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quarta-feira, 21 de maio de 2014

Rosemary's Baby - O fantástico remake em mini-série!

Sabem, tem certas obras que acabam marcando nossas vidas e virando uma baita de uma fonte de inspiração e referências. Existe uma piadinha interna que tenho com meus amigos em que sempre que estamos jogando algo online em modo versus, e o amigo aparece com algo muito poderoso, uma arma, uma carta devastadora, uma unidade poderosa demais, seja lá que jogo for, seja lá que coisa poderosa for, nós apelidamos essa coisa de "O bebê de Rosemary", portanto é bem comum em partidas online ouvirmos coisas com "Ai meu Deus!!! Você acabou de invocar o bebê de Rosemary, eu to fudido! O___O". E essa piadinha surgiu a partir do filme de mesmo nome, que é uma baita de uma fonte de inspiração em diversos sentidos.

Eu já sei bem que a palavra remake é forte o suficiente para atrair um monte de gente pra já descer o cacete e dizer que é uma bosta, especialmente se for algo que está refazendo um clássico. Tenho que assumir que como tenho um carinho bem especial pelo filme O bebê de Rosemary, eu não esperei muito do remake não e o que já imaginei foi uma refilmagem onde abusariam de efeitos especiais, com muito brilho, demônios voando e outra coisa, algo que com certeza foge demais da essência da história. Mas mesmo assim eu fiz o de sempre e fui assistir de mente aberta, mas acho que nem precisou ficar tão aberta assim porque assim que terminei de ver o primeiro episódio, o que eu pensei foi "Nossa meu, isso foi muito bom!", mas claro, se a pessoa quer descer o cacete, ela vai fazer isso mesmo com o trabalho estando ou não bom. Sendo assim você já vê críticas bem superficiais como "Ai, a Rosemary é negra no remake, isso estragou toda a história!" ou então "Credo, se passa em outro país, isso não tem nada a ver!" e outras besteiras que no fim das contas todo mundo sabe que não influi realmente na obra.

A história é a mesma do filme original, mas aqui existem certas pequenas mudanças, por exemplo o fato de se passar na França a trama. Eu achei a mudança muito legal por sinal, pois no fim das contas além de dar um toque muito especial com o impacto de duas línguas, que constantemente podem ser vistas, e assim dar um certo luxo que precisa ser sentido nessa história, também foi a desculpa perfeita para colocar um ambiente que lembra os anos 60, com prédios em estilo antigo, e alguns carros clássicos, ficando assim um lugar perfeito para se mostrar um ambiente semelhante ao da obra original sem forçar. Sendo assim aqui é mostrado o jovem casal  Rosemary e Guy Woodhouse, que chegam ao país e tem fortes problemas de adaptação, com um baixo salário e um apartamento minúsculo. Tudo muda quando acabam conhecendo um casal rico que passa a ajudá-los constantemente, fazendo com que tudo em suas vidas melhorem, no entanto tudo é tão bom que Rosemary começa a desconfiar que está sendo demais e logo descobre que houve um outro casal que viveu ali, mas que acabou em um desastre, tudo piora com a constante aparição de um homem misterioso e outras coisas sinistras que passam a acontecer constantemente.

Bom, o bebê de Rosemary é com certeza um filme que me empolgou, todo aquele jeito seco de se apresentar a vinda do anticristo era muito fantástica e ainda é incrível. Isso porque em geral, filmes sobre o filho do diabo costumam ser bem exagerados, mas aquele filme mostrava como seria na vida real a coisa, ou seja um culto de adoração que age como qualquer outro grupo religioso, fazem suas orações e rituais, e esperam as coisas acontecerem de forma natural. Esse era o baita toque especial que tinha sido dado, e aqui foi mantido, o que é demais. É incrível ver toda a elegância e carisma que os membros do culto tem, realmente os atores colocaram a alma no papel, pois você sente o quanto é tentador a forma deles agirem, toda a riqueza, fama e um jeito tão agradável. Aqui sim é mostrado como um culto desse tipo agiria na vida real, e não aquele monte de gente bizarra gritando "SIMMM!!! SATANÁS VAI VIRRR! ELE VAI VIR!!! VENHA VOCÊ TAMBÉM!!!", quem diabos se sentiria tentado por umas porras dessas? Uahahahahaha. Aqui já é muito mais aquela coisa que faz pensar no quanto seria fácil ser seduzido, é mostrado a elite da sociedade, e a possibilidade de se ter tudo o que quer, sair com ricos, conseguir sucesso, dinheiro, isso sim é algo que atrairia alguém.

Como falei, o ambiente ajuda muito em transmitir esse luxo, os personagens principais falam inglês, porém às vezes mudam de idioma e falam francês com aqueles que estão ao redor, e fica claro que o inglês só é usado mesmo porque a própria Rosemary diz durante uma festa que se sentem meio deslocada porque não domina tão bem o idioma, mas a mesma também fala em francês em certos momentos, é muito legal de se ver e não achei forçado, como costumo achar em muitos filmes que se passam em outros países.

Foi lindo ver que foi mantido também o jeitinho quieto das coisas acontecerem, portanto você vai notando aos poucos a desconfiança da personagem surgindo e ela ficando cada vez mais paranoica com o que acontece ao seu redor. E os personagens do culto também não cometem exageros, a forma deles de transmitir a manipulação ficou incrível, as mentiras improvisadas e a sua preocupação constante em manter a confiança do casal, mas sem demonstrar nem um pouco o que estão fazendo é algo bonito de se ver.

Eu acho que essa é uma obra que acaba atraindo os dois públicos, aqueles que não viram o filme original e os que viram. Sendo assim quem não viu o filme, se for direto ver a série e gostar de histórias maduras, sem estar esperando um monte de efeitos especiais, mas sim uma história de mistério, vai se surpreender. E aqueles que já viram certamente vão adorar perceber como o climinha original foi mantido, além de se perguntar como certas partes serão apresentadas, por exemplo eu fiquei me perguntando o tempo todo se o bebê iria aparecer, eu não lembro direito sobre o que é mostrado do bebê no filme original, mas sei que é citado que as mãos e os olhos dele são bizarros, acho que inclusive a mão dele chega a ser mostrada, mas bom não importa, o que importa é que um toque de mestre do filme original é que todo mundo fica imaginando como é o bebê de Rosemary, sendo assim aqui fica aquele pensamento "Será que vão saciar a vontade do público em ver? Ou será que resistirão à tentação e vão manter esse toque luxuoso do filme?". Bom, isso você só descobre assistindo hehehe.

Enfim, aí está uma mini série que eu só achei triste ter apenas dois episódios de uma hora e meia, porque eu realmente queria ter visto mais. Recomendo muito, realmente essa maravilha ficou muito boa!

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