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terça-feira, 28 de novembro de 2017

Hollow Knight | O que tem de fofo tem de atmosférico

Vez ou outra aparece alguma obra fofinha porém sombria como é o caso de O Estranho Mundo de Jack por exemplo, no entanto nem sempre é fácil conseguir a medida exata pra coisa se destacar e assim é fácil só ignorar. Mas isso não acontece com Hollow Knight, que foi o primeiro jogo que zerei ao vivo na Twitch do blog, e frequentemente via comentários sobre o visual e atmosfera intensa.



Aqui é apresentado um mundo de insetos, com besouros que empunham espadas que chamam de ferrão, ambientes antigos e esquecidos e personagens que tentam viver nesse ambiente sombrio. Perigos se escondem no subsolo, assim como tesouros há muito tempo esquecidos e apenas esperando para alguém que consiga alcançá-los.

A trama desse jogo é daquelas difíceis de pegar e que são cercadas de teorias. No caso você precisa realmente ser observador. A história e cultura desse universo é apresentada através de conversas com NPC's, leitura da descrição de itens, observação de monumentos e assim vai. É o tipo de coisas que é necessário pegar pecinhas e ir colocando juntas.

Hollow Knight foi lançado no começo de 2017, no entanto apenas o adicionei na lista de desejos para jogar depois. Normalmente quando isso acontece leva um bom tempo até eu começar. Mas os planos mudaram repentinamente quando descobri que se tratava de um jogo do gênero soulslike (Ou quase isso), coisa que eu nem imaginava. Eu não tinha pesquisado a fundo, apenas vi que o visual era legal e me pareceu ser um jogo de plataforma atmosférico.

O negócio é que eu estava comentando na página do blog no facebook sobre o jogo Salt & Sanctuary, e sobre como até então ele era o mais próximo que um jogo 2D tinha feito de um Dark Souls, e um leitor disse que o mais próximo era Hollow Knight, o que foi uma surpresa, afinal de contas eu via como um jogo fofinho de plataforma, isso me empolgou em dar uma conferida.

A verdade é que não concordo de maneira alguma que ele se aproxime mais, já que Salt & Sanctuary realmente clonou mecânicas e até mesmo inimigos, e Hollow Knight é um soulslike também, mas tem um clima diferente. Aliás ironicamente enquanto jogava cheguei a comentar com o povo que esse ambiente mórbido 2D me lembrava algum jogo, e ao pensar um pouco foi que notei que era o próprio Salt & Sanctuary.
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É bem incrível a sensação de grandiosidade causada pelo ambiente. Todo aquele ambiente que mistura partes naturais e partes que parecem objetos humanos. Tudo é obscuro, com clima super denso, alguns locais bem sujos, outros elegantes, as áreas mais detonadas lembram a atmosfera de Rain World.

O jogo é um soulslike ou quase um, pois tem as duas mecânicas principais de algo do gênero, a primeira é a experiência/dinheiro que cai no lugar onde você morre precisa ser recuperado pra não ser perdido pra sempre, e a outra mecânica é a de inimigos difíceis, apesar de que aqui o foco fica mais para os chefes, pois os inimigos normais tem sua dificuldade mas não é preciso se preocupar de verdade.

Agora é fácil encaixar esse jogo no gênero metroidvania, isso porque tem todo aquele negócio de um ambiente 2D com áreas que você passa pela entrada inúmeras vezes, mas não pode alcançar de imediato, pois primeiro precisa de certos poderes. Não que coisas assim não estejam presentes em soulslikes em geral, mas somando o 2D com inimigos comuns que não são tão difíceis, é fácil a balança pender mais para o lado do metroidvania.

Você vai adquirindo vários poderes clássicos, pulo duplo, pulo na parede, dash, ataques carregados, etc. Além disso tem amuletos que te dão poderes específicos se você os equipar. Graças a isso cada jogador pode ter uma forma bem própria de jogar, pois as habilidades são bem variadas como causar dano em quem te causa dano, aranhas que te acompanham pra atacar inimigos, mosquitos que coletam dinheiro pra você, etc.

A quantidade de ambientes escondidos é enorme e o jogo tem múltiplos finais, sendo assim dependendo do quanto você explorar, poderá achar áreas diferentes, ganhar poderes diferentes e também evoluir o personagem de uma maneira que não é possível se não explorar certas áreas, por exemplo para pegar mais um ponto de vida é necessário achar os vários pedaços de uma máscara, então quanto mais explora, mais chance de achar novos pedaços.

Enfim, tá aí um baita de um jogo simpático, é super recomendado que jogue usando um controle, pois com a movimentação rápida e necessidade de estar sempre atento, é bom estar com todos os dedos posicionados para fazer as ações certas na hora certa. Recomendo demais, pode ocupar dezenas de horas de muita gente.


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