Razer Tiamat 7.1 V2 | Dando uma espiadinha nesse monstro

Atualmente tive a oportunidade de dar uma conferida no Tiamat 7.1 V2, um aparelho da linha de fones de ouvido da Razer, extremamente cabuloso que foi feito para gamers que querem ter uma experiência de áudio bastante imersiva e estão dispostos a investir pesado para para isso. Esse é o primeiro headphone circumaural do mundo, ou seja, o primeiro com uma penca de autofalantes que "circulam" o ouvido.

Bom, esse é um aparelho que, ao contrário do que imaginei, acabei tendo que fazer uma boa pesquisa para entender certas coisas. Sendo assim essa postagem é uma visão geral da coisa mesmo, não é uma análise profunda. Apenas vou economizar o tempo de quem pretende adquirir, para evitar surpresas e agilizar tudo.



Primeiramente, saiba que esse é um fone 7.1 real, ou seja, ao invés dele emular uma qualidade de som 7.1 usando aquela técnica de holofonia em que os sons ficam 3D, ele realmente tem autofalantes, no total são 10, sendo cinco em cada lado do fone. Quatro em cada "ponta" e um no meio. Daí os sons são divididos para saírem de pontos variados.

O resultado disso é que quando você algo que foi feito com áudio 7.1, como os filmes atuais em geral, ao invés de ouvir o som saindo todo junto, cada elemento presente vai sair de um dos autofalantes, e a sensação será de estar em um ambiente 3D onde é possível ouvir até mesmo coisas que estão fora da tela.

Mas é preciso ter cuidado na hora de adquirir um brinquedinho gostoso desses, pois como se trata de um 7.1 real, significa que será preciso também conectores físicos. Ou seja, você vai precisar de uma placa de som 7.1 ou uma placa mãe que já venha com uma, para você poder plugar todos os cinco conectores e assim receber a coisa como deve ser.

Outra coisa que achei curiosa (já que sou acostumado com fones de ouvido comuns), é que o Tiamat vem com um controlador no fio que é um belo de um trabuco. No começo me assustei, porque pensei que ia ficar pendurado, mas depois vi que tem pelo menos um metro de fio entre ele e o fone, sendo assim dá pra por na mesa facilmente.

Nesse controlador você pode aumentar e diminuir individualmente cada faixa de áudio, tendo um controlador para selecionar múltiplos lugares e aumentar ou diminuir, inclusive o microfone. Um detalhe importante é que é preciso de uma entrada USB pra conectar, portanto se você tem problemas com falta de entradas, já saiba que o fone nem liga se você só plugar os conectores de áudio.

Quanto ao visual, ele tem laterais brilhantes que não apagam nunca, no começo achei que poderia incomodar, mas é uma luz bem fraca. É bonito poder ver os autofalantes lá dentro, já que essa lateral é transparente. Mas pra quem não gosta, existe também a opção de por as tampinhas que vem, onde dá pra colar adesivos. Acho que não custava nada colocar um botão de desligar a luz, mas fazer o que né?

Agora em relação a conforto, inicialmente me incomodou o fone, porque achei apertado demais. Inclusive eu tinha marcado de conversar com um amigo meu, e pensei que não ia conseguir aguentar ficar o tempo todo, mas logo esqueci. Acho que é questão de costume, depois fiz até uma transmissão no Twitch do blog e foi tranquila.

Enfim, essa foi apenas uma visão rápida com curiosidades sobre o Razer Tiamat 7.1 V2, e que acho que pode acabar economizando tempo e evitando surpresas como alguém comprar sem saber que vai precisar também de uma placa de som. Acho que vale a pena dar uma conferida em outros fones da empresa antes de só escolher esse pelo preço (bem cabuloso por sinal, no lançamento foi R$ 1.699 e depois foi baixando).

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