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domingo, 26 de fevereiro de 2017

Final Fantasy VIII - Levando a série a um novo nível gráfico

Hoje vou falar sobre Final Fantasy VIII, um dos primeiros jogos que conheci da franquia, mas que demorei muitos anos para finalmente jogar ele pra valer. E enquanto Final Fantasy VII levou a franquia para outro nível apresentando pela primeira vez um jogo em 3D, Final Fantasy VIII surpreendeu em fazer uma evolução gráfica. Parece que a Square pensou "Já vimos como fazer um FF em 3D, agora é hora de aperfeiçoar!" e fizeram isso lindamente.

A história se passa em um mundo onde existem instituições conhecidas como "Jardins" e são especializadas em treinar mercenários desde a infância, ensinando técnicas variadas de combates, com aulas práticas e conceituais. É como se fosse uma escola mesmo, com uniforme e tudo mais, e aqueles que se formam se tornam Seeds e passam a servir o Jardim. Qualquer um do mundo que tenha dinheiro pode contratá-los para fazer serviços variados, indo de invasão e roubo a assassinato.

Você assume o papel de Squall Leonhart e é surpreendido quando em uma das missões o seu grupo acaba se envolvendo com algo que tem impacto mundial. Uma conspiração envolvendo uma antiga guerra passa a acontecer e é preciso se virar quando as regras do mundo passam a mudar para algo novo e os Jardins que antes eram neutros passam a ter que fazer escolhas sobre o lado que estão.

Vamos começar falando do que realmente chama atenção de imediato no jogo, que são os gráficos. O trabalho feito é maravilhoso, essa é daquelas obras de brilhar os olhos. Sim, eu sei que pra muita gente é um pouco difícil de engolir já que é um jogo de 1999, mas se você pensar em outros jogos da época, vê como a coisa ficou linda.

Enquanto em Final Fantasy VII os personagens eram super mal feitos, com mãos quadradas e a sensação de que eram modelos inacabados que foram deixados fofinhos pra disfarçar, aqui o acabamento é completo. O desenvolvimento começou em 1997, assim que o anterior foi lançado e evoluíram pra valer diversas técnicas interessantes apresentadas no anterior.

Pra começar os personagens agora tem corpos iguais ao de uma pessoa real, ou seja não tem aquele simpático visual anão, e seus corpos são super detalhados, indo desde cabelos até as roupas, não usam a técnica, tão comum na época, de serem todos os personagens iguais e mudarem apenas a skin. Então todo mundo tem seu corpo próprio, e até mesmo os NPC's alunos dos Jardins que usam o mesmo uniforme podem ser diferenciados com características próprias.

Os ambientes ainda usam aquela técnica de pré-renderização, com um visual maravilhoso de fundo, mas que é uma imagem em 3D. Porém dessa vez colocaram frequentemente objetos 3D reais que as vezes você pode ficar atrás ou interagir fazendo com que se movam (tipo um trem), carros passando na rua, etc e também colocaram efeitos nas imagens estáticas, como luzes de uma cidade piscando lá atrás, o vento batendo em uma cortinam, etc... Isso deixou a coisa muito mais charmosa.

As apresentações em CG também são um imenso destaque, aliás a primeira vez que falei desse jogo aqui no blog foi exatamente sobre a espetacular abertura desse jogo, simplesmente impecável demais e que até hoje considero uma das melhores aberturas que já vi na minha vida. Pra falar a verdade quando penso em abertura boa de jogo, acho que a primeira que me vem em mente acaba sempre sendo essa.

E eles aproveitaram o CG de uma forma que já usavam no jogo anterior, só que aqui ficou muito melhor. Em diversos momentos pegam uma apresentação em vídeo e colocam você controlando seu personagem, como se fizesse parte daquilo. É lindo de ver, pois a câmera personagem muda de direção acompanhando o vídeo, e fica bem intensa a coisa.

Por exemplo tem a cena do trem, que é ele vindo e você com o grupo em cima, a câmera vai mudando e você controlando eles. Simplesmente fabuloso, me faz pensar o que a Square não seria capaz de fazer se ela tivesse mais tempo durante a era do PS1. Acho que uma hora iriam fazer um jogo com fundos só com vídeos se repetindo e ia passar a sensação de jogar algo com gráficos de PS2 no PS1 hehehe.

O universo do jogo me agradou demais, é um mundo futurístico bonito cheio de florestas com criaturas exóticas, o primeiro Final Fantasy a fazer isso, o anterior era um mundo futurístico morrendo, com céu escuro, Final Fantasy VI era algo que mais parecia com medieval com tecnologia, e os anteriores tinham mais cara de universo medieval mesmo. Então é uma fórmula nova na franquia, não que eu ame ambientes futurísticos bonitos, mas depois de tantos jogos me bom ver algo diferente.

Me agradou a forma que esse universo age, as pessoas acham normal a existência dos Seeds, mesmo sendo jovens indo para combates, mas quando se para pra ver, não é algo "bonito", afinal eles podem realmente morrer durante as missões, sendo assim são uniformizados e tudo mais, porém vão em missões perigosas enfrentando tudo quanto é coisa.

Nesse universo a mágica é retirada de criaturas, sendo assim magias não estão nas pessoas, elas podem manipulá-las se tiverem o controle de ao menos um Guardião, criaturas poderosas capazes de causar danos monstruosos e também dão a habilidade a seu dono para usar magia, mas mesmo ela não sai infinitamente, é preciso extrair de outros seres.

Ou seja, se você quiser usar magias de cura, precisará achar um ser que a tenha, extrair dele e então usá-la, sendo que tem um estoque limitado de magias, quando você extrai vem uma certa quantidade, e pode carregar até 99 de cada e compartilhar essas essências entre os membros do grupo. A magia também é usada para tunar as habilidades físicas do personagem, pois podem ser colocadas no slot de coisas como força, destreza, sorte, etc e isso fará aquele atributo ficar ainda mais forte enquanto essa magia estiver ali, certas magias combinam mais com determinados atributos.

Essa mecânica de magias é algo muito presente no jogo e as vezes pode valer muito a pena se ferrar para entrar em uma masmorra porque você sabe que um certo inimigo tem uma magia em especial e que se você extrair ela vai fazer com que o seu personagem fique extremamente mais forte, pois combina com o atributo que aquele personagem mais usa.

Ter guardiões também faz toda a diferença, você pode invocar eles em combate para dar um baita dano, mas além disso eles permitem ao personagem usar certas habilidades ou bônus, e dependendo de quem usar esse guardião, as habilidades poderão ser usadas pela pessoa. Por exemplo a força aumentando uma certa porcentagem, a habilidade de roubar ao atacar, o valos de itens ficar mais barato em lojas, etc.

Mas nem tudo é maravilha e chegou a hora de descer o cacete no jogo Ò_Ò! Sinceramente, esse é um jogo que ou você ama ou você odeia a mecânica, e pro meu azar eu estou no segundo grupo. Simplesmente detestei essa bagaceira, comparado aos anteriores, acho que esse é o Final Fantasy com a pior jogabilidade. Simplesmente cansativo demais e a sensação é que se você não tem um aviso prévio de alguém, vai se ferrar, que foi exatamente o que aconteceu comigo.

Por exemplo, esse é um jogo que você pode zerar sem ficar evoluindo, e que aliás, é RECOMENDADO que você não evolua no jogo, pois cada vez que você evoluir, os inimigos vão ficar mais forte juntos sendo que os níveis mais altos dos inimigos desse jogo são CABULOSOS. E adivinham só? Eu cheguei no último chefe no nível 100! Que é o máximo! Foi só a bagaceira, cansativo demais!

O negócio é que esse jogo é daqueles que e preciso estudar, que pessoas jogam por anos e descobrem coisas novas, entendem como funcionam certos detalhes, analisam item por item das centenas disponíveis e veem as melhores combinações, etc... Pra quem tem tempo de se dedicar só a esse jogo pode ser uma maravilha, mas pra quem gostaria de jogar outras coisas, descobrir na metade ou fim que evoluir é ruim e que o melhor é conseguir combinações pra tunar atributos não é legal.

Mas não só isso, achei a mecânica toda cansativa, não gostei de ter que no meio do combate ficar extraindo magia de monstro e equipando sem saber direito se tava bom ou se estava fazendo algo péssimo. Ter que ficar mexendo nesse negócio nos atributos tem seu charme, eu assumo, mas não é pra mim.

Agora sem dúvidas a coisa que eu mais achei uma desgraça foi ter que ficar passando guardião de um grupo pra outro. Nossa como isso me irritava. Os personagens só tem habilidades se tiverem guardiões equipados, inclusive coisas básicas como usar itens, e quanto mais guardiões equipados, mais poderoso é seu personagem, e tem duas equipes.

Ou seja, toda hora você tem que ficar mudando de um pra outro, existe um botão de transferência rápida, mas essa trocação é um tanto bagunçada pois cada personagem também tem suas habilidades próprias e jeito de agir peculiar, isso sem contar quando o jogo não resolve desequipar de vez os personagens e você tem que ir lá em um por um equipar de novo, escolher as habilidades. Em alguns momentos a troca de grupo é rápida, aí você perde tempo fazendo as mudanças e dois minutos depois volta pro grupo anterior.

Porém é o que falei, sou do grupo que não gostou, mas vejo que tem muita gente que considera esse um dos melhores e até compra action figures do negócio, assumo que tem um charme na coisa toda mesmo sendo algo que considero chato. Acredito que especialmente pra quem tem tempo pra se dedicar pode ser uma experiência interessante ficar fazendo testes e descobrindo possibilidades.

Enfim, esse é um jogo que achei maravilhoso visualmente, adorei o universo e mesmo a história que é um pouco criticada me agradou, com momentos realmente épicos. Porém sinceramente eu odiei demais a mecânica dele e acho que isso acabou sendo um ponto extremamente negativo. Foi o FF que mais levei tempo pra zerar, mais de um ano do começo até quando terminei, matar o último chefe foi exaustivo ao extremo. Então não dá pra dizer que me apaixonei pelo jogo, mas deixou sua marca pelo universo. Vale a pena dar uma conferida no site da G2A pra ver o preço que está lá, pois eles costumam vender keys da steam por um valor bem mais barato que na própria steam e ainda aceitam boleto bancário. Dê uma conferida no preço que tá lá, clicando aqui.

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