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My Friendly Neighborhood | Jogo de terror que mistura Resident Evil, Bioshock e Vila Sésamo

My Friendly Neighborhood é um jogo que mistura humor, terror e nostalgia. E que certamente a primeira coiosa que atrai, é o seu visual, com proposta peculiar. Ele coloca o jogador em um cenário cheio de fantoches falantes, bonecos coloridos e corredores de programas infantis como Vila Sésamo. Mas por trás das cores vivas, há tensão e mistério.

O protagonista é Gordon, um homem comum (e meio rabugento) que acaba preso em um estúdio de TV abandonado. Inicialmente ele tinha ido ao lugar apenas para fazer manutenção de uma antena, que tava sobrepondo a transmissão de outro programa de TV. Lá, encontra personagens como Ricky the Raccoon, Norman, Junebug e outros bonecos de um show infantil que foi cancelado. E todos eles querem te matar de abraços! (Literalmente Ò___Ò!).

O jogo lembra clássicos de survival horror, mas com uma pegada diferente. Em vez de zumbis ou monstros, você enfrenta marionetes animadas que falam sem parar. É como se Resident Evil se misturasse com Bioshock e recebesse um tempero de Sesame Street, criando uma atmosfera bastante única que me atraiu na hora.
As armas também são curiosas. Em vez de pistolas e espingardas padrões, Gordon usa substitutos dessas coisas, tendo ferramentas como a chave inglesa, a pistola de letras e até fitas feitas para amarrar os bonecos falantes. Já que eles são basicamente imortais! Ou seja, mesmo que você gaste recursos (e eles são limitados) e derrube um deles, assim que voltar, ele terá se levantado. A única forma de deter permanentemente, é gasta ruma de suas fitas para amarrá-los.

Os cenários são cheios de corredores, salas de gravação e estúdios de TV. Cada espaço tem cartazes, câmeras antigas e decorações de programas educativos. Mas o clima é sempre de suspense, já que os bonecos podem aparecer a qualquer momento. A coisa é bem aberta, de ir e vir, entre corredores, áreas de figurino, escritórios e assim vai. O estilo luxuoso da parte fora dos cenários, somado ao fato de ser um terror em primeira pessoa, é o que acaba lembrando Bioshock.

My Friendly Neighborhood também aposta em humor. Os diálogos dos fantoches são engraçados e ao mesmo tempo perturbadores. Eles falam sobre amizade, brincadeiras e até cantam músicas, mas tudo com um tom que deixa o jogador desconfortável. É uma mistura estranha, passar por um deles e não ser notado, e quando te vê, imediatamente parte em sua direção dizendo algo como "Ei, ei! Vem cá! Vamos ser amigos!". É um desespero enquanto o infeliz te persegue, falando coisas fofas.
O jogo tem puzzles que lembram Resident Evil e Silent Hill. Você precisa encontrar chaves, resolver enigmas e usar itens de forma criativa. Tudo isso enquanto tenta sobreviver ao ataque dos bonecos que nunca param de falar. Conta com um inventário limitado no personagem pra carregar itens essenciais, áreas seguras com baús que também não são infinitos, você precisa pagar fichas pra salvar o jogo. Isso tudo acaba sendo exatamente a mesma mecânicas de games survival horror antigos.

A trilha sonora mistura músicas infantis com sons tensos. Às vezes você escuta risadas, vozes repetindo frases e até cantigas de roda. Esse contraste entre alegria e medo é o que torna My Friendly Neighborhood tão marcante. E em alguns momentos bem elegantes, a música do menu mesmo, eu sempre comentava sobre ela quando abria as lives, pois é muito aconchegante.

Os fãs de horror adoram comparar o jogo com Five Nights at Freddy’s, mas aqui o foco é explorar e resolver problemas, não apenas esperar os sustos. É uma experiência diferente, mais voltada para aventura e exploração mesmo. Não acho que seja como Garten of Banban, que visualmente parece, mas você só anda e toma sustos. É uma experiência mais aberta, mas na minha opinião é menos assustador também, sendo um jogo mais tranquilo.
My Friendly Neighborhood é cheio de referências a programas de TV antigos. Essa mistura cria uma sensação de nostalgia estranha, como se você estivesse revivendo algo da infância, mas de forma distorcida. Existe aquele certo climinha de creepypasta, com um programa de televisão amaldiçoado, ainda mais com os documentos que vão te explicando o que aconteceu.

O jogo também tem momentos de calma, onde você pode explorar sem perigo. Mas logo os bonecos voltam a falar, cantar e perseguir. Essa alternância entre paz e caos mantém o jogador sempre atento e curioso. Acredito que isso ajuda também a tornar o elemento narrativo mais forte, já que te permite pensar. Você vai descobrindo aos poucos o que foi o programa da "Vizinhança Feliz", a época de ouro, o impacto cultural, a adaptação pra filme, etc.

No fim, My Friendly Neighborhood é uma experiência bem fantástica. Mistura terror, humor, nostalgia e criatividade em um pacote que não se parece com nada. É um jogo que consegue ser assustador e engraçado ao mesmo tempo, e por isso chama tanta atenção. Foi muito legal, e é razoavelmente rápido, me levou umas 8 ou 9 horas pra zerar (Apesar de eu ter jogado beeem lentamente).

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