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quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Heroes Reborn - A sequência da tão aclamada série

Eu imagino o quanto não deve ser emocionante para um fã, poder ver algo que realmente ama retornando depois de meia década. Quero dizer, pense em seu seriado favorito, no fim dele e então vários anos você apenas tendo boas lembranças da sensação de assistir cada episódio, e então de repente BUM, fazem uma sequencia. Deve ser maravilhoso demais não é? Pois Heroes Reborn trouxe exatamente essa sensação a seus fãs.

Mas antes de tudo eu gostaria de falar aos fãs que entendam uma coisa, existem pessoas que sempre vão odiar o que você ama. Por mais que você acha espetacular tem aqueles que acham um verdadeiro lixo. Da mesma forma que você odeia certas coisas e vê que tem fãs que caem de amores, portanto se for ler essa matéria, recomendo demais pegar um copinho de água gelada porque eu vou DESCER O CACETE! Ò__Ò


Eu nunca me dei o trabalho de fazer uma matéria sobre Heroes, isso porque acho aquele seriado um verdadeiro lixão. Eu tentei, sim tentei demais gostar de heroes, a proposta é interessante, tem os seus detalhes legais, mas no geral é uma das piores séries que eu já assisti em toda a minha vida . Simplesmente horrorosa, forçada, o nível de incompetência dos roteiristas é admirável de tão absurdo que é, o negócio é fora do normal.

Então antes de falar de Reborn, é melhor eu esculachar um pouco Heroes né? Afinal de contas vez ou outra eu sempre desço o cacete nessa série bizarra em matérias nada a ver, portanto não posso perder a oportunidade de esculachar a bagaceira em um artigo completamente adequado e que realmente tem a ver com a tranqueira.

Antigamente eu tinha um código que era "Se começar a assistir, vai ter que ir até o final!". Isso porque me desagrada começar a ver séries e simplesmente abandonar a coisa, eu gosto de ver a história, e já me surpreendi algumas vezes. Tem certas séries que vão pra um lado bom, de repente melhoram absurdamente, sendo assim acredito no potencial. Nessa mesma época eu comecei a ver Heroes, que a qualidade foi uma verdadeira queda d'água, o negócio só desabava, a cada episódio era uma surpresa nova. Algo bem no tipo "Você acha que já tá tosco o suficiente? Não nos subestime amiguinho, nós podemos E VAMOS piorar!".

Por exemplo, a mulher que tinha uma irmã gêmea que morreu, mas desenvolveu múltipla personalidade, e essa outra personalidade era exatamente a irmã gêmea malvada. Daí de repente ela morre e ok... Massa, uma personagem morreu! Mas de repente TCHANRAN, a vadia volta como a gêmea malvada e quem morreu na verdade foi a personalidade da outra. Mas tudo bem, dá pra aturar, só que ela vai e morre também, e o que fazem? TACAM UMA TERCEIRA IRMÃ GÊMEA QUE FOI ESQUECIDA. E digo mais, se tivessem continuado a série, com certeza a quadrigêmea iria aparecer pra dizer que tava em Hogwarts.
E a outra maluca lá? A Claire, que não podia morrer, é só porque você é capaz de se regenerar que tem que ficar se jogando de uma ponte? "Tentativa número 43, não morri gente!". Isso sem contar que o tempo todo ela não parava de morrer né? O jogador de futebol americano vem correndo, esbarra nela, ela dá uma virada e o pescoço gira 180 graus. Super normal né? Coisa que acontece todo dia.

Mas se tem um personagem que tinha um poder que eu achava ridículo (apesar de conseguir entender as pessoas gostarem dele), é o filho das gêmeas infinitas. Ele falava com máquinas! "A torradeira me disse que a torrada tá quase pronta". Fala sério, as máquinas tem sentimentos e pensamentos? Elas batiam um papo entre si também? O guri era capaz de bater um papo com um vibrador porque tinha parte eletrônica? E outra, como um poder pode ser tão forçado? E se o garoto tivesse nascido na era medieval? Aí não teria o poderzinho mais? Colocar o poder de falar com máquinas e pedir coisas pra elas fazerem pode até parecer estiloso quando se olha desatento, mas é a mesma coisa de um poder de falar com bolinha de algodão ou falar com chiclete mastigado. Se a habilidade do cara tivesse ligado a eletricidade, que é algo da natureza, ok... Mas uma máquina? Um bagulho artificial que precisa ser fabricado por mãos humanas e depois ainda tem vida e fala? Como isso tá ligado de forma biológica ao garoto? Horrível essa bagaceira!

Mas não bastavam personagens ridículos, era preciso de uma atuação com cenas forçadas e diálogos absurdamente toscos. Tem um episódio em que o Hiro fala para o pai dele "Matar? Mas o que o senhor sabe sobre... matar?". Aí o pai dele pega uma katana, balança pra esquerda, balança pra direita e então diz com cara de fodão "Algumas coisas...", e a câmera mostra um sorriso se formando na cara do Hiro como se falasse "CARAAAAAACAAAAS, VOCÊ VIU ESSES MOVIMENTOS RADICAIS CARA??? O COROA É FODA DEMAIS!!! EU JAMAIS IMAGINEI QUE ELE DOMINASSE TAL ARTE MILENAR!".
No entanto toda essa bagaceira poderia até ser perdoada se a história não fosse uma tranqueira sem sentido e rumo algum. Os personagens de Heroes são assim "Ai eu sou do bem, ai não, agora eu sou do mal, não, melhor eu sou do bem... Agora sou do mal, do bem, do mal, do bem, do mal.", eles mudavam de personalidade TODO SANTO EPISÓDIO. E era uma coisa do nada, era em um estalar de dedos. Lembro que em um dos inícios de temporada teve um ator que falou "O incrível de Heroes é que é uma série cheia de surpresas, ninguém sabe o que vai acontecer". Bom, em uma coisa ele tava certo ninguém sabia o que ia acontecer porque os personagens não tem personalidade, eles simplesmente ficavam mudando de rumo o tempo todo como se fosse um cliffhanger espetacular.

Existiam alguns momentos de Heroes que a história de repente parecia estar tomando um rumo, parecia tá se formando um momento fantástico. Mas de repente BUM! A tosqueira recomeçava. Era como se um roteirista super estiloso começasse a preparar algo, e de repente outro pegasse e falasse "Ah, é isso aê, ta doido, tá muito doido isso aquê, agora nóis põe pra os dois irmão vencer o pai deles e impedir que o coroa cumpra seu plano de registrar os mutante mais DE REPENTE!!! Um dos irmão que tanto lutou contra o pai, tanto sofreu na jornada, tanto se esforçou vai e diz 'ah sabe? eu vou terminar o serviço do papai e agora vou fazer o registro dos mutante sim porque... sei lá... pra dar uma reviravolta aquê e ficar mais doido' aeeee é doido é coerente é uma surpresa incrível! Eu sou genial!".

Surpreendentemente, eu achei o fim de Heroes bem decente, vi que boa parte dos fãs odiaram, mas acho que isso foi movido mais pela sensação da série acabar, ou talvez porque esperavam algo mais incrível e a expectativa ferrou com tudo. Já eu esperava eles invocarem um robô gigante e juntos lutarem contra um monstrão, além de ter sido um verdadeiro alívio ver a aquela bagaceira finalmente acabar.

Mas agora que já falei um pouco sobre o todo o amor que sinto por Heroes, hora de falar do Reborn. Quando o vi, isso mexeu com minhas emoções, afinal de contas eu já tinha abandonado o código de se começar tem que terminar, porém essa é uma série da época em que eu ainda o levava e é como se eu não tivesse terminado de verdade, e assim fiquei pensativo "Assistir ou não assistir?", e por fim acabei decidindo que iria dar uma olhada no primeiro episódio da bagaceira, mas já pronto pra falar bem mal.

O seriado começou com episódio duplo, o que já não gostei, mas que para os fãs certamente é uma maravilha. O negócio é que fui assistir olhando torto né? Mas ok, e tenho que dizer que o começo de uma série não dá tempo o suficiente para os roteiristas começarem a tosqueira, afinal de contas estão montando o cenário ainda, sendo assim eles simplesmente não conseguem aplicar a bagaceira de imediato, ao menos não com sua força total. Então acho que em geral o começo de Heroes Reborn é bem OK, se mostra um seriado bacana, fazendo com que mesmo quem não vá com a cara posso ver que a bagaceira tá em um nível aceitável.

Acho que para os fãs é algo que mexe demais com as emoções especialmente porque além de ter retornado tantos anos depois, personagens do seriado antigo aparecem também. Teve muita gente que ficou irritado de não serem exatamente os mesmos personagens, mas é que a coisa não é simples assim, tem uma baita de uma complicação na hora de montar a coisa.

Quando uma série acaba ou é cancelada, os atores não ficam guardados em um galpão para poderem ser usados depois, eles tem uma vida. Um ator assina contrato com outro seriado e são coisas de longa data, tipo seis anos. Sendo assim se cancelar, cada um vai pro seu canto, eles ainda precisam comer né? E assim se acontece algo que faz uma série voltar, a coisa é bem complicada.

Acho admirável terem se esforçado e encaixado personagens antigos em uma história nova, no caso aqui temos inicialmente o Noah e adaptaram o resto onde só se fala de outros personagens, mas eles não aparecem. Ficou até charmoso isso, uma história com foco em algo novo e além de que deixou uma certa brecha para a medida em que os contratos de atores antigos fossem terminando com outras séries, eles pudessem ir retornando.

Por mais que eu ache Heroes horroroso, uma coisa que não posso negar é que a série tem uma atmosfera própria, um climinha todo especial. E isso só me faz lamentar pois imagino como esse climinha de ser uma história em quadrinhos poderia ter sido usado de uma forma tão melhor. É algo que tem situações pesadas, mas ao mesmo tempo parece uma coisa brilhante e não algo sombrio. E em Reborn essa sensação está de volta, aquela fotografia tão peculiar da série é mostrada mais uma vez.

Mas claro, o climinha de tosqueira não poderia ser deixado de lado completamente né? Tinha que ter uma coisinha, e já no primeiro episódio é mostrado uma garota capaz de entrar nos video games. Eita bagaceira ein? Não é nem um pouco trash o negócio, a guria pega uma espada e na hora que desembainha, tudo fica em 3D e ela vira uma personagem dos jogos. Eu sei bem que esse é exatamente o tipo de coisa que faz muita gente gostar, mas sinceramente acho que é exatamente o tipo de elemento que mata Heroes.

Enfim,  tá aí um seriado que começa bem, tem sua tosqueira e tal, mas tem umas coisas que nunca se resolvem né? No geral há uma boa atmosfera em seus primeiros passos. Creio que fãs antigos vão continuar amando do mesmo jeito, e que quem não gosta pode até achar interessante mas se apaixonar é bem difícil.


4 comentários:

Miya Seat Lee disse...

Assisti Heroes até a metade da 3°temporada e achei muito até. A primeira eu gostei muito, a segunda foi legal, a terceira até os próprios produtores acharam péssima. Tlvz o declínio tenha sido pela época das greves dos roteiristas, mas mesmo assim, achei "imperdoável" e não assisti mais.
Hoje em dia sendo a pessoa tolerante que me tornei, pretendo dar uma olhada no "Reborn", mesmo que seja para um resgate nostálgico de uma época.

Murilo Burns disse...

Cara, vi que praticamente todas as críticas que vc fez são pós-primeira temporada. E concordo. A primeira temporada foi mto foda, na época eu fiquei vidrado, a segunda foi legal, mas na época teve a greve dos roteiristas e eles cortaram a temporada na metade. E quando voltou mudaram tudo, o que estragou toda a história da série e começaram com essas viradas sem sentido. Lembro que na segunda temporada o Peter viaja no tempo com o "amor da vida dele" e ela acaba sendo presa em uma dessas viagens. Aí volta a série na terceira temporada, e NEM SE FALA MAIS DELA. Tipo assim, em um dia ele não vive sem ela, ela é presa e ele se desespera, no dia seguinte nem se lembra mais da coitada. LOL. Enfim, era uma série que tinha um potencial enorme e conseguiram cagar.

Alex 5432 disse...

Kkk engraçado você fazer uma postagem sobre essa série logo depois do Velberan citar ela num vídeo.

Matt Kist disse...

Ah... eu gostei muito da primeira temporada, principalmente daquele episódio onde o Hiro vai para o futuro pós-apocalíptico. E também gostei de toda aquela trama do vilão Sylar que ocorria em paralelo com a trama maior que era a explosão da cidade de New York. Era uma trama que me deixava tenso e me prendia. Toda a trama da primeira temporada parecia bem amarradinha. Mas depois disso virou bagaceirice de nível anime...
Esse Reborn acho que nem vou olhar.. talvez quando sair para netflix. =/ já saiu pra netflix? nah..
Eu quero é assistir a nova temporada de Arquivo X, ano que vem. A Scully (Gillian Anderson) tem 47 anos mas ainda dá um caldo. Ela permanece linda, inacreditável.