Party Hard 2 | Matanças em festas nunca foram tão estratégicas

Para quem gosta de humor negro, sem dúvidas Party Hard é um jogo que atrai de imediato, misturando stealth e estratégia. Além de ser atmosférico de seu próprio jeito, apresentando uma história de psicopata com um estilo mais psicodélico, se passando em festas lotadas de pessoas ao invés do estilo mais típico, sombrio e solitário.



No começo do milênio, um assassino começou a surgir em festas e matar todo mundo sem deixar rastros, no entanto após uma série de matanças, ele simplesmente desapareceu. Agora onze anos depois, algo aconteceu e novamente alguém surge com um padrão semelhante. Será que o psicopata assassino de festas está de volta?

Após o lançamento do primeiro jogo, ele ganhou uma base de fãs, e inclusive um spin off curioso, o Party Hard Tycoon, em que é mostrado o outro lado da história e ao invés de você destruir festas, você tem que criá-las e administrá-las, tentando fazer com que seja um sucesso. No entanto muita gente esperava mesmo era algo da franquia principal, e ela surpreendeu.

Assumo que quando ouvi falar de Party Hard 2 e vi o trailer, pensei que a coisa seria bem simplória, digo isso porque notei que o visual ficou 2.5D, então imaginei que tinham apelado para a parte visual para não ter que adicionar nada de diferente à jogabilidade. No entanto, o jogo realmente se tornou bem mais robusto que antes.

No primeiro você tem um objetivo bem simples e direto ao  ponto, que é matar todo mundo. Nesse por outro lado existem objetivos e isso te obriga a ser estratégico. Ao entrar em uma fase é necessário observar, localizar o que tem que fazer e aproveitar o cenário e situações para matar o povo. Tipo jogos tradicionais de stealth, como Ghost of a Tale, Styx, Shadwen, Alekhine's Gun e etc...

Não que a opção de chacina em massa tenha desaparecido, porém agora você tem escolhas e pode seguir a coisa de forma estratégica. Ir manipulando  o jeito que os acontecimentos vão rolar, tendo opções como subornar, queimar certas coisas, conseguir senhas e abrir cofres, conseguir cartões de identificação, etc...

Então o jogo agora está com um climinha bem mais no estilo "playground", com o jogador tendo bastante liberdade para brincar com o cenário e suas possibilidades. Outra mecânica inteiressante adicionada é a de criação de itens. Você pega um isqueiro e um galão de gasolina e pode forjar uma bomba.

Os itens podem ser usados de formas variadas, quando se pega, eles tem uma utilidade própria sozinhos, e muitos tem mais de uma. Por exemplo a garrafa você pode usar para tacar na cabeça de alguém que está fugindo. Mas pode também combinar o conteúdo dela com comprimidos e fazer uma "bebida louca", oferecer pra pessoas e usar isso pra fazer com que fiquem agitadas e saiam correndo, perfeita pra tirar alguém de um lugar que você não quer que a pessoa esteja.

Visualmente eu acho que pode dividir opiniões. Nem todo mundo gosta de inserirem 3D no jogo, no entanto muitos veem como algo elegante. Eu gostei, mas achei o gráfico meio poluído, muitas vezes senti dificuldades em identificar se algo no chão era um objeto que eu podia pegar ou apenas mais um pouco de lixo da festa. Apesar de tudo tem a "Party Vision", que é exatamente para detectar objetivos, objetos, etc.

Enfim, Party hard 2 é um jogo que tem um estilinho simpático, mas assim como o primeiro é desafiador. Acho que foi uma boa evolução da fórmula e ao contrário do que imaginei, não é apenas um visual diferente. Recomendo sempre dar uma olhadinha no preço dele na Greenman Gaming antes de comprar na steam, algumas vezes os preços deles estão bem abaixo do normal, e sempre lembre de olhar os cupons de desconto que eles espalham pelo site, que deixa a coisa mais barata ainda, dê uma conferida aqui.

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