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terça-feira, 9 de junho de 2015

O suporte surpresa a versões piratas de The Witcher 3!

A CD Projekt Red sem dúvidas é um baita exemplo de empresa que agrada aos usuários, comete erros também sem dúvidas, mas não é o tipo que finge que o consumidor é irrelevante e simplesmente ignora a frustração que demonstram. Um bom exemplo disso é a sua atitude quanto a pirataria.

Pra começo de conversa, ela sempre demonstrou muito claramente que é completamente contra medidas DRM, e assim sempre fez questão de lançar os seus jogos sem proteção, uma atitude simplesmente maravilhosa da empresa. Por outro lado, ela também sempre deixou claro que é a favor do apoio aos desenvolvedores, pois é com esse dinheiro de compras de jogos que criadores podem investir em mais.

Para a maioria das empresas eu acharia isso papo furado, afinal de contas sim eu sei que é ganhando dinheiro que se pode investir em desenvolvimento, no entanto muitas empresas usam esse papo de pirataria como desculpa pra tudo, sendo que a pirataria pode ajudar a indústria dos jogos. Só que vendo o robusto trabalho feito em The Witcher 1, e a atenção da desenvolvedora em sempre oferecer mais e mais para o consumidor, esse é o tipo de empresa que confio e vejo que o que fazem realmente não é só pelo dinheiro, mas sim pelo mais puro amor.

Afinal de contas convenhamos né? Hoje em dia tudo bem, nós temos a engine Unity e afins, e dessa maneira qualquer um pode fazer um jogo. Mas The Witcher é de um estúdio polonês, é um jogo gigantesco e cheio de possibilidades, tem visuais muito bons e foi lançado em 2007. Ou seja, os caras fizeram um verdadeiro milagre, até porque o jogo não começou ser criado em 2007, é o tipo de coisa que sai mesmo de um sonho, ninguém iria julgar um estúdio da Polônia se tivessem lançado só um jogo genérico como a maioria dos países na época.

Mas ok, ela se demonstrou contra DRM, mas também sem apoiar a pirataria e no final de 2011 com The Witcher 2 fez uma coisa diferente para combater. Ao invés de lançar algo com DRM, fez uma caça às bruxas. Contratou uma empresa barra pesada de advocacia e colocou investigadores para rastrearem endereços IP dos que tivessem baixado, entrassem em contato e pedissem que os pirateiros pagassem pelo o que estão jogando. Caso não quisessem, receberiam uma multa que poderia chegar a 1.000 euros! Imaginem se a atitude não foi radical?
O resultado disso foi uma revolta imensa da comunidade, pessoas com medo de terem comprado o jogo e recebessem um telefonema com a ameaça de terem pego uma versão pirata da coisa. Normalmente nesse tipo de escândalo, as empresas simplesmente ignoram e olham para o lado. Mas no caso da CD Projekt Red, a atitude foi bem diferente e no mês seguinte (janeiro de 2012) o co-fundador da empresa Marcin Iwinski colocou uma carta para o público dizendo o seguinte:

"No início de dezembro, foi divulgada uma notícia sobre um escritório de advocacia que estava atuando em nome da CD Projekt RED, e entrando em contato com indivíduos que tinham baixado The Witcher 2 ilegalmente e buscando uma compensação financeira pela violação de direitos autorais. As notícias sobre a nossa decisão de combater a pirataria diretamente, em vez de usar DRM, espalhou-se rapidamente e com ela veio uma série de preocupações da comunidade de jogadores. Por várias vezes, os jogadores assim como você, já disseram que os nossos métodos podem erroneamente acusar pessoas que nunca violaram os direitos autorais dos games, e manifestaram sérias preocupações sobre nossas ações.
Fazer parte de uma comunidade é um processo de ceder para ter. Nós só temos sucesso porque você, jogador, tem fé em nós por termos trabalhado arduamente ao longo dos anos para construir essa confiança. Estávamos triste ao ver que muitos jogadores sentiram que nossas ações não respeitavam a fé que eles tinham colocado na CD Projekt RED. Nossos fãs sempre foram e continuam sendo nossa maior preocupação, e nós nos orgulhamos do fato de que todos vocês sabem que nós ouvimos suas opiniões e a levamos a sério.
Estamos confiantes de que ninguém que possua legalmente um dos nossos jogos tenha sido obrigado a nos compensar erroneamente por violação de direitos autorais. Valorizamos demais nossos fãs, nossos apoiadores e a nossa comunidade, e por isso não queremos ter chance de sermos suspeitos de acusar falsamente uma pessoa.
Então nós decidimos que acabará de imediato a identificação dos piratas.

Vamos deixar isso claro: não apoiamos a pirataria. Isso nos dói como desenvolvedores. Dói a indústria como um todo. Apesar de sermos adversários firmes do DRM, porque não acredito que tenha qualquer efeito sobre a redução da pirataria, nós ainda não toleramos jogos piratas. Estamos fazendo a nossa parte para manter o nosso relacionamento positivo com você jogador, nosso público de jogos.
Nós ouvimos as suas preocupações, ouvimos suas vozes, e estamos respondendo à elas. Mas você precisa nos ajudar e fazer a sua parte: não ser indiferente à pirataria. Se você ver um amigo jogando uma cópia ilegal de um jogo - qualquer jogo -, diga ao seu amigo que está minando e muito o possível sucesso do desenvolvedor que criou o jogo que ele está desfrutando. A menos que você dê suporte aos desenvolvedores que fazem os jogos, a menos que você pague por esses jogos, não seremos capazes de produzir novos e excelentes títulos para você.
Continuem jogando,

Marcin Iwinski

co-fundador

CD Projekt RED"

A partir daí as coisas ficaram bem mais suaves e eles passaram a ser muito mais tolerantes quanto a esse quesito, inclusive foi nessa época que ele fez aquela declaração polêmica sobre jogos com DRM serem mais pirateados que os outros. Mas com o lançamento de The Witcher 3: Wild Hunt, foi que vimos que os caras realmente levaram em conta a reação da comunidade, pois enquanto o povo falava do patch 1.01 que ainda não tinha sido lançado, um funcionário da empresa apareceu em um site de torrents e deixou o comentário aí em baixo:

Basicamente o cara disse que o patch iria sair e estaria disponível para todo mundo, inclusive quem baixou a versão pirata! No entanto ele também explica que apesar da empresa fazer isso, encoraja os pirateiros a comprarem a versão original.

The Witcher 3 foi lançado para Xbox One, Playstation 4 e computador, confira também se o jogo roda em seu PC.

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