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Coop de Castlevania: Symphony of the Night! Mod adiciona multiplayer ao jogo da Konami

Castlevania: Symphony of the Night continua sendo um dos jogos mais modificados da comunidade de fãs! Mesmo existindo projetos como o NocturneRecomp, que lançou o jogo pra PC ou o maravilhoso Castlevania Symphony of the Night ULTIMATE, de SEGA Saturn, que leva a experiência ao extremo, continuam existindo modificações na própria versão de PS1! E um dos projetos brasileiros mais curiosos é o SOTN Multiplayer, criado pelo youtuber Natan Vishera. Em vez de transformar o jogo em um multiplayer tradicional, o projeto dá uma função ao segundo controle, permitindo que outra pessoa assuma o comando dos Familiars enquanto o primeiro jogador continua controlando Alucard. A ideia cria uma experiência cooperativa diferente sem mudar a essência do clássico de PlayStation.

O funcionamento é baseado em códigos de GameShark, por isso o projeto pode ser utilizado em qualquer sistema capaz de executar a versão de PlayStation 1 de Castlevania: Symphony of the Night com suporte a esse tipo de código. Também é necessário ter um controle configurado na porta 2 e utilizar um backup da versão SLUS-00067 do jogo. O próprio autor recomenda o uso do emulador DuckStation para aproveitar todos os recursos disponíveis.

A versão 1.2 do projeto já libera todos os Familiars na entrada do castelo e permite controlar cada um deles de forma independente. Além de movimentá-los livremente pela tela, vários receberam habilidades próprias, ataques exclusivos e comandos específicos. Entre eles estão Bat, Ghost, Faerie, Demon, Sword, Pixie e Nose Devil, cada um oferecendo um estilo diferente de jogar e incentivando a cooperação entre os dois jogadores.

O mod também inclui diversas melhorias de qualidade de vida. Há opções para remover as bordas pretas da imagem, ajustar detalhes do inventário, forçar áudio estéreo, abrir automaticamente alguns acessos do mapa e até tornar a técnica Wing Smash infinita. Também existem correções para nomes de Familiars em determinadas versões do jogo e opções que facilitam o uso de personagens como Pixie e Nose Devil.
 
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Outro destaque é o Modo Hard opcional. Ao iniciar um novo jogo usando o nome HARDMODE, o jogador encontra uma experiência muito mais difícil, com atributos extremamente baixos, limite reduzido de HP, MP e Hearts, envenenamento permanente e restrições para algumas das habilidades mais poderosas do jogo. O objetivo é criar um desafio maior para quem já conhece Symphony of the Night de ponta a ponta.

Junto com esse modo também existe a Familiar Cloak, uma capa especial que substitui a Reverse Cloak. Ela concede habilidades diferentes dependendo do Familiar utilizado e muda até a cor do seu interior conforme o companheiro escolhido. Conforme o Familiar evolui, algumas dessas habilidades podem se tornar permanentes, adicionando um novo sistema de progressão ao jogo.

Como acontece em muitos projetos criados por fãs, existem algumas limitações conhecidas. Certos eventos do mapa podem se comportar de maneira diferente por causa da utilização do segundo controle, alguns portões permanecem sempre abertos e o suporte aos Familiars Bat e Ghost não alcança o mesmo nível dos demais. Ainda assim, essas limitações são documentadas pelo próprio autor e não impedem que o projeto funcione na maior parte da aventura.

Para quem já terminou Castlevania: Symphony of the Night várias vezes, o SOTN Multiplayer oferece uma forma diferente de revisitar o castelo de Drácula. Em vez de apenas aumentar a dificuldade ou modificar inimigos, o projeto transforma os Familiars em personagens jogáveis, incentivando a cooperação entre duas pessoas e mostrando como a comunidade de fãs continua encontrando novas maneiras de expandir um dos maiores clássicos do PlayStation. 


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Sobre Castlevania 
Falar da franquia Castlevania é falar de uma das séries mais importantes da história dos videogames. Desde a década de 1980, ela conquistou jogadores com sua mistura de ação, plataformas, exploração e monstros clássicos do terror. Vampiros, esqueletos, lobisomens, múmias, fantasmas e demônios fazem parte de um universo que conseguiu atravessar gerações sem perder sua identidade. Ao longo dos anos, Castlevania também influenciou muitos outros jogos e ajudou a criar um dos gêneros mais populares da atualidade.

Tudo começou em 1986, quando a Konami lançou Castlevania para o Famicom Disk System no Japão. Pouco depois, o jogo chegou ao Nintendo Entertainment System, o famoso NES. O protagonista era Simon Belmont, um caçador de vampiros que usava o lendário chicote Vampire Killer para enfrentar o Conde Drácula dentro de um enorme castelo cheio de armadilhas e criaturas das trevas. O desafio elevado, a trilha sonora marcante e o clima inspirado em filmes de terror fizeram o jogo chamar atenção rapidamente.

O sucesso levou ao lançamento de várias continuações e versões diferentes. Castlevania II: Simon's Quest trouxe elementos de exploração e permitia viajar por cidades e outras áreas fora do castelo. Depois veio Castlevania III: Dracula's Curse, que expandiu bastante a história e apresentou personagens como Trevor Belmont, Sypha Belnades, Grant Danasty e Alucard. Esse jogo passou a ser um dos capítulos mais importantes da cronologia da série, servindo como ponto de partida para diversos acontecimentos futuros.

Com o passar do tempo, Castlevania apareceu em praticamente todos os videogames importantes. O Super Nintendo recebeu Super Castlevania IV, que reimaginou a aventura de Simon Belmont com gráficos muito superiores e novos movimentos para o chicote. O Mega Drive ganhou Castlevania: Bloodlines, estrelado por John Morris e Eric Lecarde. O PC Engine recebeu Castlevania: Rondo of Blood, considerado por muitos um dos melhores jogos da franquia, apresentando Richter Belmont e Maria Renard em uma das histórias mais queridas pelos fãs.

Em 1997, a série alcançou um de seus maiores momentos com Castlevania: Symphony of the Night, lançado para o PlayStation. Em vez de controlar um membro da família Belmont, o jogador assumia o papel de Alucard, filho de Drácula. O enorme mapa interligado, o sistema de evolução, equipamentos, magias, segredos e liberdade para explorar transformaram completamente a fórmula da série. Esse jogo acabou se tornando uma referência tão forte que ajudou a popularizar o termo "Metroidvania", usado para descrever jogos que combinam exploração livre com habilidades desbloqueadas ao longo da aventura.

Depois disso, vários títulos seguiram essa estrutura. O Game Boy Advance recebeu Castlevania: Circle of the Moon, Harmony of Dissonance e Aria of Sorrow. No Nintendo DS chegaram Dawn of Sorrow, Portrait of Ruin e Order of Ecclesia. Cada um trouxe protagonistas diferentes, novas habilidades, sistemas próprios e histórias que expandiram ainda mais o universo da franquia. Soma Cruz, Jonathan Morris, Charlotte Aulin e Shanoa passaram a fazer parte da galeria de personagens mais conhecidos da série.

Nem todos os jogos seguiram exatamente o mesmo estilo. Castlevania 64 e Legacy of Darkness exploraram ambientes em três dimensões no Nintendo 64. Mais tarde, o PlayStation 2 recebeu Castlevania: Lament of Innocence e Castlevania: Curse of Darkness, que aprofundaram eventos importantes da cronologia. Lament of Innocence apresentou Leon Belmont, considerado o ancestral da família Belmont, enquanto Curse of Darkness trouxe Hector e Isaac em uma história ligada aos acontecimentos de Dracula's Curse.

A franquia também passou por uma grande reimaginação com Castlevania: Lords of Shadow, desenvolvido pelo estúdio espanhol MercurySteam. O jogo apresentou uma nova versão da história, estrelada por Gabriel Belmont, com foco em combate cinematográfico e gráficos bastante avançados. Ele recebeu continuações como Mirror of Fate e Lords of Shadow 2, formando uma linha do tempo separada da cronologia tradicional criada ao longo de décadas.

Um dos grandes responsáveis pela identidade moderna da franquia é Koji Igarashi. O produtor participou de diversos jogos importantes e teve enorme influência principalmente na fase iniciada por Symphony of the Night. Seu trabalho ajudou a consolidar a mistura de RPG, exploração, equipamentos, níveis de experiência e mapas gigantescos. Depois de deixar a Konami, ele criou Bloodstained: Ritual of the Night, considerado por muitos um sucessor espiritual de Castlevania por manter diversas ideias que marcaram seus trabalhos anteriores.

Os personagens também são um dos pontos mais fortes da série. Além de Simon Belmont, Trevor Belmont, Richter Belmont, Alucard, Maria Renard, Leon Belmont, Soma Cruz e Shanoa, a franquia apresenta figuras como Julius Belmont, Juste Belmont, Hector, Sypha Belnades, Carmilla, Death, Shaft e o próprio Conde Drácula. Muitos desses nomes aparecem em diferentes períodos da cronologia, mostrando gerações inteiras enfrentando o mesmo inimigo através dos séculos.

A música sempre teve um papel fundamental em Castlevania. Faixas como Vampire Killer, Bloody Tears, Beginning e Divine Blood ficaram famosas mesmo entre pessoas que nunca terminaram um dos jogos. As trilhas sonoras misturam elementos de rock, música clássica e orquestra, ajudando a criar uma atmosfera única durante a exploração dos corredores, torres, bibliotecas, jardins e salões do castelo de Drácula.

A influência da franquia ultrapassou os videogames. Castlevania recebeu adaptações em quadrinhos, livros e uma série animada produzida para a Netflix, que apresentou Trevor Belmont, Sypha Belnades, Alucard e Drácula para um público ainda maior. O sucesso dessa adaptação levou ao lançamento de Castlevania: Nocturne, centrado em Richter Belmont e Maria Renard, ampliando ainda mais o interesse pela história criada pela Konami.

Mesmo depois de tantos anos, Castlevania continua sendo uma referência quando o assunto é ação, exploração e fantasia sombria. Sua mistura de castelos gigantes, criaturas clássicas do horror, batalhas contra chefes memoráveis, trilhas sonoras inesquecíveis e personagens carismáticos fez com que a franquia permanecesse relevante para diferentes gerações. Seja através dos primeiros jogos do NES, dos clássicos do PlayStation, das aventuras do Game Boy Advance e Nintendo DS ou das produções mais modernas, Castlevania ocupa um lugar permanente entre as séries mais importantes da história dos videogames.