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sexta-feira, 14 de agosto de 2015

The Witcher 3 - O jogo que quis se superar em tudo

Eu queria esperar para jogar esse jogo até zerar e completar boa parte de tudo para só então escrever uma matéria sobre. Mas a verdade é que é simplesmente impossível pra mim. Esse é daqueles jogos gigantescos que você precisa ter tempo pra jogar sem parar ou jogar por uma eternidade. Sendo assim, decidi escrever sem ter zerado mesmo, pois levando em consideração o ritmo que posso seguir no jogo, eu levaria tempo demais.

Aqui você assume o papel de Geralt de Rivia, um homem que faz parte de um grupo denominados como Bruxos (Witchers), que são mercenários especializados em caçar monstros. E está em uma viagem para encontrar a feiticeira Yennefer, fazendo-o assim se envolver com um perigoso grupo, chamado Caçada Selvagem (que dá nome ao jogo), e leva horror por todos os lugares onde passa, congelando tudo.


Como já falei aqui, a franquia Wiedźmin teve várias adaptações, mas certamente o que fez ela se tornar uma franquia mundial foi The Witcher 3. É claro que quando a CD Projekt RED criou o espetacular The Witcher 1, ele foi vendido no mundo todo. Mas era um daqueles jogos em que dava pra achar vez ou outra um gamer que conhecia, porém era a mesma coisa com os que não conheciam. Ou seja, teve muita gente que só foi saber da existência no terceiro jogo.

O mundo criado é gigantesco, quem viu o tamanho dos mapas do jogo, sabe o quanto aquilo é grande e o melhor é que tem coisas acontecendo por toda parte. Ou seja, é um universo robusto que te transporta pra um verdadeiro ambiente de fantasia medieval onde não se sabe o que espera. Tem cidades enormes, pequenas vilas, cavernas, lagos com tesouros escondidos no fundo, é realmente o tipo de obra onde para toda parte se tem algo.

É fantástico como você se sente livre e realmente não imagina o que vai acontecer, cada ambiente por onde você vaga te passa a sensação de estar jogando um RPG de Mesa, isso porque apesar da história principal, cada missão alternativa tem uma profundidade que acaba te fazendo pensar que fazem parte da aventura principal, é algo muito intenso. Aquele climinha de chegar a uma vila, conhecer a população e descobrir que um mal ronda aquele lugar é demais, você vai investigando e descobrindo aos poucos o que é a coisa.

E são tantas missões que você fica até perdido, é o tipo de jogo que a rejogabilidade é imensa, pois você pode jogar seguindo a missão principal e no caminho pegando contratos. Mas a quantidade de contratos é tão gigantesca que se você decidir que quer fazer tudo, ficará uma eternidade. Sendo assim é mais fácil você ir seguindo a principal e pegando um ou outro contrato enquanto isso.
E pra vocês verem como essas missões secundárias receberam mesmo uma atenção especial, todas tem dublagem. Com certeza ninguém reclamaria se fossem só em textos mesmo. E quem viu o tamanho do gigantesco roteiro do jogo, sabe que estou falando de muita coisa mesmo. Dessa forma você pode jogar de novo e passar por situações bem diferentes em sua jornada, é algo grande demais. E se você ver a lista de easter eggs do jogo, vai perceber que pode encontrar algumas grandes surpresas referentes a outras obras.

Enquanto você viaja é maravilhoso sentir o mundo vivo enquanto ouve os personagens falando, coisas acontecendo. Fofocas, comentários hilários e informações realmente úteis. Você se sente recebendo notícias sobre o mundo, o que está acontecendo, coisas relacionadas a guerra, maldições, informações úteis e completamente inúteis. É simplesmente muito bom. A dublagem em geral também ficou boa, como você pode conferir a comparação aqui, existem altos e baixos, mas estamos falando de um jogo em mundo aberto gigantesco, então dá pra perdoar pois qualquer dublagem tem falhas, mas quando é em mundo aberto é bem mais fácil de se acontecer.

Suas escolhas afetam de verdade a coisa, e você pode se dar mal com algumas delas. Quando comecei eu ainda não sabia o que fazer, e assim, tentei ser bom, ser legal. Mas no mundo de The Witcher 3 tudo conspira para dar errado, é um mundo caótico. Eu queria ser bonzinho, até ver que minhas atitudes legais acabaram sendo recebidas com ingratidão e ódio. E isso me fez lembrar do quanto ser malvado pode ser melhor, mas decidi me adaptar ao que Geralt é, um mercenário, cobrar por tudo!
Como eu já tinha falado na matéria sobre a maravilhosa abertura do jogo, o universo me lembra um bocado o de Berserk, apresentando certos elementos maravilhosos, mas ao mesmo tempo mostrando um grande mal vagando. A caçada selvagem leva caos por todas as partes e você cruza seu caminho vez ou outra, lembrando verdadeiros demônios, além de um intenso frio acompanhar ela, deixando gelo por onde passa, é fantástico chegar a uma vila e ver que todo mundo morreu e só ficou o gelo em um lugar cheio de sol.

Cada jogador tem sua própria forma de agir, isso porque Geralt tem tantos talentos para serem desenvolvidos, que você pode ir a casa de um amigo seu para ver ele jogando, e descobrir que o estilo dele é completamente diferente do seu. Enquanto alguns se dedicam puramente a combate corporal, outros podem decidir se basear no apoio de acessórios como bombas e flechas, já outros ao uso de magias, enquanto outros podem se interessar mais em usar poções constantemente para causar efeitos variados no corpo, mas existe muito mais...

Esse é um jogo que você tem que se especializar em certas técnicas, tem que abrir o bestiário e ler sobre as criaturas que você encontrará, ver suas fraquezas e montar estratégia. Se você decidir que quer apenas ficar apertando o botão de ataque sem parar, certamente não conseguirá ir longe. A desenvolvedora fez um trabalho magnífico em te fazer sentir como se fosse um verdadeiro caçador de monstros que precisa estudar seus comportamentos e fraquezas.
E também é possível equipar o personagem de uma maneira própria, talvez você goste de algo mais pesado e decida reverter Geralt completamente em uma armadura que protege de forma incrível, além de armas que dão danos devastadores, mas que por outro lado dificultam demais na hora de atacar e se mover com velocidade. Mas você pode ainda se equipar com algo que te deixe bem ágil, permitindo dar sequencias de ataques rápidos. Isso sem contar dos amuletos que você pode ligar a certos acessórios para intensificar alguns efeitos.

A simulação de caça é maravilhoso, você usa sua visão de bruxo e pode rastrear criaturas, e enquanto isso Geralt vai dando explicações sobre o que certas coisas significam. Certas vezes é preciso se viajar a determinados ambientes para se achar um certo tipo de erva para colher ou criatura para matar e assim ter um ingrediente para fazer uma determinada coisa. Você pode ampliar seus sentidos com poções, ou criar bombas específicas para destruir determinados covis.

A cada parada em uma vila ou encontro com mercador, você pode ainda vender as coisas que coletou e comprar suprimentos, comida, água. Geralt tem que se alimentar para recuperar vida, e é muito fácil tomar dano. Mas tem outras coisas, é possível comprar ingredientes, livros com informações entre outras coisas. A simulação de comércio é boa, os mercadores não tem dinheiro infinito e é comum você querer vender tudo, mas não poder, pois eles simplesmente não tem como pagar ou não tem interesse em determinados tipos de mercadorias.

Enfim, esse é um jogo que tem muitos aspectos fantásticos e que é realmente robusto, ele gerou decepção em alguns, como por exemplo o downgrade que recebeu, mas em geral a maioria viu a grandiosidade e se divertiu um bocado. Então recomendo muito, se você não sabe se seu computador suporta, dê uma olhada se The Witcher 3: Wild Hunt roda em seu PC. Vale a pena dar uma conferida no site da G2A, pois lá eles costumam vender keys da steam por um valor bem mais barato que na própria steam e ainda aceitam boleto bancário. Dê uma conferida aqui. Mas vale demais a pena pegar a versão de caixinha, pois vem com extras incríveis como um mapa impresso!

2 comentários:

Matt Kist disse...

Tamo junto Sky!
Eu também comecei a jogar e nunca terminei, e acho que nunca vou terminar esse jogo. Eu gostei muito do clima do jogo, gostei MUITO dos diálogos e personagens. Gostei muito de algumas lutas com alguns monstros especiais, que lembram muito as boss fights dos joguinhos de antigamente onde era necessário ficar memorizando padrões e usar as habilidades certas, como megaman.
Uma curiosidade, quando eu joguei FFVIII eu nunca acabei o jogo, isso porque fiquei viciado no Triple Triad, aquele joguinho de cartas que existe dentro do jogo, e acabei por ter umas 120h de jogo e desisti de jogar porque ficava só no joguinho de carta. Por isso, sabendo que Witcher 3 é gigantesco, eu decidi que não iria colocar as mãos no joguinho de cartas dele....
Mesmo assim acabei por optar querer fazer todas as side-quests que são sensacionais, e por isso acho que nunca vou terminar o jogo, a exemplo de Skyrim, onde fiz várias side-quests insanas e nunca fiz as quests principais e acabei por nunca terminar o jogo.

Nunca joguei Witcher 1 nem o 2.
Só existe uma coisa que não gostei nesse jogo. Todas as receitas de bombas, poções, elixires, óleos que estão à disposição do jogador só precisam ser feitas uma única vez. Isso me deixou confuso no começo e logo me frustrou.

Willian Topa disse...

Esse jogo é fantástico, comprei meu xbox one faz umas duas semanas e estou jogando ele desde o primeiro dia e confesso que ainda estou meio perdido sobre tudo que acontece nele hahaha.
Esse lance de você poder explorar e sempre encontrar algo novo, isso de poder moldar o personagem da maneira que você joga também é show.
Mas sofro do mesmo mal que você sky, essa obra de arte esta consumindo minha vida social hahaha