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quarta-feira, 3 de agosto de 2016

E.T. O Extra Terrestre - Vamos relembrar o clássico

Tenho que assumir que ET nunca foi um dos meus filmes favoritos. É lógico que é uma daquelas obras que fizeram parte da minha infância assim como a de quase todo mundo né? Mas não tenho aquela sensação apaixonante. Por outro lado é inevitável não ficar marcado, ver referências e até mesmo fazer referências a esse longa. Atualmente fui assistir ele novamente para relembrar, então vamos falar um pouco sobre ET!




A história mostra uma nave alienígena que pousa na terra, mas parte rapidamente quando um grupo de homens se aproxima de forma agressiva. No entanto um deles não consegue embarcar a tempo e é abandonado. Não demora para ser encontrado por um garoto que o leva para casa e começa a cuidar dele.

Esse filme foi lançado em 1982 e Spielberg já tinha um nome, sendo assim a coisa estava sendo esperada demais. Lembrando que Tubarão foi o primeiro blockbuster da história, e tinha sido lançado há menos de uma década pelo mesmo diretor. Ou seja, um filme do cara já deixava todo mundo muito empolgado.

Sendo assim, uma ideia fantástica como um filme sobre alienígenas, com efeitos especiais e produção caríssima, além de um diretor super aclamado fez com que ET fosse um sucesso instantâneo. Foi o primeiro filme a ultrapassar 700 milhões de dólares, antes dele apenas Star Wars Uma Nova Esperança tinha conseguido e é um dos filmes mais bem sucedidos da história. Foi o filme mais bem sucedido por onze anos, até Spielberg fazer a adaptação para o cinema do livro de Jurassic Park.

Uma coisa curiosa é que ET seria um filme de terror inicialmente, dá pra imaginar? Hahaha, mas a essência inicial foi dividida em duas e ele é considerado a contraparte de Poltergeist. Ou seja, ao invés de uma família ser atormentada por um alienígena, Spielberg lançou a ideia para esse outro filme que foi gravado simultaneamente e os dois foram lançados apenas com uma semana de diferença. Um representando um sonho e o outro representando um pesadelo.

Em especial na época deve ter sido experiências realmente bem interessantes, pois boa parte dos filmes do Spielberg tem essa atmosferinha de crianças em um bairro bonitinho e tranquilo onde algo muito fantástico acontece. Meio que isso parece uma certa assinatura do diretor apesar de ser extremamente eclético. E em 1982 as pessoas tiveram essa sensação em dose dupla porém uma com toque obscuro e a outra encantadora.

A aparência de ET teve três inspirações, especialmente o poeta americano Carl Sandburg, que morreu em 1967 e não viveu para ver seu rosto ser sacaneado. As outras duas foram o físico Albert Einstein e um cão da raça Pug. Juntando os traços desses três acabaram gerando o rostinho feio que todos conhecemos tão bem hoje em dia.

Esse não foi o filme de estreia da atriz Drew Barrymore, foi seu quarto filme, no entanto esse foi o que popularizou a atriz. Sendo que foi indicada pela British Academy of Film and Television Arts como melhor atriz estreante. Foi inclusive o que fez com que ela ganhasse papel da progatonista do sombrio Chamas da Vingança dois anos depois.

Sem sombra de dúvidas ET é um filme marcante, tem um ritmo legal, um toque de bom humor sem exageros que torna a experiência bastante suave, como por exemplo quando um dos personagens está fantasiado para o dia das bruxas com uma faca enfiada na cabeça e o ET usa seu dedinho para tentar curar a facada.

Também é um filme com um toque dramático bastante intenso, o que com certeza agrada quem gosta de se emocionar. Aliás, o ator Henry Thomas, que interpreta Elliott fez um baita de um espetáculo. O garoto interpreta demais! Em entrevista ele disse que durante os testes, teve uma cena de choro e ele se concentrou na sensação que teve no dia que seu cachorro morreu. Isso fez com que fosse contratado imediatamente. Mas é um daqueles atores que sumiram do mapa com o tempo, participando de obras cada vez menores.

O nome original do filme seria "Vida de Garoto", mas acabaram mudando durante as filmagens. Outra coisa é que Spielberg preparou o conceito de uma continuação para o filme, em que Elliott e alguns amigos seriam sequestrados por uma raça alienígena, fazendo com que ET fosse ajudá-lo. O nome da raça de ET também seria revelado como Zreck e a história iria ser algo com clima mais Star Wars, apresentando uma guerra entre duas raças. O nome do filme iria ser "Medos Noturnos", mas a ideia acabou sendo abandonada.

Tenho que assumir que eu achei o final extremamente épico, eu não lembrava dele. Mas nossa, pareceu algo tão intenso. A composição feita por John Williams exatamente naquela cena ápice da coisa, o foco no rosto iluminado de Elliott olhando para cima e de repente a tela preta com créditos. Aquilo foi de arrepiar.

Apesar de tudo, não acho a trilha sonora de ET tão marcante, quando ouço eu sei qual é, mas John Williams fez outros trabalhos tão mais intensos. Levando em consideração a grandiosidade desse longa metragem eu acho estranho como não parece tão profunda como outros trabalhos dele, tipo Indiana Jones ou Star Wars.

Enfim, tá aí uma obra cheia de cenas marcantes como a da bicicleta com a lua de fundo ou a do dedinho maroto. ET é um clássico obrigatório que marcou a infância de muita gente, sem sombra de dúvidas um filme influente demais na cultura pop. Para cinéfilos e fãs de clássicos então é o tipo de filme que é obrigatório se ter na estante. Atualmente é possível achar ele a venda a preço de banana.


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