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domingo, 29 de outubro de 2017

Exorcism: Case Zero | Alguém tire o capeta do corpo dela!

Um elemento frequente na cultura pop moderna é a ideia de possessão satânica, muito provavelmente graças ao livro Exorcismo, que deu origem à franquia de filmes de "O Exorcista", mas apesar de explorarem essa ideia mais frequentemente nos filmes, vez ou outra aparece em outro tipo de mídia, e um exemplo é o jogo Exorcism: Case Zero.



A história se passa no ano de 1998, quando o padre Thomas Gate recebe um chamado por ajuda, ele deve retirar um demônio que possui o corpo de uma mulher chamada Mary Kennedy. No entanto à medida em que o ritual vai sendo feito, o demônio passa a revelar novas coisas relacionadas não apenas à possuída, mas em relação ao próprio padre.

Esse jogo me atraiu de imediato por dois elementos em especial, o primeiro foi a ideia de você estar tentando tirar o demônio do corpo de alguém. É uma ideia tão manjada no cinema que me surpreendeu parar para perceber que eu nunca tinha visto isso em um jogo, simplesmente já dá uma pontuação enorme em cima da coisa.

O segundo elemento que me atraiu bastante foi o fato de se passar nos anos 90, sei que nem todo mundo sente isso, mas acho que dá um charme bastante peculiar à coisa, aquela atmosfera de algo que se passava em uma época diferente, sem a quantidade enorme de tecnologia que temos tão frequentemente hoje em dia.

O jogo se passa inteiramente em um quarto onde a mulher está amarrada em uma cadeira e você precisa usar rituais para retirar o demônio. Isso me lembrou imediatamente o jogo Replica, que se passava completamente em um smartphone, mas ao mesmo tempo dava aquela sensação de estar viajando por todo um universo.

Aqui você tem que manter tudo no ritmo certo. O padre tem a estamina, que é necessária para o padre continuar em pé e a fé pra continuar com sanidade e também usado lançar as habilidades. Já a mulher tem duas barras, a de vida dela e a do espírito maligno. Você precisa manter sua barra de vida com ao menos um pouco e eliminar por completo a de espírito.

Enquanto você joga, coisas estranhas acontecem pelo quarto, o rádio liga, morcegos entram pela janela, aparições surgem. Você precisa clicar nos elementos para desfazer o que está acontecendo. Quanto mais deixá-los, mais a fé vai baixar, quanto mais baixa, mais coisas estranhas e distorções na tela surgem até você enlouquecer se chegar a zero.

Certos elementos também provocam coisas novas, por exemplo se a cruz virar e ficar de cabeça pra baixo, fica aparecendo uma freira das trevas no estilo daquela de Invocação do Mal 2, se a luminária se apagar, um bebê macabro passa a aparecer sentado em diversas partes da parede. E assim vai, é preciso manter o nível.

Para retirar o espírito você precisa usar suas habilidades, que causam efeitos diferentes, por exemplo água benta dá um alto dano no espírito, mas também danifica a saúde de Mary, já abençoar a protege de danos, a bíblia faz subir a fé ao invés de gastar pontos de fé como as outras habilidades, e assim vai, você precisa usar no jeito certo.

Infelizmente o jogo acaba pecando no fato de não ser divertido como deveria ser. Perder nele é extremamente fácil e a coisa fica meio confusa. É bem fácil perder em menos de dois minutos e ter a sensação de que você só está clicando aleatoriamente, tentando manter a coisa, mas rapidamente se perdendo.

Com o tempo é notável que é possível montar uma estratégia, porém o problema é que não é como um roguelike em que você se sente desafiado, por isso quer continuar. É mais como se você se esforçasse para tentar gostar do jogo, e em um mundo corrido como vivemos o mais comum é a pessoa acabar desistindo e se mandando. Mas claro, isso é uma opinião pessoal, o jogo também tem potencial para se tornar um daqueles virais em que amigos se juntam para tentar ir um pouco além, com partidas rápidas, então teste e descubra você mesmo.

Enfim, achei um jogo com uma ótima ideia e uma boa atmosfera, mas que precisa de elementos mais divertidos para manter. O desenvolvedor que me forneceu a key do jogo, e conversei com ele sobre, vi que continuou aperfeiçoando o jogo e ouvindo a comunidade, o que é bem bacana. Acredito que alguns podem até se divertir bastante, mas é preciso se preparar para uma experiência "peculiar". Para quem se interessar, o jogo está disponível à venda na steam.


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