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domingo, 15 de novembro de 2015

Shadow of the Comet - Jogo de mistério clássico

Call of Cthulhu: Shadow of the Comet é um jogo que foi lançado em 1993 e durante muito tempo ficou na minha lista de jogos para zerar um dia. Com o lançamento dele em 2015 na steam eu não consegui resistir e percebi que era a hora de finalmente colocar as mãos nesse clássico. E agora finalmente é o momento de falar aqui sobre o que achei.


A história se passa em 1910 e vocês já devem ter ouvido falar do Cometa Halley, que passa pela terra a cada 76 anos, e bom, aquele era um ano de aparição do cometa. E assim um jornalista chamado John Parker percebe que aquela é uma oportunidade única de obter fotos para o jornal em que trabalha, e consegue que seu chefe banque uma excursão para isso.

A cidade escolhida se chama Illsmouth, um lugar a beira-mar cheio de pescadores e que é perfeito para ter uma visão clara do cometa. Mas o que inicialmente parece ser apenas um lugar cheio de caipiras logo se mostra bem mais sombrio. Um culto secreto é formado por antigas famílias do lugar e eles também estão esperando esse evento acontecer para fazer um ritual macabro. O que significa que intrometidos não são nada bem vindos.

Esse é um daqueles jogos que o mistério é muito constante, existe todo aquele climinha de que algo bizarro está rolando lá fora e que a qualquer momento você vai acabar descobrindo do que se trata. Para os fãs de suspense é sem dúvidas um baita de um atrativo inicial fantástico e que consegue empolgar muito bem.

A trama é baseada em dois livros, o primeiro e mais importante é o "A sombra de Innsmouth" de onde a base toda da coisa, inclusive note o nome parecido, mas mesmo assim diferente, enquanto o segundo livro é o "Horror de Dunwich", mas desse foram tirados apenas alguns elementos e inseridos na trama.

Esse jogo é tão antigo que ele não roda em computadores modernos de forma direta, então na versão da steam já vem uma versão DOSBox que roda automaticamente assim que você abre o jogo e assim dá pra jogá-lo via emulação. Dessa forma ao abri-lo há uma certa sensação de gambiarra com três janelas de uma vez, mas no fim dá tudo certo.

Uma surpresa que tive foi ver que esse jogo é da infogrames, a criadora de Alone in the Dark, e sempre pensei que era um jogo da Lucas Arts ou Sierra, mas não... Ele saiu um ano após o jogo de terror e como ambos tem inspiração em H.P. Lovecraft, em diversos momentos tive um arrepio ao sentir que estava jogando o primeiro Alone in the Dark de novo.

O visual é maravilhoso, e aliás aqui novamente você pode sentir o clima de Alone in the Dark, mesmo esse jogo sendo em 2D dá pra ver que o estilo das texturas é no mesmo padrão. E como os dois jogos se passam em épocas antigas (AITD acontece nos anos 20) o design dos elementos também é em um padrão semelhante.

Infelizmente nem tudo são maravilhas e os controles são penosos, o personagem não corre, ele apenas anda. E diferente de jogos do gênero que normalmente são point and clicks, nesse você usa as setas pra se mover, é possível usar o mouse mas não é só clicar, você tem que clicar na direção e enquanto isso o personagem vai andando.

E quanto a parte de andar até que está ok, se não fosse lugares que você bate e tem que subir ou descer um pouco e desviar do lugar onde bateu, existe a constante sensação de que o personagem ficou preso no cenário, e assim parece que você tá controlando alguém extremamente pesado. Não bastando isso é preciso clicar pra abrir o botão de ação quando você quiser interagir e selecionar coisas como falar, olhar, pegar, dar.

Enfim, esse jogo tem uma ótima história, a atmosfera é fantástica, o visual é fantástico, mas os controles me fizeram pensar por diversas vezes "Eu sou mesmo muito fã de Lovecraft viu...". Então faça sua decisão, dar uma olhadinha vale a pena com certeza, mas ir fundo na coisa e zerar pode ser cansativo. Quem se interessar pode dar uma conferida por mais informações no steam.


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