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terça-feira, 21 de junho de 2016

Westworld - Quase um filme protótipo de Jurassic Park

Hoje vou falar sobre um filme clássico de 1973, é do mesmo ano do tenebroso Soylent Green, mas diferente daquele, o futuro apresentado aqui não é sombrio igual a aquele, mas sim algo que é mais voltado para o lado maravilhoso da coisa. Bom... Ao menos até certo ponto né? Já que como se trata de um filme com toques de horror, não demora muito para a maravilha virar um pesadelo hehehe.

A história se passa em um futuro próximo em que três parques temáticos são lançados, Medieval World, Roman World e West World. Cada um deles faz uma simulação perfeita de como era cada uma das épocas (Era Medieval, Roma Antiga e Velho Oeste). Para isso usam robôs idênticos a humanos, que agem como se estivessem vivos, além de também sangrarem como humanos.



Nesse parque as pessoas vão passar as férias e ganham um lugar para viver por lá, tendo que seguir exatamente as mesmas regras. A diferença é que os robôs estão programados para limitar suas habilidades e sempre perderem dos humanos ou seguirem seus desejos. Por exemplo, em Roma pode rolar muita luxúria em grupo, na era medieval vários conflitos de espada, no velho oeste o tiroteio é sem fim.

Esse filme veio antes da invenção do RPG de mesa, mas a sensação que ele consegue passar é exatamente de uma partida. Você sente a diversão dos personagens, por exemplo chega um momento em que um robô entra no quarto de um dos personagens, e o seu companheiro arromba a porta, entra metendo bala no robô e o joga pela janela para depois perguntar "Ele estava te incomodando? Não vai incomodar nunca mais!" e os dois começam a rir.

O parque é todo bem bolado, existe uma equipe técnica que acompanha constantemente os acontecimentos e adicionam eventos para deixar as coisas emocionantes. Por exemplo tem um momento em que um dos técnicos diz "Vamos começar uma briga de bar" e a treta começa, com os personagens se espancando de forma bem espalhafatosa.

Outra coisa legal é que eles conduzem os desejos dos visitantes, veem suas intenções naquele mundo e fazem se tornar realidade. Beijar a mocinha, se tornar xerife, assassinar os inimigos, e etc... Existe uma imensa liberdade nos parques e os visitantes se sentem podendo fazer qualquer coisa na hora que quiser, tudo baseado no tema.

A equipe também se concentra no tempo que os visitantes vão passar no lugar e programam finais épicos por o último dia de férias. Sendo assim os técnicos ficam constantemente analisando como a coisa foi até então e tentam fazer os visitantes se sentirem bem ao máximo para depois poderem voltar.

Naturalmente há regras também, sempre que um visitante arruma confusão, a equipe fica de olho limitando as habilidades dos robôs, adicionando eventos e impedindo que se machuquem. As armas do Mundo do Oeste por exemplo estão programadas para não atirarem em coisas que tenham temperatura corporal alta, acertando assim apenas máquinas.

Mas obviamente alguma coisa tinha que dar errado né? E o que começa com algumas pequenas falhas técnicas com robôs não respondendo a comandos e causando pequenos danos que não estavam programados, logo começa a ficar mais sério e visitantes passam a se ferir de verdade. Até que a coisa foge completamente do controle.

A sensação que tive com esse filme foi muito parecida com a que tive em Jurassic Park, aquela essência própria. Na hora até pensei "Os leitores mais estressadinhos logo vão surtar quando eu ousar dizer que isso me lembrou Jurassic Park.". Daí beleza, terminei de assistir e quando fui dar uma pesquisada sobre o filme, adivinhem? Descobri que tem mais a ver com os dinossauros do que eu imaginava!

O negócio é que esse filme foi o primeiro longa escrito e filmado por Michael Crichton, que como vocês sabem bem, não é o Spielberg. Massss, 17 anos depois ele lançou um livro, e adivinha qual era? Isso mesmo! Ele é o autor de Jurassic Park, que muita gente nem sabe que nasceu como livro antes de virar filme, e inclusive foi lançado em uma edição fodona com bordas vermelhas aqui no Brasil.

Então aquela sensação que eu tive não foi por acaso, realmente o cara colocou a sua assinatura na essência da coisa. Mas apesar de tudo o filme é um bocado lento e acho fácil alguém achar a coisa entediante. O negócio não é a história e universo em si, mas sim que é um filme antigo de um diretor iniciante, mas ainda assim consegue fazer bonito e recebeu notas altíssimas nas críticas.

Acho que o público da época deve ter se sentindo "viajando" junto com o filme, isso porque é uma coisa que faz sonhar. Por exemplo sabe em jogos como Fallout quando você decide fazer uma travessura só pra testar? Como matar um personagem bonzinho ou qualquer coisa assim e depois fica aquela sensação de "Caramba, o jogo se adaptou a isso ao invés de dar Game Over!". Pois é, os personagens do filme fazem essas coisas, a diferença é que hoje temos video games e o público da época nem RPG de mesa tinha, então o impacto deve ter sido imenso.

Não posso também deixar de citar que adorei o título brasileiro, que ficou "Westworld - Onde Ninguém Tem Alma". Algo que dá um certo toque intenso na coisa, especialmente porque os tradutores tem a mania de inventar título tosco, como o fantástico It Follows que ficou no Brasil como Corrente Maldita. No caso de Westworld usaram a técnica de manter o nome original e apenas adicionar um subtítulo para pegar o público brasileiro e nesse caso acho que foi um que tem tudo a ver.

Enfim, esse é um filme interessante mas que devido ao envelhecimento você pode acabar sentindo aquele cansaço, além de ter um certo toque trash, porém nada exagerado. É por exemplo um daqueles filmes que o final é "Pronto, é isso, acabou", aquela sensação de não ter desfecho, ser mais um final do tipo psicológico, o que pode incomodar também, porém pode ser visto como algo muito artístico.

5 comentários:

Gabriel Villar disse...

Um filme do autor de Jurassic Park é certeza de dar uma conferida =]

Aproveitando a deixa da matéria, pq não fazer um post sobre as traduções de títulos de filmes mais zoadas aqui na "Terra de Vera Cruz". Um exemplo bom é o Vingador do Futuro (que no original é Total Recall) e só recebeu esse título por causa do Arnold Schwarzenegger e do seu mais famoso filme o exterminador do futuro rsrsrs

Skywalkerpg disse...

Talvez eu faça, preciso é de empolgação uahahaha. Mas tem muito título zuado mesmo, o Teen Wolf por exemplo veio como "O garoto do Futuro" porque Michael J Fox é o protagonista e descaradamente pegaram carona no sucesso do De volta para o Futuro, a maior vergonha uahaahaha. Isso sem contar com umas pérolas, por exemplo o Angel's Heart que no Brasil virou Coração Satânico. Simpático não? kkkkk.

CVBDS disse...

Imagino que não seja de conhecimento de todos mas o HBO vai lançar uma série baseada em Westworld com mesmo nome esse ano ainda que estou bem animado para ver

CVBDS disse...

Adicionando ao meu comentário anterior,talvez até porque ouviu falar sobre a série que resolveu falar sobre o filme.

Skywalkerpg disse...

A série que me deu o empurrão, eu estava com ele pra assistir há muito tempo, mas aí um amigo meu apareceu todo empolgado falando sobre o último trailer e resolvi que era o momento pra dar uma olhada na coisa hehehe.