Devil May Cry 5 | Uma das chacinas mais estilosas que você vai ver

Apesar de fazer um enorme sucesso, assumo que comecei com o pé esquerdo com a franquia Devil May Cry, e lançamento após lançamento eu cheguei a sentir curiosidade, mas não fui atrás, porém com a vinda de DMC5 não aguentei e decidi dar uma olhada com outros olhos e agora que zerei, chegou a hora de dar umas palavrinhas!

A trama apresenta os caçadores de demônios Dante, Nero e um estranho misterioso conhecido como V, que os ajuda a combater Urizen, um poderoso demônio do submundo que se manifestou na terra, fazendo uma imensa árvore infernal crescer e destruir uma cidade inteira. No entanto antes de chegarem ao vilão, terão que enfrentar hordas de diabos.

Como disse, minha relação com essa franquia começou com o pé esquerdo. O negócio é que foi um belo caso da expectativa matar a diversão, isso porque fui jogar esperando algo que ele não era e ao ver isso só rolou uma decepção, coisa que certamente não aconteceria se eu estivesse esperando por um hack and slash

Tudo começou com Chaos Legion, jogo também da Capcom, que fui apaixonado na época. Ele era simplório, andar e bater, o personagem estiloso e lembrada Devil May Cry, mas DMC não tinha pra PC, por isso eu não podia jogar. E foi aí que comecei a pensar como seria, devia ser ótimo, diferente, intenso, tipo Chaos Legion só que muito mais avançado na mecânica.

Quando DMC 3 foi anunciado para computador, fiquei louco, finalmente o sonho ia ser realizar. Agora imaginem minha decepção ao ver um personagem duro, com roupas duras? Completamente diferente de Sieg em Chaos Legion, que cada movimento você via a roupa mexendo, e ainda tinha paredes invisíveis. Simplesmente não consegui aproveitar.

Mas o negócio é que realmente a coisa aconteceu de um jeito problemático, eu jamais imaginava que DMC era um jogo com humor paspalhão. Eu esperava o maluco de sobretudo estiloso usando uma espada e armas, com uma jogabilidade toda diferenciada. Eu me contentava com Chaos Legion pensando que aquele era o DMC de pobre. Mas se aquele me divertia, DMC também iria caso eu não tivesse ouvido falar e não esperasse nada. Ou seja, o problema é que eu não esperava um mero hack and slash.

Com Devil May Cry 5 eu fui jogar com uma cabeça mais adequada para o jogo, e apesar de não ser um jogo perfeito, dá pra entender muito bem o fato de ser um jogo aclamado que rapidamente conseguiu notas muito positivas na steam. É uma bela de uma obra para os fãs do gênero, com uma variação imensa na mecânica de combate.

Pra começar você tem três personagens dessa vez, sendo que cada um deles tem uma forma diferenciada de lutar, além disso tem uma árvore de habilidades que abre um leque de opções e estilos, permitindo que jogadores assumam a forma que mais acharem adequadas e aumentando muito a jogabilidade.

Nero é um personagem extremamente rápido e como teve seu braço roubado por Urizen, usa próteses variadas, cada uma delas dá habilidades próprias a ele, algumas até bem zoadas, como o braço do Mega Man que vem na edição especial e você realmente pode dar tiros de plasma ou carregar e soltar um tiro poderoso. Esse braço também permite lançar um laço que puxa inimigos ou o leva para lugares do mapa.

Dante já é um personagem mais pesado, porém extremamente lotado de estilos e armas. Cada arma que ele equipa permite usar estilos diferentes, e isso serve tanto para espadas e armas brancas quanto armas de fogo. Existe por exemplo o estilo defensivo que é focado em contra-ataques, ou o estilo rápido que o permite deslizar pelo cenário, e assim vai.

V por outro lado tem uma forma de combate inusitada, ele é tipo um mago, e você usa também o tiro e ataque corporal, mas ao invés de ser algo que sai direto do personagem, sai das suas invocações, uma pantera e um pássaro, podendo também invocar um golem enorme e tendo apenas que finalizar os inimigos quando estão fracos o suficiente.

Com a coleta de orbes, é possível comprar habilidades novas que vão desde combos até poderes. É possível também melhorar a vida e poder infernal dos personagens e esse é compartilhado entre os três. Já a compra de habilidades fica pra cada um deles. Isso te faz pensar se quer ou não economizar pra gastar no outro.

Achei o cooperativo do jogo bem tendencioso por parte da Capcom, colocando na página do steam "Multiplayer Online", "Coop Online", e sendo algo de três personagens que são mostrados o tempo todo, o que faz parecer ser? Pois bem... NÃO É! O coop é nada mais do que o arquivo de jogo gravado de algum outro jogador que é colocado no seu jogo, porém nem com você ele anda, mas em outra parte do cenário, já que tem fases que são no mesmo cenário, mas por caminhos diferentes. E assim às vezes você pode ver o jogador por uma brecha.

Após um jogo, você pode avaliar seu companheiro como estiloso, se avaliar ele ganha um orbe dourado, que permite reviver após cair em batalha. Se te avaliarem, acontece o mesmo com você e é uma bela surpresa se conectar e aparecer o orbezinho lá porque você recebeu uma avaliação. Nisso a Capcom acertou bonito, pois dá um certo gostinho.

A engine usada é a mesma de Resident Evil 2 e mostra bem o quanto ela é versátil, e o visual é bastante maravilhoso. No começo achei o jogo pesadíssimo, porém depois descobri que veio com resolução errada, tipo uns 3000 pixels, coisa que meu monitor nem ao mesmo suporta, então acho que tava bugando a coisa. Mas ao arrumar, vi que tava rodando uma beleza.

Apesar de tudo, o jogo peca feio na limitação de cenários. Tem umas paredes invisíveis em lugares ridículos. Alguns eu até entendo, tipo a área de cair do cenário (Que preferia que não tivesse, pois ia fazer o jogador testar suas habilidades pra não cair também, mas dá pra perdoar). Agora tem outros que meu Deus... Tipo subir em uma plataforma e tá bloqueada.

O humor do jogo foi algo que me acostumei, antes eu pensava em DMC como algo sério, mas nesse percebi que é pra levar como Ash Vs Evil Dead, algo paspalhão mesmo e muitas vezes sem sentido algum, como quando o Dante começa a descer o cacete em uma entidade infernal até ela se transformar em uma moto e ele pega ela pra ele, e  também a usa como espada.

Enfim, não é um jogo para se apaixonar pela história, até porque dá pra ver vários potenciais desperdiçados, porém para fãs de mecânica hack and slash, é sem dúvidas um jogo dos sonhos, com variação absurda na jogabildiade. Recomendo sempre dar uma olhadinha no preço dele na Greenman Gaming antes de comprar na steam, algumas vezes os preços deles estão bem abaixo do normal, e sempre lembre de olhar os cupons de desconto que eles espalham pelo site, que deixa a coisa mais barata ainda, dê uma conferida aqui.

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