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A culpa é dos videogames! Diretor de Piratas do Caribe falou sobre queda no CGI no cinema

Gore Verbinski, diretor da trilogia original de Piratas do Caribe, afirmou que a crescente adoção da Unreal Engine no cinema tem prejudicado a qualidade dos efeitos especiais, trazendo uma estética de videogame que ele considera um retrocesso. Enquanto em outra época as duas mídias seguiam caminhos diferentes, atualmente a indústria cinematográfica está a mercê do que os videogames oferecerem, sendo refém da tecnologia de games.

O cineasta, que recebeu reconhecimento pelo equilíbrio entre computação gráfica e efeitos práticos em Piratas do Caribe: O Baú da Morte, criticou a forma como a Unreal Engine, originalmente criada para jogos como Fortnite e Hogwarts Legacy, passou a ser usada em produções cinematográficas. Segundo ele, softwares tradicionais como o Maya ofereciam resultados mais fotorrealistas, enquanto a Unreal tende a gerar imagens com iluminação artificial e texturas que lembram design de games. Essa mudança, para Verbinski, compromete a imersão, especialmente em filmes que buscam naturalismo.

Ele destacou que a estética da Unreal pode funcionar em universos que já abraçam o irreal, como os filmes da Marvel, mas quando aplicada em produções que exigem realismo, acaba criando o chamado “vale da estranheza”, em que criaturas e ambientes parecem artificiais. Verbinski também apontou que a substituição de técnicas manuais por processos automatizados diminui a riqueza visual que o público espera. Em seu projeto mais recente, Good Luck, Have Fun, Don’t Die, ele optou por não usar a Unreal, preferindo referências físicas para garantir maior realismo.

A declaração gerou debate na indústria. Enquanto Verbinski vê a Unreal como um retrocesso, representantes da Epic Games, empresa responsável pela engine, defendem que a ferramenta é apenas um recurso e que a qualidade depende do trabalho dos artistas. Para eles, a Unreal amplia possibilidades criativas, especialmente em pré-visualizações e produção virtual, mas não deve ser responsabilizada sozinha pela queda na qualidade do CGI.

Esse embate reflete uma discussão mais ampla sobre o futuro dos efeitos visuais. De um lado, há a busca por rapidez e redução de custos, que favorece o uso de ferramentas como a Unreal. Do outro, cineastas como Verbinski defendem que o cinema não deve perder o cuidado artesanal que marcou grandes produções do passado. O resultado é um dilema constante entre inovação tecnológica e a preservação da estética cinematográfica que conquistou gerações.
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