A indústria dos games acabou sendo pega de surpresa com o anúncio de The Witcher 3: Wild Hunt: Songs of the Past, uma nova expansão programada para chegar em 2027, doze anos após o lançamento original do RPG da CD PROJEKT RED. O conteúdo colocará os jogadores novamente no papel de Geralt of Rivia em uma aventura inédita para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC. A expansão está sendo desenvolvida em parceria com a Fool’s Theory, estúdio formado por veteranos que trabalharam no próprio jogo original.
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O anúncio chamou atenção justamente porque muita gente via The Witcher 3 como uma obra já completamente encerrada. O game teve duas expansões extremamente elogiadas, Hearts of Stone e Blood and Wine, recebeu atualizações ao longo dos anos e parecia ter fechado seu ciclo de forma definitiva. Depois disso, a CD PROJEKT RED mergulhou totalmente em Cyberpunk 2077 e iniciou a produção de The Witcher IV, o que fazia parecer improvável qualquer retorno ao terceiro jogo.

Mas a revelação de Songs of the Past acabou mostrando como o mercado atual mudou bastante. Durante muito tempo, apenas jogos extremamente antigos e com comunidades muito específicas pareciam capazes de receber expansões tantos anos depois. Exemplos como Age of Empires II, Titan Quest e outros clássicos que voltaram a ganhar conteúdo davam a impressão de ser casos isolados. Agora, até um RPG gigantesco e relativamente “moderno” como The Witcher 3 está entrando nessa tendência.

Parte disso acontece porque certos jogos simplesmente não desapareceram com o tempo. The Witcher 3 continuou vendendo absurdamente bem mesmo anos após seu lançamento, ultrapassando 60 milhões de cópias vendidas e acumulando centenas de prêmios de Jogo do Ano. O RPG virou uma referência quando o assunto é narrativa, mundo aberto e missões secundárias, mantendo uma base enorme de jogadores ativos até hoje.

Também existe um fator curioso envolvendo nostalgia e tecnologia. Antigamente, um jogo lançado há mais de dez anos costumava parecer ultrapassado rapidamente. Hoje isso acontece de forma bem mais lenta. Após atualizações gráficas, versões de nova geração e melhorias técnicas, The Witcher 3 continua visualmente impressionante e ainda consegue competir com muitos lançamentos modernos. Isso facilita muito o retorno de projetos antigos sem que eles pareçam “datados”.

A indústria atual já reviveu games em forma de remakes e reboots, ou simplesmente adaptações para máquinas modernas, indo desde jogos esquecidos, MMORPGs clássicos, shooters antigos, RPGs cult a até séries que ficaram décadas sem novidades. Agora, até mesmo expansões gigantescas para jogos considerados concluídos há muito tempo, mas ainda modernos, entraram nessa lista de possibilidades.

A própria comunidade reagiu com mistura de surpresa, empolgação e desconfiança nas redes sociais e fóruns. Muitos jogadores não esperavam que The Witcher 3 ainda tivesse espaço para receber uma nova grande aventura tantos anos depois, enquanto outros enxergaram a expansão como uma forma de manter a franquia viva até a chegada de The Witcher 4.

Por enquanto, poucos detalhes sobre Songs of the Past foram revelados, além da confirmação de que mais informações chegarão no fim de 2026. Mesmo assim, o simples fato dessa expansão existir já transformou o anúncio em um dos momentos mais inesperados do universo gamer. Depois disso, ficou ainda mais difícil afirmar que algum jogo realmente ficou no passado.
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