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domingo, 1 de outubro de 2017

Marvel vs. Capcom: Infinite | Para quem ama dar combos!

Eu lembro de ter jogado X-Men vs. Street Fighter no fim dos anos 90 e certamente foi um dos primeiros crossovers que vi na vida, naturalmente acabou sendo encantador ver uma mistura assim. E quando veio Marvel vs Capcom, aquilo parecia uma loucura total! E hoje vou falar sobre o sétimo jogo da franquia.
Eu conheci a franquia no PS1, mas ela existe para outras plataformas, inclusive essa foi a última que recebeu X-Men vs. Street Fighter, que primeiro deu as caras no fliperama em 1996, depois foi para Sega Saturn em 1997 e somente em 1998 é que veio a versão para Playstation, e foi quando acabei conhecendo.

Depois disso vieram os seguintes, primeiro Marvel vs Street Fighter e logo depois Marvel vs Capcom, e ainda no PS1 teve Marvel vs. Capcom 2, mas apesar de tudo as minhas lembranças são meio bagunçadas. Lembro de ter me divertido demais, mas jogos de luta nunca foram meus favoritos, sendo assim não tenho uma lembrança super nítida de qual era qual. E o que tenho mais claro é que joguei X-Men vs. Street Fighter primeiro e depois empolguei com Marvel vs Capcom.

Depois disso cortei meus laços com a franquia, ficaram boas lembranças, mas é da mesma forma que jogos como Killer Instinct e Street Fighter 2, ou seja, joguei muito, me diverti com certeza, mas depois da era do PS1, com a minha era de jogos no PC e cada vez mais opções, esse gênero acabou sendo colocado de lado por mim.

Mas Marvel vs. Capcom: Infinite me chamou a atenção por dois motivos, o primeiro é o fato de que esse é um jogo lançado em uma era de executivos frescos. Crossovers se tornaram difíceis demais, antigamente a coisa era muito mais "Eu empresa X, vamos misturar seu produto com o nosso?" e lançavam, hoje é cada executivo dizendo "Não me toque! Ninguém encosta em mim, eu tenho que brilhar sozinho!".

Então imaginem a minha surpresa ao ver personagens da Marvel sendo liberados para participar de um novo crossover? E o segundo e principal motivo de ter me atraído, foi o modo história. Pelos trailers parecia algo fantástico demais, e depois de ter sido surpreendido por uma história tão absurdamente boa como a de Injustice: God Among Us, o meu conceito subiu muito em jogos de luta.

Somando isso ao fato de que gostei bastante de Street Fighter 5, me pareceu bastante atraente e logo imaginei uma versão mais desenvolvida de SF5. No entanto ao testar vi que a experiência dos dois jogos parecem ser para públicos diferentes. Apesar de que por algumas análises que vi, notei que minha opinião também aparenta ser diferente da de muita gente.

Enquanto muita gente desceu o cacete em SF5, eu achei o jogo bacana pra caramba, mesmo não sendo super fã de jogos de luta. Certamente esse foi um dos fatores que fez com que a minha expectativa em Infinite fosse bem maior. Mas notei pessoas dizendo que SF5 foi um erro e que Infinite corrigiu a coisa. Mas não vejo bem assim...

O negócio é que em Street Fighter eu tinha aquela sensação de que a coisa estava muito mais concentrada nos golpes, na estratégia presente neles. Já em Infinite a sensação é de que tudo está concentrado nos combos, e que os dois jogadores estão apenas esperando uma abertura para poder pegar o outro.

Não que isso seja ruim, apenas parece ser diferente, mas a impressão que tive é que Marvel vs. Capcom: Infinite foi feito com um foco maior no público casual. Faz muito tempo que joguei os de Playstation, sendo assim não lembro bem se era isso também. Mas aqui a coisa tem aquele climinha de ser mais compacta.

Mas bom, vamos começar pelo início né? O menu do jogo é feio pra caramba, um baita negócio genérico, sabe aqueles programas que você acha na internet pra gerar menu, coloca um papel de parede atrás e aí escreve os nomes das opções e coloca em uma lista do lado esquerdo? Pois é, parece aquilo.

O modo história me decepcionou bastante, pelo trailer eu pensei que ia ser algo mais profundo, mas a sensação é de que é só explosão o tempo todo. Tá certo que um mistureba desses ia ser inevitável, mas imaginei que fossem trabalhar melhor pelo menos grupos de personagens, só que a coisa já tem início em um cenário futurístico em tiroteio contra robôs e vai assim do início ao fim.

Eu imaginava que ia ser algo que começasse de forma mais atmosférica, primeiro com um ou um pequeno grupo de personagens que acabam se surpreendendo ao entrar em contato com outra dimensão, e aos poucos a coisa ia se formando. Mas não é só "Bum, pow TUM, ploft, pack!". A coisa parece uma festa rave.

A história é sobre duas dimensões que são interligadas (Vai entender por que falam duas né? Como se Mega Man e Dante fossem da mesma dimensão), no entanto elas acabam se unindo graças a algo que aconteceu envolvendo misteriosas relíquias chamadas de "Joias do Infinito", e assim heróis partem em uma jornada pelo universo para conseguirem pegar todas as seis.

Acredito que especialmente com a ideia de joias do infinito terem tanto poder, poderiam ter aproveitado para cobrir algumas brechas do jogo, por exemplo é meio ridículo ver Frank West de Dead Rising, entrando na porrada contra Thanos. Deviam ter colocado algo como as joias fornecerem um certo poder ou algo assim, mas simplesmente tacam lá e "é isso aí", a sensação é de que não rolou o mínimo esforço pra história ser boa.

Aliás, tem algo bacaninha na história, que é a origem do que aconteceu, eles colocam só lá pro final e é interessante, mas não é SUPER INTERESSANTE, portanto não dá pra carregar completamente o resto da história, o que sinceramente é uma pena, pois sei que a quantidade de personagens é alta demais pra se concentrar de forma profunda em um, mas podia ir muito além de um monte de porradas e diálogos vazios.

O modo batalha é provavelmente o que vai mais atrair as pessoas, afinal de contas jogos de luta são tipo a maioria dos FPS com suporte online né? O povo até joga o modo história pra se divertir, mas a maioria compra pra ficar repetindo eternamente combates multiplayer. Existem quatro modos de batalha, online, arcade, vs jogador 2 e vs computador.

O modo online tem um submenu bastante bacana que ajuda a não assustar muito os iniciantes, ele conta com partidas ranqueadas pra jogadores que querem reconhecimento ou se sentirem bem vendo que melhoraram. E exatamente para esses que se importam com ranking, tem também as partidas casuais que é só pra passar o tempo.

A liga dos iniciantes é ótimo para quem tá começando e não quer jogar com quem não sabe jogar. O máximo permitido são jogadores de 14º grau, aqueles que tem mais que isso já não podem ingressar na liga dos iniciantes, isso é fantástico, pois assim evita humilhações. Se a pessoa não é boa, ela pode simplesmente ficar com outras que não são boas também e assim há um bom equilíbrio.

O modo Lobby é para aqueles que querem fazer partidas personalizadas, com grupos de jogadores ali prontos para seguir lutando uns com os outros, sem ter que ficar procurando novas partidas o tempo todo. Esse modo é perfeito para grupos de amigos e provavelmente é uma ótima alternativa para quando mais de duas pessoas querem jogar juntas.

No menu de batalha também é possível consultar o ranking de jogadores do mundo inteiro, e você tem acesso à área de replay, onde pode assistir suas partidas e também acessar a steam de jogadores que você enfrentou. Isso pode ser bom para quem gosta de analisar os vacilos que cometeu e onde tem que melhorar.

Os outros modos são exatamente o que parecem, o arcade te coloca em uma série de combates em sequencia, o modo vs outro jogador é para quem quer jogar com amigos lado a lado, e o modo vs computador, adivinhem só? É isso mesmo, você joga versus o computador! Uahahahaha. =D

O jogo ainda conta com o modo treinamento para quem quer aperfeiçoar as técnicas contra um inimigo de vida infinita, o modo missões em que você aprende os movimentos dos personagens, tendo que fazê-los uma certa quantidade de vez em uma partida para poder concluir a missão. E há também o menu "Coleção" em que coisas novas vão sendo destravadas à medida em que você joga.

Eu achei as batalhas online complicadas de serem encontradas infelizmente... Sei que isso não está nas mãos da Capcom, mas me surpreendeu ter tanta dificuldade em achar alguém para jogar, mesmo colocando a área de cobertura como mundial. Sendo assim se forem comprar, eu realmente recomendo que chamem um amigo.

A jogabilidade do jogo tem dois elementos bem bacanas e que acho que vai encantar especialmente aqueles que nunca tiveram contato com a franquia, pois trás um diferencial próprio que podem ser o maior incentivo para que jogadores escolham jogar esse e não alguma outra opção de jogo de luta. Esse diferencial é a troca de personagem e as joias do infinito.

Quando você começa a partida, escolhe não um, mas dois personagens. Esses personagens podem ser trocados na hora que você quiser e cada um tem sua própria barra de vida, enquanto um luta, o outro descansa e recupera vida. Esse recuperação vai até um limite marcado em vermelho, enquanto a parte amarela representa a vida mesmo do personagem.

Ou seja, se a parte amarela acabar ele morre, mas se você o trocar e deixar descansando, toda a parte que estiver em vermelha vai ser enchida pela barra amarela aos poucos enquanto estiver lá. Isso gera uma certa estratégia no jogo e te faz querer trocar ao invés de só jogar com um até perder e depois começar a jogar com o outro.

Algo muito legal é que pra evitar uma troca sem parar, o personagem substituído fica no cenário por um momento antes de sair. Ou seja, se o adversário tacar um especial fodão bem na hora que você trocou, os seus dois personagens vão tomar ao mesmo tempo e a barra dos dois vai descer junto, as vezes podendo causar até morte simultânea de ambos.

O segundo elemento fantástico do jogo são as joias do infinito, durante a escolha de personagens você seleciona os dois e também seleciona a joia do infinito que vão usar, sendo que são seis. Cada uma delas tem um efeito diferente e dá uma variação ainda maior na jogabilidade, pois não depende apenas da dupla escolhida pelo adversário e a estratégia dele, mas também o efeito da pedra.
Quanto mais você usa o poder da pedra, mais a barra dela carrega, assim como quanto mais porrada você toma, mais a barra vai carregando até encher. Quando estiver na metade, você pode disparar a habilidade especial dela que consome o cenário inteiro e te dá uma vantagem, enquanto isso a barra vai diminuindo até esvaziar.
Graficamente achei o jogo estranho, a sensação é de que deviam ter aplicado um filtro em cel shading, mas no fim acabaram deixando 3D mesmo e ficou esquisito pra caramba, especialmente os rostos de alguns personagens. A cara do Ryu parece inacabada e a do Mega Man tem algo de muito incômodo, sei que ele é um robô, mas ficou bonecão demais.

Enfim, Marvel vs. Capcom: Infinite é um jogo bacana para passar o tempo e tem seu charme, mas acho que vai atrair muito mais o público casual do que o de fãs de jogos de luta mesmo. Posso estar errado é claro, mas foi a impressão que tive. Joguei no PC e a compatibilidade com o controle de Xbox tá impecável. Bom, é isso, esse é um jogo que depende mesmo do tipo de pessoa que vai jogar.


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