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terça-feira, 15 de outubro de 2013

Resident Evil 6 - Um cooperativo puramente divertido!

Eu já até sei o primeiro tipo de pessoa que essa matéria vai atrair por causa do título, os que vão começar a chorar porque Resident Evil mudou o gênero. Então para evitar complicações logo, eu recomendo que se você for um desses, ao invés de ler essa matéria, leia a matéria sobre a frescura interminável dos fãs de Resident Evil, que ela é bem mais esclarecedora sobre a disputa Terror vs Ação, pois o objetivo dessa matéria aqui é falar se o jogo é divertido ou não.

Bom, agora falando sobre o jogo, como eu falei anteriormente, Resident Evil 5 foi um dos melhores jogos cooperativos que já joguei em minha vida. Graças a isso, eu fiquei muito ansioso para poder repetir a experiência com um amigo em um outro jogo, e assim veio Resident Evil 6, que zerei com meu amigo Patrick e tenho que foram muitas horas de diversão, realmente valeu muito a pena e certamente pretendo zerar de novo.

O jogo contém quatro campanhas, sendo elas com as duplas Leon e Helena, Chris e Piers, Jake e Sherry, e uma última campanha com a Ada. Aparentemente a capcom decidiu querer agradar a todos os públicos com o jogo e por isso dividiu em campanhas, cada ela com um estilinho próprio e também o próprio fato da divisão em campanha já é algo que já lembra os velhos tempos pois no primeiro Resident Evil já era algo que acontecia entre Jill e Chris.

A campanha do Leon e Helena tem um clima mais sombrio, ela procura colocar uns elementos de terror bastante agradáveis e que infelizmente não se estendem por todo o jogo, no entanto são bem vindas pra caramba. Assim que começamos a jogar em um salão de festa todo sombrio e escuro, com relâmpagos que as vezes iluminavam o lugar e sem sabermos o que estava por vir, tivemos um momento de tensão que eu não estava esperando, foi engraçado mesmo engraçado o nosso jeito de agir, bem cauteloso, andando pelo lugar e só esperando a primeira vez que iria aparecer algum zumbi. Essa campanha tem diversos momentos com coisas bem tensas que eu não diria que são super assustadoras, afinal é um cooperativo, mas com certeza consegue chamar a atenção, um outro exemplo é um momento em que se está andando pelos túneis de um metrô e chegou um momento em que havia uma curva e na parede do lugar tinha uma luz bem forte, logo ouvimos o som de zumbis e vimos um monte de sombras nas paredes se aproximando, a sensação que isso deu foi bastante incrível, sabem aquele pensamento de "Uma coisa está vindo para me pegar"? Pois é, foi bem isso que senti hehehe.

Já a campanha de Chris e Piers as coisas mudam mais para o padrão de Call of Duty, isso porque você controla dois militares prestando serviço, portanto as missões envolvem coisas como tanque de guerra, invasão de lugares, e eliminação. Em certos momentos senti uma baita sensação de estar jogando Black Ops naquela parte que se passa em cima de prédios hehehe. Naturalmente os inimigos desses também são bem mais agressivos e você irá enfrentar pessoas com armas mesmo, portanto é necessário melhorar a precisão na mira, e se preparar pra gastar muita bala. É emocionante certos momentos como por exemplo uma missão que você tem que entrar com a equipe em um prédio e eliminar as criaturas, só que elas são muito rápidas e em forma de aranhas e ficam andando pelas paredes, invadindo apartamentos, eu e meu amigo ficamos só na gritaria "Ta no segundo andar! Eu vi um passando por aqui! Agora foi pro terceiro andar!" essas coisas, hehehe realmente fantástico!

Por outro lado a campanha de Jake e Sherry faz exatamente o contrário e coloca os dois personagens mais como presas que predadores, portanto o foco dela é a fuga e o stealth, eles são caçados constantemente e há cenas como os dois presos em um laboratório completamente desarmados tendo que fugir, ou tendo que atravessar um lugar com um monstro os perseguindo e tendo que se esconder em contêineres de lixo, dando uma verdadeira sensação de estar em um jogo de esconde esconde hehehe e claro uma baita agonia ao sentir que o monstro se aproxima.

A campanha da Ada por sua vez tem como foco o singleplayer, portanto apesar de ela ter o modo cooperativo, foi uma campanha feita para ser jogada por uma pessoa apenas, o modo cooperativo foi inserido depois e adiciona um outro jogador completamente coberto por uma roupa de espião e que não interage com Ada, sendo assim o primeiro jogador irá fazer todas as coisas importantes mesmo, enquanto o segundo está presente apenas para ajudar nos tiroteios. Eu recomendo que você zere essa campanha sozinho primeiro e só depois zere com um amigo. Ela é realmente divertida, usa elementos de stealth, tem um climinha de terror mais intenso por e estar só, há diversos quebra cabeças e ao mesmo tempo há seus momentos de ação, ao meu ver essa é a campanha que mais lembra os jogos antigos.
Uma coisa maravilhosa das campanhas é que cada uma delas tem o tamanho equivalente a de um jogo, elas são realmente grandes. Não bastando isso, as histórias acontecem simultaneamente, sendo assim quando você joga com um personagem, a história dos outros está acontecendo também em outros lugares, graças a isso há vários momentos em que você vê as coisas acontecerem de formas diferentes, por exemplo em uma campanha você pode controlar um personagem e receber uma ligação avisando para sair urgente do lugar que um avião está prestes a cair ali e logo depois você só vê o avião desabando, já em outra você pode estar em um trem em movimento e ver o avião passando no céu e indo em direção a um outro ponto da cidade, e em outro você pode ser o personagem que fez a ligação e ver a explosão de longe. Isso faz com que as coisas fiquem realmente empolgantes e você em certos momentos pense "Caramba, será que se eu tivesse olhado pra aquele lado quando joguei, eu teria visto esse personagem passando no tubo de ventilação?" isso sem contar no fator história, tem atitudes de alguns personagens que você realmente não entende até jogar a campanha dele e ver os motivos.

A variação de eventos no jogo é uma das coisas que meu amigo e eu mais comentávamos, simplesmente o jogo não para, as coisas mudam constantemente o tempo todo. Por exemplo já no tutorial do jogo você começa se levantando de um acidente que acabou de sofrer, daí você foge de um helicóptero, para ir parar em uma enorme rua cheia de carros e lotada de zumbis, o que te faz atravessar ela metendo bala e tentando empurrar os inimigos, logo depois você sobe em um helicóptero e as coisas passam por um quick time event (aqueles de apertar o botão na hora certa) enquanto ele voa pela cidade, mas logo acaba caindo em cima de um prédio. Então em muito pouco tempo o cenário pode mudar por completo, e isso é realmente incrível, foi muito bom fazer coisas como entrar em um pequeno prédio e enfrentar uma horda que tentava entrar fazendo com que nós fossemos andando de apartamento em apartamento toda vez que um era invadido e não dava mais para ficar lá.

O jogo ainda tem diversos momentos em que os personagens se separam para fazer coisas diferentes, portanto você vai passar por coisas como chegar em um jato a um navio onde há um monstro gigantesco atacando, sendo que um terá que descer até lá e fazer certas coisas e o outro vai ter que ficar no jato dando cobertura e depois resgatar o que desceu. Ou coisas como um personagem ajudar o outro a alcançar um lugar mais alto e esse ir até uma sala diferente fazer algo enquanto o primeiro faz uma tarefa bem diferente. Isso faz com que o jogo se estenda mais ainda, pois se você quiser ver todas as situações, terá que zerar de novo as três campanhas (A da Ada não já que é feita pra ser solo).

O jogo ainda permite a conexão de outros jogadores para encarnarem em inimigos ou aliados, portanto de repente você está jogando sozinho e aí entra um jogador e encarna a sua dupla, ou em algumas fases onde há mais de um personagem, outros jogadores podem entrar neles. Mas sem dúvida o melhor é quando jogadores encarnam em inimigos, nossa meu amigo e eu suamos algumas vezes pra encarar inimigos inteligentes demais hehehe, simplesmente era incrível a sensação de ser caçado, isso porque esses inimigos as vezes sumiam e não tínhamos ideia de onde ele tinha ido parar e de repente BUM, o infeliz aparecia bem na sua frente causando um baita dano.

Nesse jogo s zumbis estão de volta, para quem não sabe os inimigos de Resident Evil 4 e 5 não são zumbis, mas em Resident Evil 6 eles estão de volta. Mas uma coisa fantástica que a capcom fez foi colocar inimigos diferentes para cada campanha. Sendo assim você pode até ver de vez em quando um inimigo que viu em uma campanha anterior, mas normalmente não são os mesmos e dessa forma você acaba tendo uma surpresinha quando de repente se depara com uma criatura completamente diferente.

A única coisa que eu não gostei muito no jogo foi o sistema de inventário e itens, nesse você compra habilidades pro próprio personagem e não para as armas, portanto enquanto em Resident Evil 4 e 5 você tinha todo um sistema de aperfeiçoar uma arma e ver o quanto ela tava ficando incrível, depois vender e comprar novas, nessa você apenas compra habilidades, equipa e acabou... Isso sem contar com o sistema de trocar itens, enquanto no RE5 você tinha um inventário e dava itens pro seu amigo como balas e cura, nesse os itens vão para os dois e acabou essa interatividade que era tão incrível e aumentava a sensação de cooperação. Mas apesar de tudo não foi algo que posso dizer que ACABOU com o jogo, mas sim que me incomodou.

Enfim, ta aí um jogo que valeu demais a pena e eu falei apenas dos modos campanha porque o jogo ainda tem extras pra caramba, como o modo mercenários, vs, defesa, etc... Isso sem contar que a valve forneceu os personagens de Left 4 Dead 2 pra Capcom lançar um bonus exclusivo de PC que os adiciona em alguns modos de sobrevivência. Esse é um dos jogos que acho que vale completamente o dinheiro investido, mas também acho que é um jogo que só deve ser jogado com um amigo, pois a sensação é indescritível.

Um comentário:

Helder Nascimento disse...

"resident é legal só até o 3", os carinha num cansa de dizer isso. e não sabem as maravilhas e oportunidades que perdem. eu só tive oportunidade de jogar uma vez (casa de amigo que nunca te deixa colocar a mão no controle) e realmente senti o cheiro de fator multiplayer na bagaça...muito bom