Temporario



Jogos | Séries | Filmes | RPG e Tabuleiro | Animes | Creepypastas | Quadrinhos | Livros | Mapa do Blog | Sobre o Blog | Contato |

domingo, 22 de maio de 2016

Salt and Sanctuary - Praticamente um Dark Souls em 2D

Inicialmente Salt and Sanctuary foi lançado como jogo exclusivo para Playstation 4. Um amigo meu, dono desse console, foi o primeiro a falar sobre esse jogo. O cara era completamente encantado e não parava de falar sobre, dizer que eu precisava jogar urgente, que era muito bom e frequentemente explicando da dificuldade imensa da coisa, além de vez ou outra surtar no skype por ter morrido. Porém mesmo que o PS4 já tenha ficado com um preço mais acessível, fiquei na espera, então quando o jogo finalmente saiu pra PC, não pude resistir!


Esse é um jogo que vai no mesmo estilo de Shrouded in Sanity, ou seja é aquele tipo de obra que é difícil pra cacete. E aliás, se for colocar os dois jogos juntos e comparar com obras anteriores, é como se Salt and Sanctuary fosse uma versão 2D de Dark Souls enquanto graças ao estilo gótico tão peculiar, Shrouded in Sanity fosse um tipo de demake do mais do que lindão e difícil Bloodborne.

A história começa em um navio onde você e um grupo de guerreiros estão escoltando uma princesa para que um acordo de paz seja feito, no entanto tudo acaba muito mal quando uma criatura ataca o navio e começa uma batalha. Você então acorda em uma praia e está preso em uma ilha cheia de mortos vivos e outras criaturas, tendo que então aos poucos descobrir que lugar é aquele.

O universo criado parece muito m ambiente do Ciclo dos Sonhos, o mesmo de histórias como Os Gatos de Ulthar e O Forasteiro. Aliás, toda a coisa em si é cheia de pequenos toques lovecraftianos aqui e ali, por exemplo a criatura que sai do mar e ataca a embarcação se chama "The Unspeakable Deep" que é algo do tipo "O impronunciável das profundezas". Na obra de Lovecraft é bem comum esse termo "Deep" em relação a criaturas das profundezas, como os Deep Ones de A Sombra de Innsmouth, e outra coisa muito presente é a ideia de coisas que vão tão além do que a mente humana pode aguentar que não é possível dizer seu nome com palavras, isso é bem descrito no conto O Inominável.

No próprio conto O Chamado de Cthulhu é explicado que o nome da criatura não é esse, mas apenas uma palavra próxima do que ele consegue pensar do que ele ouviu, mas nem chega perto do próprio nome dela. E por falar em Cthulhu, olha só qual é o visual do Unspeakable Deep, lembrando que ele sai do mar!
E aí, familiar? o negócio? Pois é, mas apesar de tudo o universo apresentado tem toda uma essência própria e só quem é fã de Lovecraft que vai acabar notando esses detalhes que estão na coisa toda. Mas o mundo em si é bem fantástico, um universo de sal, com religiosos em santuários que adoram a deuses próprios e um climinha pesado muito intenso.

Quanto a jogabilidade inicialmente você cria um personagem e existem várias classes diferentes, sendo assim a jogabilidade acaba mudando dependendo do jogador. Isso sem contar que mesmo com as classes diferentes, o jeito da pessoa usar ela também pode variar um bocado, por exemplo você pode ser um guerreiro que costuma desviar rolando, defender com escudo ou atacar quando tem abertura e fugir. Existem vários pequenos detalhes que abrem possibilidades estratégicas.

O combate em si é certamente uma das coisas mais bem trabalhadas do jogo, é algo polido e que foi muito bem calculado para não ser meramente um jogo frustrante. A maioria das vezes ao morrer você sente que foi por vacilo e que se tivesse se concentrado mais provavelmente iria ter conseguido. Isso serve como empolgação para você voltar várias vezes.

Elementos em geral de RPG estão presentes, então você tem um inventário, tem sistema de nível, tem opções de escolha quando conversa com alguns personagens e tem liberdade de vagar pelo mundo como você quiser, pode sair para apenas treinar e subir de nível ou pode ir direto ao ponto. Além de ter outros pequenos elementos como armadilhas e emboscadas.

O sal é algo temático que dá um baita charme a coisa, as criaturas são feitas de sal, assim como você. Quando um inimigo é derrotado ele libera um pouco de sal que você absorve. Você usa o sal para evoluir seu personagem, porém os inimigos também absorvem seu sal se te matam e ficam com ele, você pode voltar e matá-los mas se morrer antes disso o sal é perdido pra sempre.

O mundo do jogo usa o formato Metroidvania, então você vê portas fechadas e lugares que não pode ter acesso de imediato, mas enquanto explora vai deixando tudo mais acessível. Por exemplo tem os santuários, lá você pode usar sal para evoluir, fazer oferendas de estatuetas para atrair mercadores variados e distribuir pontos na sua árvore de skills.

Graficamente eu tenho que assumir que não gostei muito, por um lado o jogo tem um baita de um charme com um visual próprio, no entanto os personagens parecem ser feitos de vários pedaços feitos separadamente e depois colocados para trabalharem juntos, tipo pernas e braços desenhados separados e aí encaixados no final para formar o personagem. Mas como falei existe um certo charme, o traço usado faz o jogo parecer uma pintura.

Enfim, esse é um jogo muito bom, bastante frustrante porém daquele tipo que bate uma incrível sensação realizadora quando você finalmente consegue vencer certos desafios. Então se você é do tipo que gosta de jogos desafiadores como o fantástico Pharaonic, vai adorar esse. Vale a pena dar uma conferida no site da G2A, pois lá eles costumam vender keys da steam por um valor bem mais barato que na própria steam e ainda aceitam boleto bancário. Dê uma conferida aqui


Um comentário:

alex5432 disse...

Awesome, se possível acho que vou comprar ele essa semana...