Sayonara! SEGA abandonou o mercado de fliperamas no Japão após 56 anos

Todo mundo que lê notícias sobre jogos, já deve ter ouvido sobre os fliperamas japoneses. É algo que pode soar um tanto esquisito, já que no Brasil e na maioria dos outros países, os fliperamas tiveram declínio ainda nos anos 90, quando veio o gosto pelos consoles domésticos e a ideia de ter que gastar dinheiro. E um dos motivos da indústria continuar viva no Japão, foram os esforços de uma empresa local, a SEGA, com muitas máquinas exclusivas. E isso durou nada menos do que 56 anos até em 2022 ela dar adeus a esse mercado.

Por terras japonesas, apareceram as coisas mais inusitadas, como Left 4 Dead: Survivors, uma versão com personagens exclusivos, focada em máquinas Arcade. Além de obras exclusivas que só apareceram por lá e nunca deram as caras em outros países. Isso sem contar com as polêmicas, tipo o Canguru de Tekken 7, além é claro de coisas semelhantes como as máquinas pachinko. Mas o negócio é... Esses aparelhos fizeram sucesso por décadas no Japão.

A SEGA pode ter sumido do mundo dos consoles com a morte do Dreamcast, mas por lá continuou sendo uma marca muito viva em relação a aparelhos e também extremamente querida. Apesar de também ter rolado queda por lá, continuou vivo e nas noites japonesas não era incomum ver locais lotados de pessoas jogando, assim como a marca SEGA espalhada pelas cidades também era bem padrão.
Mas então veio 2020 e com o Covid-19, tudo mudou! Muitas empresas faliram e outras sentiram o peso que essa doença conseguiu causar durante a pandemia. Com tão pouca gente saindo de casa, isso acelerou o processo de abandono dos japoneses, que já tinha sido adiado por muito tempo, porém enfrentar isso complicou as coisas. No mesmo a SEGA ficou sem saber o que fazer e decidiu vender nada menos do que 85% do seu negócio para a Genga.

Provavelmente a empresa decidiu segurar 15% para ver no que isso daria, ou evitar um prejuízo tão grande. Ela citou as perdas naquele ano como extraordinárias e se manteve com os outros negócios, tipo venda de jogos no PC e Consoles. Porém no início de 2022, desistiu de vez e resolveu dar fim à sua história com arcades, vendendo os 15% restantes.

Em outubro de 2021 até rolou uma certa esperança, e a empresa chegou a abrir novos fliperamas na região de Ikebukuro, em Toshima (Tóquio). Porém foi uma aposta que acabou realmente mostrando que o público ainda não voltaria para a coisa, portanto três meses depois resultou que a marca SEGA foi retirada, mudando o nome para GIGO, marca pertencente à  Genda Inc. O fim de um legado.

Eu não sei vocês, mas isso me dá um certo aperto no coração. No entanto, infelizmente é aquele tipo de coisa que foi até impressionante durar tanto. É como o mercado de locadoras, convenhamos que tem um charme imenso a ideia de ir alugar uma fita VHS, e se abrissem uma em tempos modernos, no começo podia até aparecer gente só pra ter a "experiência", mas não demoraria pra falir. É aquele tipo de glamour que é atrai, mas é difícil conseguir se manter.

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