Parece que é algo que força ao extremo a essência daquele tempo.
Visualmente, Most Wanted impressionava em seu lançamento. Utilizando o motor gráfico EAGL, o jogo apresentava bons efeitos de iluminação, reflexos e sombras que davam peso às perseguições, especialmente durante corridas noturnas ou passagens por túneis. Rockport não buscava realismo absoluto, mas sim uma aparência consistente e estilizada. Os carros licenciados variavam bastante, mas o grande símbolo do jogo acabou sendo o BMW M3 GTR, que se tornou um dos veículos mais icônicos de toda a franquia.
O sistema de perseguições policiais é, sem exagero, o coração da experiência. Diferente de outros jogos de corrida arcade da época, Most Wanted transformava a fuga em um desafio próprio. À medida que o nível de procura aumentava, a polícia se tornava mais agressiva, introduzindo bloqueios de estrada, SUVs, viaturas mais rápidas e até helicópteros. O jogador precisava usar o mapa, atalhos e elementos destrutíveis do cenário para sobreviver, o que tornava cada perseguição imprevisível.
Esse conjunto de ideias acabou sendo uma das grandes inovações do jogo dentro do gênero. As perseguições longas, com escalonamento de dificuldade e foco em resistência, influenciaram outros títulos da série e ajudaram a definir o que muita gente passou a esperar de um Need for Speed. Não se tratava apenas de vencer corridas, mas de lidar com pressão constante e tomar decisões rápidas.
Ao mesmo tempo, a estrutura de progressão nem sempre agradava a todos. A exigência de acumular bounty e cumprir diversos desafios antes de enfrentar cada membro da Lista Negra fazia a campanha se estender bastante. Para alguns jogadores, isso dava uma sensação de repetição, especialmente quando comparado ao ritmo mais solto de Underground 2. Ainda assim, essa progressão acabou se tornando parte da identidade do jogo.
O que realmente mantém Most Wanted vivo na memória coletiva é a forte conexão com sua geração. Ele remete a uma época de trilhas sonoras que causam saudade, menus estilizados, revistas de videogame e tardes gastas tentando escapar da polícia por mais alguns minutos. Existe algo de confortável nessa lembrança, como rever um filme trash que já se conhece de cor. Acaba sendo extremamente único algo que já nasceu com cutscenes tão datadas, no fim das contas acabar envelhecendo bem de certa forma.
É algo que vai contra a maré, e se por um lado é engraçado, por outro consegue bater forte na emoção de jogar algo que escracha que é daquele tempo. Em sua época, já causava aquela estranheza quando você olhava pra um monte de gente real metida em locais que claramente era CGI sem esforço algum pra ser fotorrealista. Inclusive tem vários filmes antigos, que apresentavam partes 3D que eram tão esculhambadas quanto e escancarava o tanto que era filme B a coisa. Mas pra hoje, a sensação é de que é exatamente o tipo de coisa que um estúdio faria se quisesse se esforçar muito pra transmitir aquelas sensações.
Mas claro, isso não quer dizer que ninguém sentiu a emoção de acompanhar a história. Ainda mais pelo fato de que naquele tempo, CGI era um verdadeiro prêmio para seu esforço. E isso, combinado com o fato de que a história está diretamente ligada a uma série de rivais pra serem enfrentados, dava um certo toque de adrenalina. Especialmente pelo fato de que todo mundo na história se esforça muito pra mostrar o quanto é radical. Era bobinho, mas com certeza uma lembrança muito especial.
Inclusive um elemento muito fantástico da narrativa, era o fato de que com frequência as próprias cutscenes apareciam cenas em primeira pessoa. Era colocado como se você estivesse dentro do seu carro, e o personagem se aproximasse da janela e falasse diretamente com você. Em alguns casos, era como se você estivesse em pé ao lado dos grupos. Os personagens simplesmente não param de olhar pra tela. É algo bem ao estilo "EI! ESTAMOS FALANDO COM VOCÊ! VOCÊ TÁ NO JOGO TAMBÉM!". Era muito ridículo, mas se você souber se jogar na coisa, dá pra ser pura diversão!
No fim, Need for Speed: Most Wanted é um jogo de corrida arcade com perseguições policiais marcante. Ele funciona como um retrato muito específico dos anos 2000, misturando estética de filme policial, mecânicas inovadoras para a época e uma atmosfera intensa que, curiosamente, transmite aconchego. Lançado para PC, PlayStation 2, Xbox, Xbox 360, GameCube e também em versões adaptadas para Nintendo DS, PSP e Game Boy Advance, o jogo segue sendo lembrado não só pelo que entregava, mas pela sensação que deixava.
No fim, Need for Speed: Most Wanted é um jogo de corrida arcade com perseguições policiais marcante. Ele funciona como um retrato muito específico dos anos 2000, misturando estética de filme policial, mecânicas inovadoras para a época e uma atmosfera intensa que, curiosamente, transmite aconchego. Lançado para PC, PlayStation 2, Xbox, Xbox 360, GameCube e também em versões adaptadas para Nintendo DS, PSP e Game Boy Advance, o jogo segue sendo lembrado não só pelo que entregava, mas pela sensação que deixava.
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