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Bloodborne Official Artworks | Livro mostra a identidade visual do jogo em sua concepção

©Bloodborne Official Artworks  / Udon Entertainment

 
Para quem terminou Bloodborne e ficou com aquela sensação de que ainda queria olhar mais um pouco para aquele mundo amaldiçoado, Bloodborne Official Artworks é uma bela maneira de alimentar a obsessão. O artbook reúne uma grande quantidade de artes conceituais produzidas para o jogo e para a expansão The Old Hunters, passando por personagens, criaturas, armas, roupas, objetos e cenários. A edição japonesa saiu em 2016 pela KADOKAWA, enquanto a edição em inglês foi publicada pela UDON Entertainment em 2017. As duas têm 256 páginas e são grandes o bastante para deixar as ilustrações respirarem.
 
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O mais legal está nas artes de personagens. Em vez de simplesmente jogar uma ilustração pronta na página e mandar o leitor embora, o livro apresenta diferentes estudos de aparência, roupas e equipamentos. Dá para encontrar personagens com acessórios e sem eles, além de representações em ângulos diferentes, mostrando detalhes que acabam ficando escondidos quando tudo está acontecendo em meio à escuridão de Yharnam. Para quem gosta de observar como um personagem foi pensado visualmente, isso rende bastante tempo de contemplação. Você começa olhando a roupa e, quando percebe, está há dez minutos encarando a bota de um sujeito que provavelmente passou três minutos inteiro do jogo tentando matar você.

O material também mostra como a identidade visual de Bloodborne vai muito além dos caçadores. Há estudos de inimigos e chefes, armas, construções, ambientes e objetos espalhados pelo universo do jogo. As áreas aparecem acompanhadas de diferentes imagens conceituais, incluindo lugares do jogo principal e de The Old Hunters. O resultado é uma coleção que permite revisitar Yharnam sem precisar enfrentar uma única fera, embora algumas páginas consigam ser perturbadoras o suficiente para manter a tradição.

O livro tem mais de 500 desenhos e estudos reunidos em suas páginas, com boa parte deles ocupando bastante espaço. A organização acompanha as regiões do jogo e depois avança para as masmorras de cálice, The Old Hunters e outros materiais. Isso faz com que a leitura também funcione como uma espécie de passeio visual pelo mundo de Bloodborne, só que sem precisar morrer vinte vezes para descobrir que aquela porta específica não abre.

E existe uma vantagem para quem não domina inglês. Apesar de a edição da UDON ser em inglês, o artbook possui pouquíssimo texto. A proposta sempre foi deixar as imagens ocuparem o espaço principal, então não há páginas intermináveis explicando cada personagem ou despejando toneladas de informações sobre a história. Para quem quer treinar inglês sem transformar o hobby em uma segunda jornada de trabalho, isso é ótimo. Dá para encontrar palavras e pequenas descrições relacionadas a personagens, criaturas, armas e locais, aprender alguma coisa pelo caminho e voltar imediatamente para o que realmente interessa, que é ficar olhando desenho bonito de monstro.

Também vale deixar claro que Bloodborne Official Artworks não é um livro de bastidores cheio de entrevistas e explicações sobre como a FromSoftware criou cada elemento. O foco está nas próprias imagens. Quem procura comentários detalhados dos artistas, versões descartadas e um mergulho profundo no processo de produção pode acabar querendo mais. Para quem deseja simplesmente ter acesso a uma coleção grande de artes oficiais e observar os detalhes dos designs, a proposta funciona muito melhor.

Por isso, o livro combina especialmente com quem terminou Bloodborne e continua interessado na direção de arte, nos personagens e naquele visual gótico cheio de criaturas que parecem ter sido desenhadas depois de uma noite particularmente ruim de sono. É uma forma de ver Yharnam por outro ângulo, com espaço para reparar em roupas, acessórios, monstros, armas e cenários que no jogo passam rápido demais. E como a maior parte do conteúdo está nas imagens, não é preciso dominar o inglês para aproveitar o artbook. Basta gostar de Bloodborne e ter disposição para passar algumas páginas encarando coisas que te confundem entre a beleza e puro horror.
 
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