O crime que fez Alexa virar testemunha pela primeira vez

A realidade imita a ficção científica desde que ela foi inventada, simplesmente ideias maravilhosas despertam a imaginação da humanidade, fazendo-a tentar criar aquilo de verdade. No entanto em meio às maravilhas vindas da ficção, também surgem as coisas horríveis, e a ideia de uma inteligência artificial presenciando um crime é algo que parece ter saído de um filme, mas no começo de 2018 foi exatamente isso que aconteceu.



Eu não lembro se foi em Philip K. Dick's Electric Dreams ou em Black Mirror, mas tem um episódio sobre um crime que é cometido e todo mundo tem um olho que registra os momentos, e as investigações passam a ser feitas nos olhos de pessoas aleatórias para ver o que foi registrado ali. Algo semelhante aconteceu, mas com o Amazon Echo, aquele aparelhinho concorrente do Google Home e que tem a assistente virtual Alexa.

Nos Estados Unidos, em Janeiro teve um cara chamado Timothy Verrill que foi condenado por assassinar Christine Sullivan e Jenna Pellegrini. Os corpos foram enterrados no quintal da casa de uma das garotas e lá tinha um Amazon Echo, que registra inúmeras coisas sobre a pessoa e armazena em nuvem.

No geral essas informações coletadas são para que a assistente possa servir melhor a pessoa, a compreendendo e aprendendo sobre sua rotina. No entanto a justiça pediu para que a Amazon liberasse as gravações e entregasse. E nesse ponto é que a coisa ficou complicada, pois levantou uma polêmica sobre o quanto as informações podem ser usadas, mesmo no caso de um crime de primeiro grau como esse.

Isso virou um verdadeiro dilema, pois por um lado, algo assim pode salvar uma pessoa inocente de um destino horrível, mas por outro, com a Amazon atendendo as exigências, a ideia de privacidade de todos os usuários vai por água abaixo, afinal de contas pessoas estarão instalando escutas em suas casas para serem usadas à vontade pela companhia?

Super complicado ein? É aquele eterno caso de amor e medo da tecnologia. Ela é tão maravilhosa e linda, mas... Ela parece perigosa ao mesmo tempo. Isso me faz lembrar o medo de inteligência artificial. Por um lado pode ser algo incrível que mude o mundo e leve a humanidade a um nível jamais imaginado, por outro... Bom... Ela pode não querer ser amiga de uma criatura que ela já ultrapassou a inteligência há séculos.

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