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Crimson Capes | Game coop muito charmoso com fantasia sombria bastante elegante!

Crimson Capes é um RPG de ação em 2D com foco em combate técnico, exploração não linear e multiplayer online. Desenvolvido pelo estúdio grego Poor Locke, o jogo aposta em uma fantasia medieval clássica, com caçadores de bruxas, cultos sombrios e reinos decadentes. A proposta mistura campanha solo com cooperação online e até invasões entre jogadores, criando uma experiência que combina desafio, tensão e liberdade de exploração.

A história gira em torno de Milon, conhecido como a Mão Esquerda do Rei, líder da guilda Crimson Capes. A missão é enfrentar bruxas, cultistas e criaturas que ameaçam o reino de Amvros. O clima é claramente inspirado na fantasia sombria mais tradicional, com influência de espada e feitiçaria, mas sem exageros narrativos, e isso dá um charme absurdo! Ou seja, ao invés de ter aquele visual obscuro CABULOSO DO MAL, é algo com um visual pouco tendencioso. O foco está mais na jornada, nos contratos e nos conflitos espalhados pelo mapa do que em longas cenas expositivas com visual escuro.

O combate é o coração do jogo, e provavelmente a coisa que mais vai atrair algumas pessoas. Mesmo sendo em 2D, ele exige leitura de movimentos, controle de distância e precisão nos ataques. A inspiração em Dark Souls é evidente na cadência das lutas e na importância do posicionamento. Não é um jogo de apertar botão sem pensar. Cada confronto pede atenção, especialmente contra chefes, que cobram domínio das mecânicas e paciência.

São quatro personagens jogáveis, cada um com armas, habilidades e estilos próprios. Há variações que priorizam força bruta, outras focadas em mobilidade ou magia elemental. O sistema de progressão permite desbloquear novas técnicas, e aos poucos você também vai liberando novos ambientes, reforçando o lado metroidvania da exploração. O mapa é interligado e permite escolher caminhos diferentes, incentivando experimentação.

O multiplayer é outro ponto importante. O cooperativo online permite formar equipes para enfrentar áreas e chefes juntos, algo que muda bastante a dinâmica das batalhas. Ao mesmo tempo, existe o sistema de invasões, onde outro jogador pode entrar na sua partida como inimigo. Isso cria momentos imprevisíveis e adiciona uma bela camada competitiva que foge do padrão de RPGs 2D tradicionais. Isso pode frustrar bastante, mas também dá uma emoção enorme, em ver do nada alguém entrando no seu jogo.

Apesar de tudo, achei uma pena o cooperativo ser tão truncado. Talvez, inspirado em Dark Souls, a desenvolvedora optou por colocar um limite em cada área. Se o host sair da área, o invocado vai embora. Também achei muito ruim a invocação. Não é como o soulslike da FromSoftware, que você vê o nome de quem vai ser invocado. O jogador deixa o online ligado, e é na sorte você conseguir entrar na sala do seu amigo.
 
Ainda assim, como não teve muitos jogadores online, acabei conseguindo fácil. Mas sempre era chato ver meu amigo atravessar pra outra área e eu ter que sair só pra entrar de novo logo em seguida. Não dava muito a sensação que Dark Souls dá, de que os caminhos serão separados por enquanto, mas logo vão retornar. Parece só uma pausa forçada mesmo sem sentido, até porque é basicamente uma troca de tela. 

Visualmente, o jogo usa pixel art desenhada à mão com animações feitas em rotoscopia. O resultado é uma movimentação um tanto esquisita, pois é mais fluida do que o comum no estilo retrô. Eu vi um cara reclamando no fórum, dizendo que é horrível. Mas, sinceramente, a meu ver, é exatamente esse estilo que dá um charme à coisa. Parece um jogo velho, mas, ao mesmo tempo, tem animações que parecem meio deslocadas. Os cenários trazem florestas, ruínas, fortalezas e masmorras com bastante detalhe, mantendo uma identidade coerente com a proposta sombria. Não tenta ser ultrarrealista, mas também não é minimalista demais.

O jogo inclui vários chefes espalhados pelo mapa com variações de inimigos e recompensas. Esse formato amplia a vida útil do jogo, principalmente para quem gosta de testar builds diferentes e enfrentar combates mais exigentes. A recepção na Steam foi muito positiva, o que mostra que, meio com o estilo meio estranho, o jogo conseguiu atingir seu público alvo.

Enfim, Crimson Capes conversa direto com quem gosta de RPG de ação desafiador, exploração com liberdade e partidas cooperativas que podem virar disputa contra invasores a qualquer momento. É o tipo de jogo que agrada quem fãs de dificuldade justa e combate técnico em 2D. Está disponível para PC via Steam.

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