A cena do bebê foi o detalhe que mais chamou atenção. Muitos acreditam que se trata do filho de Steve com Peggy Carter, reforçando a ideia de que o personagem está vivendo uma vida mais tranquila após os eventos de Ultimato. Esse toque humano contrasta com o peso da trama que está por vir, já que o título do filme revela a chegada de Victor von Doom, o Doutor Destino, como grande antagonista. E para aumentar ainda mais a expectativa, Robert Downey Jr. também retorna, mas dessa vez assumindo a identidade sombria do vilão, em uma reviravolta que promete mexer com a base do MCU.
A estreia está marcada para dezembro de 2026, mas o impacto já começou agora. O teaser foi exibido antes das sessões de Avatar: Fogo e Cinzas e rapidamente dominou as redes sociais, com fãs discutindo cada detalhe, desde o bebê até a música ao piano que embala a chegada de Rogers. É o tipo de prévia que não mostra muito, mas deixa claro que algo grandioso está vindo.
Enfim, o que parecia ser apenas mais um rumor se tornou realidade. O Capitão América está de volta, o Doutor Destino surge como ameaça e o MCU promete uma mistura de emoção familiar com épico de super-heróis. Se a intenção era reacender a chama dos fãs, a Marvel conseguiu. Agora é esperar para ver como esse bebê vai se encaixar na trama e qual será o impacto do retorno de dois dos maiores nomes da saga.

Sobre Vingadores
É claro que muitos filmes de HQs foram aos cinemas, e alguns sendo um sucesso, como a trilogia Homem-Aranha de 2002. No entanto, quando a Marvel decidiu apostar de vez no cinema, pouca gente imaginava o tamanho do impacto que aquilo teria. Em 2008, Homem de Ferro chegou aos cinemas com Robert Downey Jr. no papel de Tony Stark e abriu caminho para algo que ia muito além de um simples filme de herói. A ideia de construir histórias conectadas, com continuidade e personagens que cruzam seus caminhos, começou ali e mudou a forma como Hollywood pensa franquias até hoje.
Depois de Homem de Ferro, vieram O Incrível Hulk, Thor e Capitão América: O Primeiro Vingador. Cada filme apresentava um pedaço desse universo e ajudava o público a se apegar a figuras como Steve Rogers, Bruce Banner, Thor Odinson e Nick Fury, vivido por Samuel L. Jackson. A famosa cena pós-créditos virou tradição e fez as pessoas ficarem até o fim da sessão, algo que parecia simples, mas virou parte da experiência Marvel.
Em 2012, Os Vingadores chegou aos cinemas e virou um evento cultural. Juntar Homem de Ferro, Capitão América, Thor, Hulk, Viúva Negra e Gavião Arqueiro no mesmo filme parecia arriscado, mas funcionou como poucas coisas no cinema moderno. O longa dirigido por Joss Whedon bateu a marca de um bilhão de dólares e mostrou que o plano da Marvel Studios não só fazia sentido como podia render uma fortuna gigantesca.
A partir daí, o universo cresceu de forma impressionante. Homem de Ferro 3, Thor: O Mundo Sombrio e Capitão América: O Soldado Invernal ajudaram a aprofundar os personagens e elevar o tom das histórias. Soldado Invernal, lançado em 2014, mostrou que dava para misturar filme de super-herói com thriller político, enquanto Guardiões da Galáxia apresentou um lado mais espacial e humorado com Star-Lord, Gamora, Rocket e Groot.
Vingadores: Era de Ultron, de 2015, reforçou o tamanho desse fenômeno e introduziu figuras importantes como Wanda Maximoff e Visão. Mesmo com críticas divididas, o filme manteve números absurdos de bilheteria e ajudou a consolidar a Marvel como uma máquina de dinheiro. Nessa altura, o público já acompanhava tudo como se fosse uma série gigante, só que espalhada por vários filmes ao longo dos anos.
Em 2016, Capitão América: Guerra Civil elevou tudo a outro nível ao colocar os próprios heróis em lados opostos. Homem de Ferro contra Capitão América virou debate em redes sociais, fóruns e rodas de conversa. Além disso, o filme apresentou oficialmente o Homem-Aranha de Tom Holland e o Pantera Negra de Chadwick Boseman, personagens que logo se tornariam essenciais para o futuro da franquia.
O auge dessa construção veio com Vingadores: Guerra Infinita, em 2018, e Vingadores: Ultimato, em 2019. A chegada de Thanos, interpretado por Josh Brolin, trouxe um vilão que realmente parecia invencível. Guerra Infinita chocou o público com seu final, enquanto Ultimato virou um verdadeiro ritual coletivo nos cinemas. O filme bateu recordes históricos e se tornou, por um período, a maior bilheteria de todos os tempos.
Além dos números absurdos de bilheteria, o impacto financeiro foi muito além das salas de cinema. A Marvel lucrou com brinquedos, roupas, jogos, séries, parques temáticos e parcerias com todo tipo de marca. A compra da Marvel pela Disney, anunciada em 2009, mostrou-se uma das decisões mais lucrativas da história do entretenimento, com retorno que superou qualquer expectativa inicial.
O sucesso dos Vingadores também mudou a carreira de vários atores. Robert Downey Jr. virou um dos nomes mais bem pagos de Hollywood, Chris Evans se consolidou como Capitão América por quase uma década, Chris Hemsworth transformou Thor em um personagem querido e carismático, e Scarlett Johansson deu força e destaque à Viúva Negra, que depois ganhou até filme solo.
Mesmo após o fim da chamada Saga do Infinito, o peso dos Vingadores continua sendo sentido. Filmes como Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa, Doutor Estranho no Multiverso da Loucura e Pantera Negra: Wakanda Para Sempre carregam ecos diretos daquele período. Séries como WandaVision, Loki e Falcão e o Soldado Invernal mostram que o universo segue se expandindo, sempre apoiado no sucesso absurdo que começou lá atrás.
No fim das contas, o sucesso dos Vingadores não foi só sobre heróis usando fantasias ou batalhas gigantescas. Foi sobre planejamento, paciência e a criação de um universo onde o público se sentiu parte da jornada. A Marvel transformou personagens que nem sempre eram os mais famosos dos quadrinhos em ícones globais e, no processo, construiu uma das maiores fortunas já vistas no cinema.




