Metroid Prime, o clássico de exploração em primeira pessoa lançado para GameCube em 2002, ganhou uma alternativa para quem quer jogar fora do console original. O MetroidPrimePort é um projeto de código aberto que transforma o jogo em um aplicativo nativo para Windows, Linux e Android, sem precisar recorrer a emuladores como o Dolphin. A iniciativa utiliza o trabalho de descompilação do PrimeDecomp para reconstruir o funcionamento do jogo, permitindo executá-lo diretamente nesses sistemas. É uma opção interessante para quem gosta de revisitar jogos antigos, mas prefere usar o computador ou até mesmo jogar no celular.
A aventura acompanha Samus Aran em Tallon IV, um planeta tomado por criaturas hostis e pelos efeitos de uma substância misteriosa chamada Phazon. A exploração mistura combates, plataformas, quebra-cabeças e a busca por melhorias para o traje da caçadora de recompensas. Boa parte do charme de Metroid Prime vem de descobrir caminhos que antes estavam bloqueados, voltar a áreas conhecidas com novas habilidades e escanear criaturas e objetos para entender o que aconteceu naquele lugar. Em vez de sair correndo atrás de qualquer coisa que se mexa, Samus precisa investigar o cenário, embora alguns dos habitantes de Tallon IV pareçam ter interpretado a chegada dela como um convite para distribuir pancadas.
Um dos maiores atrativos do port está nas opções de controle e imagem. O jogador pode usar teclado e mouse, configurar um controle moderno ou escolher um esquema de mira com dois analógicos, sem ficar preso ao formato original do GameCube. Também existem ajustes para tela widescreen, campo de visão, suavização de serrilhado e filtragem de texturas. A taxa de quadros pode ficar livre enquanto a simulação mantém o ritmo esperado do jogo original, evitando que a física vire uma bagunça só porque o computador consegue desenhar mais imagens por segundo. Afinal, Samus já tem problemas suficientes para resolver sem precisar descobrir que um salto funciona de um jeito diferente dependendo do FPS.
O projeto também inclui recursos que facilitam a vida de quem gosta de explorar cada canto ou repetir partidas. É possível salvar o estado exato do jogo em diferentes espaços, pular cenas, acompanhar itens e salas descobertas e revelar o mapa inteiro. Há suporte a modificações, pacotes de texturas em alta definição e transferência de arquivos de memória entre o port e o emulador Dolphin. Para quem curte desafios personalizados, também existem opções de randomizer, que embaralha a localização dos itens, e integração com Archipelago, sistema que permite compartilhar a coleta de itens entre jogadores em jogos compatíveis. Assim, aquela melhoria que você precisava pode acabar nas mãos de outra pessoa, porque aparentemente até a caça espacial precisava de burocracia coletiva.
O MetroidPrimePort está disponível para Windows, Linux e Android, com versões distribuídas pelo repositório do projeto no GitHub. No celular, há controles virtuais na tela, embora um controle físico seja uma alternativa mais confortável para quem pretende passar horas explorando Tallon IV. Existe, porém, um detalhe essencial para começar a jogar. O port não inclui os arquivos originais de Metroid Prime, então é necessário fornecer uma imagem de disco compatível com o jogo. O projeto não é oficial e não tem vínculo com a Nintendo ou a Retro Studios, mas oferece uma forma diferente de aproveitar o clássico, com recursos que vão além do que existia no GameCube.
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