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sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

A terra em que Deus mentiu - Capítulo 14

Esse é um conto interativo onde após a leitura de cada capítulo, os leitores votam na decisão que o personagem tomará para a continuação. Antes de começar, leia o que veio anteriormente:


Por favor, leiam e apontem qualquer erro de português ou digitação, não precisam dizer em que linha está, apenas escrever o trecho e o acharei, isso garantirá que leitores que venham depois, possam ter uma leitura mais agradável.

Capítulo 14

Ensis estremece por um instante, ela sabe muito bem que assassinar um Mestre de Casa é algo que causará bastante repercussão, no entanto, rapidamente afasta qualquer pensamento de arrependimento, sabe que já se afundou demais em suas decisões e agora terá que ir até o fim, o tempo de desistir já passou. A guerreira retira o manto que veste e entrega ao escravo, mas vê que o homem está muito mal para reagir rapidamente, e assim se abaixa para ajudá-lo a vestir e por fim puxa o capuz para ocultar seu rosto. Ela decide que o melhor a fazer é ocultá-lo, ainda não tem uma ideia exata da consequência, já que a humilhação de ser morto por um escravo em aparente legítima defesa manchará muito a reputação da Casa, e mais ainda se o povo souber que o escravo que fez isso morreu injustamente, então é possível que não ocorra nada a ele, mas Ensis não quer arriscar.

Ela ajuda o homem a levantar e diz:

-Eu sei que você está muito mal, mas ouça com atenção, eu não posso te carregar, se alguém ver isso, essa pessoa pode falar, por isso eu preciso que você me siga. Se você quiser sobreviver, terá que fazer isso, eu vou conseguir ouro rubro pra você se curar.

Ensis se vira e começa a andar a passos lentos, ela olha pra trás por um instante e observa o homem parado,se segurando na grade, e então dando alguns passos pesados se apoiando na parede. A guerreira segue em frente e fica com os ouvidos aguçados, ouve os passos desajeitados vindos de trás dela e mantém os olhos atentos, teme que os guardas cheguem a qualquer momento. Seus pensamentos estão acelerados e seu coração bate rapidamente, ela torce para que os homens não retornem a tempo e que não seja vista, observa atentamente o final do corredor e sabe que a qualquer momento podem surgir guardas ali, tenta inventar uma desculpa, imaginar o que irá dizer, matar mais pessoas talvez não seja uma boa ideia, talvez deva fingir que Rulter ainda estava vivo quando saiu de lá e que o viu torturando o escravo. A cada passo pelo corredor escuro, ela sente a pressão aumentar mais, a leve iluminação da saída do lugar pode a qualquer momento fazer uma sombra surgir.

Mais alguns passos, ela espia por cima do ombro mais uma vez e confere se o homem ainda a segue, não sabe se fica aliviada ou não em perceber que ele está atrás dela, e por fim sai do corredor. Ensis olha nervosamente para os lados e percebe que não há ninguém, mas ainda não é o momento para deixar de se preocupar. Anda mais um pouco e logo se vê nas ruas de Xibalba, onde há muitas pessoas e isso naturalmente serve para disfarçar, como a cidade inteira se encontra dentro de uma caverna, apenas alguns buracos no teto permitem ver o céu, os andares mais altos também tem buracos no chão protegidos com pequenos muros ao redor, parecendo poços, esses servem para que a luz vinda do teto entre nele.

Não demora muito para que Ensis perceba os olhares de desaprovação vindo de algumas pessoas, por um instante ela esquece que não está mais vestindo um manto e teme que alguém a aborde nesse momento. Espiando mais uma vez atrás, ela percebe que o escravo a segue lentamente em meio a multidão. Ao passar por vários comerciantes e pessoas aleatórias, ela finalmente entra em um lugar menos movimentado, um corredor cheio de encruzilhadas, vai até uma das entradas e espera por um instante, até avistar o homem entrando no lugar. Ela segue em frente e espera mais uma vez, e assim faz até chegar a uma porta em um lugar escuro, ela entra e espera, até que finalmente a porta se abre. A mulher rapidamente fecha a porta, e o guia rapidamente para uma cama. Ela se abaixa e diz:

-Eu irei pegar ouro rubro e isso vai te curar, então não morra! E se você fugir ou tiver me enganado, acredite, você vai desejar muito ter morrido na arena, pois vou te dar uma morte bastante demorada e essa dor de ter o olho arrancado não terá comparação ao que farei. Esse lugar aqui é meu e as pessoas me conhecem, deixarei gente vigiando lá fora, se você sair daqui, irão te impedir e me avisar, e então saberei que mentiu pra mim e aí você vai se arrepender muito. Agora deite e me aguarde quieto.

Ensis se levanta, ela mentiu, não há ninguém para vigiar o lugar, mas ela não viu outra maneira de manter o homem ali e improvisou isso. Ao abrir a porta para sair, ela sente o seu corpo gelar ao ver que bem à sua frente, há um homem de sua Casa. É um jovem adulto chamado Arkenpo,  sobrinho de Ogumir, ele carrega uma expressão de frustração. A guerreira teme ter transmitido muito claramente a sua expressão de surpresa, mas logo diz:

-O que você está fazendo aqui?
-O que eu estou fazendo aqui? Mas que merda você tá fazendo? Depois da humilhação que você nos fez passar hoje, está vadiando por aí? Você devia estar na sala de Ogumir agora mesmo! Pensei que tinha me enganado quando te vi no mercado, mas decidi conferir e ainda não estou acreditando que você realmente ainda está aqui.
-Eu estou indo pra lá agora mesmo.
-Só agora? Eu vi outra pessoa entrando aí, quem era?

Ensis se vira e tranca a porta com uma chave, para então dizer:

1 - Escuta, eu vou resolver tudo isso, está bem? Sei que está nervoso e isso é justo, mas irei explicar tudo a Ogumir agora mesmo. (E então sair rapidamente sem dizer nada e ignorar o homem se ele a seguir).
2 - É uma velha amiga, ela está doente, eu a estava ajudando, já estou indo encontrar mestre Ogumir.
3 - Eu estava estressada, tá bom? Uma mulher não tem o direito de se divertir também? Apenas queria aliviar a tensão um pouco, eu sei que mestre Ogumir vai me punir adequadamente, e eu queria me preparar, nada demais.
4 - Cuide de sua própria vida, eu saí da arena, estou apenas me preparando, é óbvio que estou indo encontrar Ogumir agora mesmo, e ele é a única pessoa a que devo alguma explicação. Agora saia da minha frente antes que eu te parta ao meio!

Vocês tem até meia noite para votar, por favor apontem os erros infames do texto meu povo, vocês não imaginam como isso ajuda Ò__Ò! Essa história se passa no mesmo universo do livro "O céu não existe".

3 comentários:

Miya Seat Lee disse...

4 -
* no entanto, rapidamente
* Vc chamou ouro rubro de sangue rubro
* não morra! Mas se vc fugir ( acredito que sua personagem possui prioridades um tanto invertidas rs!)
* bem à sua frente
* acredito que a designação de "casa" que vc dá, exige a maiúscula (Casa)
4- Cuide de sua própria vida... a quem devo alguma explicação. Agora saia ...

Skywalkerpg disse...

Obrigado Miya, arrumei aqui. =D

Eric Costa disse...

4