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segunda-feira, 27 de junho de 2016

Sobrenatural 3 - Não é espetacular mas tem seu charme

Quando assisti ao filme Sobrenatural, tive aquela sensação de muitos, que era uma obra diferente. Ao assistir Sobrenatural Capítulo 2, bateu aquela sensação de estranheza novamente, a diferença era que para esse eu tinha uma expectativa maior já, pois não era como o horroroso Ouija, que ao anunciarem a continuação a minha reação foi "Credo, não acredito que vão mesmo pagar por uma sequencia daquilo". E ao chegar a Insidious Chapter 3 que no Brasil ficou como Sobrenatural: A Origem (Que aliás é um título que parece bem mais adequado pra obra), eu naturalmente já fui assistir com muito mais gosto. E agora é hora de falar o que achei!

A história se passa alguns anos antes dos acontecimentos com a família dos dois primeiros filmes. Dessa vez a história envolve uma garota que perdeu a mãe e decidiu contactá-la, mas não conseguiu e assim foi procurar por uma especialista, a médium Elise Rainier, que está relutante em ajudar pois teve terríveis experiências que a fizeram parar de oferecer esse tipo de serviço.


Tenho que assumir que quando comecei a assistir fiquei um tanto incomodado em terem "abandonado" toda a mitologia dos dois primeiros filmes. Isso porque aquela família tinha um elemento em especial que era o poder paranormal raro do garoto em poder andar pelo outro mundo durante os sonhos. Já no terceiro filme eles pegaram uma garota normal pra ser sacaneada pelo demônio.

E realmente durante boa parte do filme o único elemento que realmente liga com o resto da franquia é a própria Elise, o resto simplesmente são coisas voltadas para a nova família que está sendo infernizada. Mas o filme chega a um ponto que dá uma volta e aí você passa a ver diversos elementos que deixam a coisa mais ligada aos outros longas, isso é bem agradável de se ver.

O filme continua com aquele estilo tão próprio. É algo difícil de explicar, por um lado é um filme bem padrão e clichê, mas por outro existe algo que torna a franquia Insidious diferente da maioria dos filmes de terror. Em parte sei que tem a ver com a fotografia apresentada, mas dá pra notar que não é um aspecto apenas visual, é o filme por completo.

Acredito que talvez seja o fato de que é um filme feito com amor, por mais que tenha uma penca de elementos clichês, que já vimos sendo usados e abusados em inúmeros filmes, dá pra notar um carinho real na coisa. A sensação é de filme indie que tenta ser filme estiloso e psicológico mas os caras não tem grana então fica aquele meio termo entre algo que parece ser só a bagaceira com uns efeitos especiais trash, mas que você sente que há um amor na coisa.
Como quem inventou essa atmosfera foi o mesmo diretor de Invocação do Mal, a sensação é de que naquela franquia ele se dedicou a fazer algo sério e sombrio ao máximo e na franquia Insidious a ideia era de poder se liberar e assim criar algo mais "Light", meio esculachado e com um climinha de fundo de quintal, mas ainda assim se preocupando em ter uma certa qualidade. E o novo diretor conseguiu "clonar" bem essa atmosfera.

Enfim, acho que muita gente pode não gostar por aquele problema da expectativa sufocar a diversão, no começo eu mesmo achei que tava estranho por não ter a família original. Mas no final acho que ficou bem padrão dos dois primeiros, jumpscares bem bolados que tentam fugir do padrão, jogos de câmera que sempre te fazem ficar procurando alguma coisa no cenário, estéticas peculiares nos seres sobrenaturais e etc. Caso você tenha se interessado pode dar uma conferida aqui.


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