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domingo, 10 de julho de 2016

Tubarão - O filme que inventou os Blockbusters

É quase impossível alguém que assiste filmes constantemente não ter ao menos ouvido falar de Tubarão, isso porque é uma daquelas obras clássicas que caiu na boca do povo e passou a ser citada constantemente em diversos lugares. O tipo de coisa que você vê que se impregnou à cultura pop. Apesar de tudo eu nunca tinha assistido e nunca tinha visto e esses dias resolvi dar uma conferida na coisa.


Tenho que assumir que eu tinha uma ideia bem errada do filme, sempre tive essa visão de um filme muito genérico. Mas após alguns minutos assistindo é que caiu a ficha de uma coisa, trata-se de uma obra do Steven Spielberg, então como é que eu poderia esperar uma história envolvendo um grupo de adolescentes sendo comidos um atrás do outro e no fim um deles sobrevivendo?

A verdade é que é uma história bem diferente do que eu esperava e inclusive não foi meramente um filme de terror genérico escrito só pra ser filmado. É baseado em um livro 1974 do escritor Peter Benchley. Inclusive o livro foi lançado no Brasil pela editora Dark Side com um baita acabamento incrível, capa dura, laterais das folhas vermelhas e fita de marcação.

Durante a pré-produção do filme o livro ainda não tinha entrado na lista de Best Seller, mas quando o povo ficou sabendo da obra de Spielberg, ele começou a vender absurdamente. A produção do longa metragem foi extremamente complicada, sofrendo problemas com o tubarão mecânico, atrasos constantes e o orçamento de 4 milhões de dólares estourou e acabaram sendo gastos 9 milhões de dólares na coisa!

Naturalmente foi assustador e uma daquelas obras que estavam à beira do desastre, tipo aquilo que aconteceu com o primeiro Star Wars. Mas para a felicidade do diretor a coisa realmente foi espetacular e quase 250 milhões de pessoas no mundo foram aos cinemas assistir Tubarão, uma quantidade impressionante.

Não bastando isso o filme gerou ainda aquilo que se tornou quase um gênero, os Blockbusters. Que no Brasil é algo equivalente à gíria Arrasa Quarteirão. São aqueles filmes que saem no verão mas todo mundo está falando sobre, todo mundo quer assistir. São extremamente caros, normalmente tem atores e diretores famosos envolvidos, além de um marketing constante, cheio de posters, trailers e muito mais. Enfim, aqueles filmes que se destacam demais em relação aos outros e empolgam as pessoas.

Naquela época já existiam filmes de sucesso sim, que as pessoas queriam ver, mas Tubarão foi um fenômeno cultural, as pessoas falavam antes, depois e continuavam a comentar sobre. Era algo diferente, deixou uma certa essência própria no ar que todo mundo queria sentir e pessoas recomendavam outras a irem dar uma conferida.

Diferente do que eu imaginei, Tubarão tem uma história muito mais dramática e menos gore do que eu esperava. Pouquíssimas pessoas morrem no filme, não é aquela coisa de "O banquete tá aberto", é um filme que acontece de forma lenta e o foco não são humanos sendo perseguidos por um tubarão, mas uma comunidade tendo que fazer escolhas difíceis, algo que envolve política e moral.

A história se passa em uma cidade costeira que recebe muitos turistas durante o verão, o feriado de 4 de julho (dia da independência americana) é importantíssimo e leva muito dinheiro para o lugar. Mas nas vésperas dessa data o corpo de uma garota é encontrado e identificam que um tubarão fez aquilo. O xerife quer fechar a praia, mas o prefeito se nega a permitir, pois será um caos para a economia local.

Esse é um filme que você vê que precisou de uma bela pesquisa, tem diálogos constantes que envolvem certas coisas mais técnicas que obviamente foram consultadas com especialistas e por um certo tempo você vê que há um certo toque científico na coisa com autopsias, exploração para se compreender o bicho e etc.

Pela primeira vez a trilha sonora de John Williams me incomodou, é verdade que o clássico TUNTUNTUNTUN dá uma baita tensão e essa música ficou realmente boa. Mas não me surpreende que ela seja a única conhecida do filme, pois as outras passou uma certa essência "mágica" em muitas cenas. Parecia até que era um universo de fantasia que estava sendo apresentado, ele fez trabalhos fantásticos para obras do George Lucas e Spielberg como os filmes da franquia Indiana Jones por exemplo. Mas nesse em especial eu acho que distorceu cenas de tensão, o tubarão lá  com a cabeça balançando violentamente em direção a um personagem e a música de floresta mágica tocando ao fundo uahahaha.

Quanto ao filme em si, eu achei interessante porém cansativo, são duas horas de filme e conseguiu me dar sono. Não esperei que isso fosse acontecer, é legal não ser um filme genérico, mas acredito que o livro deve ser muito mais interessante, o estilo de narrativa em si parece ser algo que mostrado em um livro parece ser mais interessante.

O negócio é, essa é uma obra lenta, com muitos diálogos, tem seu charme sim e é notável que em especial na época deve ter sido fantástico, afinal de contas filmes com uma criatura no mar matando humanos não era uma coisa normal como hoje em dia. Sendo assim uma obra ousada em um ambiente diferente assim causou naturalmente um impulso nas pessoas para irem correndo assistir.

Enfim, eu provavelmente nunca mais vou assistir tubarão de novo, se o filme fosse mais curto acho que eu me divertiria um pouco mais, porém apesar da fórmula diferente, não é lá o que eu chame de filme que me deixou maravilhado não, se fosse lançado hoje em dia certamente seria só mais um filme de predador no mar. De qualquer forma é um clássico né? Então é aquele tipo de filme que você precisa assistir ao menos uma vez na vida, ou se for do tipo que gosta mesmo de filmes, é obrigatório ter na coleção. Quem se interessar pode conferir o filme aqui.


Um comentário:

Miya Seat Lee disse...

Arrasa quarteirão! Hahahaha
Essa achei engraçada, me lembrou da música e ela ficou na minha cabeça lendo o resto da matéria...