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sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Kingsglaive Final Fantasy XV | Um filme pra animar os fãs

Assim como a Square Enix fez com o universo de Final Fantasy VII, ela decidiu que também daria um filme para Final Fantasy XV. Esse recebeu o nome de "Kingsglaive: Final Fantasy XV" e foi lançado nos cinemas do Japão em julho de 2016 e no resto do mundo saiu três meses depois, porém direto em vídeo e servindo como "abertura" para o lançamento do jogo.

Em Kingsglaive você tem uma história diferente da apresentada no jogo, ela acontece de forma paralela e com outros personagens. O universo de FFXV é gigantesco, assim como outros títulos da franquia, e há muitas coisas acontecendo simultaneamente, dessa forma o que é mostrado aqui é um complemento ao jogo, algo que você fica sabendo por lá, mas não chega a ver.

No filme Advent Children, um dos grandes problemas é o fato de que ele só era realmente entendido por fãs, pois funciona como se fosse uma missão extra que acontece depois que o jogo é zerado, ou seja, a maioria das pessoas foi assistir e ficou sem entender nada. Foi um filme que se segurou mais pela beleza visual e ação do que a história. Mas aqui isso não foi repetido e a trama é bem clara para qualquer pessoa.

A história se passa no mundo de Eos, em que um cristal dava benefícios às várias nações. No entanto esse poderoso cristal despertou a cobiça de governantes, fazendo com que a guerra surgisse. O Reino de Lucis foi beneficiado por ter o cristal, que protegia o lugar. Já o império de Niflheim sempre foi poderoso graças à sua tecnologia militar avançada e isso fez com que começasse a conquistar outras nações uma a uma, até ter tudo, menos Lucis, pois seus governantes usaram o poder do cristal para criar uma barreira mágica ao redor do lugar. Até que, muitos anos depois, Niflheim envia uma estranha proposta de paz.

Quando assisti esse filme, o que senti frequentemente foi que tratava-se de um fruto direto do maravilhoso Agni's Philosophy, apesar do cenário diferente, tem tanta coisa no design que é semelhante que foi difícil não achar que eu tava vendo uma versão completa daquele curta metragem, e quando terminei e fui dar uma pesquisada, vi que realmente era!

O negócio é que, embora sejam em ambientes diferentes, muito da essência e design pode ser visto. As magias com efeito de purpurina sombria voando pra todo lado, por exemplo, é algo idêntico. Os próprios personagens e acontecimentos dão aquela sensação. Tanto o filme quanto aquela techdemo foram dirigidos por Takeshi Nozue.

Então o filme é visualmente maravilhoso, realmente uma coisa de fazer brilhar os olhos. Você vê um mundo grandioso com um estilo muito próprio e que te faz ter vontade de jogar o jogo para poder explorar todo esse ambiente tão bem feito. Os combates são fabulosos, não é uma coisa que tem as coreografias estilosas de Advent Children, mas são lindos de se ver.

Em diversos momentos eu achei a coisa parecida com algo real, o fotorealismo é espetacular e dependendo do ângulo, parece demais que são atores que estão ali na tela e não modelos feitos em 3D. Então o nível de detalhes é completamente surreal, ainda mais com o fato de que o design dos personagens também usa um estilo mais parecido com o do mundo real.

Por outro lado é um filme que achei bastante poluído, não sei se foi só eu, mas em diversos momentos fiquei meio "O que tá acontecendo? O que eu to vendo na tela?". Isso porque boa parte das cenas com magia e em combate são momentos bem escuros e eu não conseguia ver direito no meio da bagunça o que realmente tava rolando. Talvez seja só eu, mas creio que outros devem ter sentido isso também.

A história é bacana e acho que poderia ser algo realmente intenso, no entanto parece não ter sido bem aproveitada. A sensação que tive foi de um filme meio vazio, parece um daqueles filmes de ação Hollywoodianos que apresentam um baita de um plano de fundo maravilhoso e complexo, mas a história é só uma correria e explosões.

Até chega a parecer que a coisa vai ser um pouco mais profunda, a trama tem foco em um uma elite de soldados chamada Kingsglaive. No começo do filme parece que vai ser algo mais profundo, reviravoltas realmente bem boladas, mas é como se os caras tivessem desistido da ideia e resolvido focar só na correria e explosões. Então você olha pra o universo com todo um climinha político e forças militares, dá a sensação de um universo digno de Game of Thrones, mas sem um esforço para uma trama que te deixe impressionado.

Enfim, Kingsglaive: Final Fantasy XV é um filme legal, mas ele se sustenta mais no fato de ser um filme de FFXV e ter um visual maravilhoso, do que ser um verdadeiro filme bom. Vale a pena assistir, porém é mais pela curiosidade de ver a coisa do que algo que vá marcar. A sensação é de assistir uma CG de duas horas de duração. O filme está a venda no Brasil nas seguintes lojas:




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