ArkWeb é um daqueles projetos que fazem você perceber o nível absurdo que os mods para PC chegaram. A ideia é colocar o Homem-Aranha de Marvel’s Spider-Man Remastered para balançar pelas teias e correr pelas paredes de Gotham em Batman: Arkham Knight, usando a cidade do jogo do Batman como se ela fosse um cenário nativo do Spider-Man. Só que não é uma simples troca de personagem. Os dois jogos rodam juntos, com um funcionando como base para a movimentação do herói e o outro fornecendo Gotham, enquanto o projeto faz os dois mundos conversarem em tempo real.
O ArkWeb pega as colisões dos prédios de Gotham, transforma essas informações e envia tudo para o sistema de física do Spider-Man. Com isso, o personagem consegue se pendurar e balançar em estruturas de Arkham Knight, correr pelas paredes e usar os pontos de agarrar espalhados pela cidade. Ao mesmo tempo, a imagem renderizada pelo Spider-Man é capturada e colocada dentro da visão de Arkham Knight, com um Batman escondido funcionando como uma espécie de boneco para manter os dois jogos sincronizados. É uma engenharia tão específica que dá vontade de perguntar quem foi o primeiro maluco que olhou para dois jogos completamente diferentes e pensou que dava para fazer essa bagaceira conversar.
A parte mais cabulosa está por baixo disso tudo. O projeto possui DLLs injetadas nos dois jogos, comunicação por memória compartilhada, conversão de coordenadas entre sistemas diferentes, captura de imagem usando Direct3D 12 e Direct3D 11, leitura das colisões de Gotham e ferramentas de engenharia reversa para descobrir estruturas internas dos executáveis. Até o combate entra na brincadeira, com Arkham Knight assumindo a luta enquanto o Spider-Man acompanha a posição e a pose do Batman, com os movimentos do esqueleto sendo transferidos para o personagem da Insomniac. Isso já deixou de ser aquele mod clássico que troca uma textura ou enfia uma skin no jogo. O sujeito está fazendo dois jogos comerciais, construídos com engines e sistemas diferentes, cooperarem na marra.
E tem um detalhe que deixa tudo ainda mais maluco. O projeto foi construído em uma época em que ferramentas de IA conseguem participar diretamente desse tipo de trabalho. O próprio ArkWeb possui comandos que podem ser executados por agentes de IA, incluindo coisas como teleportar o Spider-Man e consultar o estado de sistemas do mod, além de recomendar o uso de um agente para automatizar tarefas. Isso não significa que a IA magicamente criou o projeto ou que um sujeito digitou "faça Spider-Man em Gotham" e foi tomar café. A engenharia reversa, a programação e as decisões necessárias continuam sendo trabalho humano. Mas ferramentas desse tipo permitem explorar código, automatizar tarefas e testar ideias em uma escala que seria muito mais trabalhosa manualmente.
É aí que o ArkWeb fica particularmente interessante como retrato da cena de mods atual. A barreira para fazer uma maluquice dessas não desapareceu, mas ferramentas modernas, incluindo IA, tornam muito mais viável para uma pessoa investigar sistemas complexos, criar ferramentas auxiliares e transformar uma ideia que parecia coisa de laboratório em algo que realmente roda. O resultado é um mod em que Gotham fornece o chão, o Spider-Man fornece a teia, dois jogos ficam trabalhando juntos e a pessoa no meio disso tudo provavelmente está olhando para o monitor pensando "eu realmente consegui fazer essa porra funcionar".
O ArkWeb pega as colisões dos prédios de Gotham, transforma essas informações e envia tudo para o sistema de física do Spider-Man. Com isso, o personagem consegue se pendurar e balançar em estruturas de Arkham Knight, correr pelas paredes e usar os pontos de agarrar espalhados pela cidade. Ao mesmo tempo, a imagem renderizada pelo Spider-Man é capturada e colocada dentro da visão de Arkham Knight, com um Batman escondido funcionando como uma espécie de boneco para manter os dois jogos sincronizados. É uma engenharia tão específica que dá vontade de perguntar quem foi o primeiro maluco que olhou para dois jogos completamente diferentes e pensou que dava para fazer essa bagaceira conversar.
A parte mais cabulosa está por baixo disso tudo. O projeto possui DLLs injetadas nos dois jogos, comunicação por memória compartilhada, conversão de coordenadas entre sistemas diferentes, captura de imagem usando Direct3D 12 e Direct3D 11, leitura das colisões de Gotham e ferramentas de engenharia reversa para descobrir estruturas internas dos executáveis. Até o combate entra na brincadeira, com Arkham Knight assumindo a luta enquanto o Spider-Man acompanha a posição e a pose do Batman, com os movimentos do esqueleto sendo transferidos para o personagem da Insomniac. Isso já deixou de ser aquele mod clássico que troca uma textura ou enfia uma skin no jogo. O sujeito está fazendo dois jogos comerciais, construídos com engines e sistemas diferentes, cooperarem na marra.
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