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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Assassin's Creed Syndicate - Explore a era vitoriana

E chegou a hora de analisar mais um Assassins Creed! Dessa vez o oitavo jogo da franquia principal, dá pra acreditar? Isso sem contar o monte de Spin Offs que temos né? Tipo Liberation HD e Rogue, além de outros jogos menores como Assassin's Creed 2 Discovery para Nintendo DS. Mas com a quantidade exagerada de lançamentos em tão pouco espaço de tempo entre um e outro somado ao fato de que a maioria dos títulos da franquia é acompanhada de um número, acaba dando a falsa impressão de que não são tantos.


Assim como os jogos em geral da franquia, Syndicate também é um jogo robusto e cheio de possibilidade, um ambiente imenso que você explora e admira a quantidade de detalhes presentes. Por outro lado sofre do grande mal que atingiu os jogos anteriores da franquia, foi lançado muito rápido. A quantidade alta de lançamentos faz com que toda essa beleza apresentada acabe não sendo valorizada da forma que poderia, pois com a vinda de um atrás do outro, os fãs já experimentaram demais essa sensação e acaba não parecendo tão bom quanto realmente deveria parecer.

Aqui é apresentada a era vitoriana, e apesar inicialmente você sentir que o jogo parece demais com Unity, não demora muito para perceber que as coisas parecem bem mais modernas. Toda aquela sensação industrial que a coisa passa, com trabalhadores pra todo lado e imensas máquinas dentro de galpões. Existe um toque próprio na coisa e uma sensação que ao mesmo tempo que é de época antiga, também apresenta um toque moderno.

As suas de Londres são fantásticas, aquele toque sombrio na coisa, pessoas bem vestidas dando um baita de um charme e gangues para todos os lados, além de outros problemas como o trabalho infantil e os mais variados tipos de bandidos. As ruas são cheias de carroças e os rios lotados de imensos navios passando.

Nesse jogo pela primeira vez você assume o papel de dois personagens ao mesmo tempo, um casal de gêmeos. Isso adiciona não apenas essa possibilidade, mas também pela primeira vez é colocado na franquia principal uma protagonista feminina. É verdade que já vimos a Aveline em Liberation, mas aquele não é um título da franquia principal.

Os personagens tem missões próprias, sendo assim em alguns casos só podem ser resolvidos com um deles, mas também tem as missões alternativas que você pode fazer com qualquer um deles. Por outro lado no modo exploração você pode trocar a qualquer momento para qualquer um dos dois. Algo que pode deixar aqueles que sempre quiseram controlar uma mulher em AC, muito mais a vontade.

Cada um dos personagens também tem sua própria lista de habilidades e equipamentos que você pode comprar da forma que melhor achar. Sendo assim é possível que a jogabilidade mude de forma estrondosa dependendo do que você evoluir na árvore de talentos de cada um. Os pontos são diferentes e os equipamentos também podem ser muito diferentes.

Achei o combate extremamente mais difícil do que qualquer outro jogo da série, nesse realmente você apanha demais, não é como nos outros que facilmente é possível se dominar as coisas. Fora talvez Assassin's Creed 1, que para dominar o combate eu ralei um bocado, mas depois me senti totalmente no controle, só que no caso desse isso simplesmente não aconteceu pois não é só a questão do controle, mas a vida dos inimigos as vezes demora tanto pra baixar que chega a ser chato o combate.

Você precisa obter os modelos de equipamentos para conseguir criá-los, e para isso precisa de materiais certos. Achei essa ideia ótima, pois você realmente acaba querendo ir participar de mini-games presentes que dão certos itens, ou mesmo sair em busca de baús e itens espalhados pelo mapa. Dá aquela empolgação a mais de coletar coisas.

Pela primeira vez adicionaram crianças ao jogo, o que na maioria dos títulos que envolvem assassinato não aparecem. Isso porque obviamente acaba por gerar polêmica. É natural que os jogadores vão descer a bala nos pirralhos e aí a mídia logicamente vai dizer "Esse é um jogo onde se pode assassinar crianças!", o que soa forte pra caramba.

Mas a Ubisoft resolveu isso de uma forma interessante pra caramba, ela inseriu um erro do Animus, sendo assim se você atira em uma criança, ela pisca com uma estática ao redor dela, não existe uma animação de morte e é impossível feri-las. Uma ótima forma de escapar dessa polêmica que definitivamente iria gerar.

No entanto elas não foram inseridas por acaso, um dos principais temas abordados no jogo é o trabalho infantil. Aqui isso é muito mostrado, para todos os lados você vê crianças e algumas são forçadas a trabalhar. Existe inclusive uma das missões alternativas que é liberação de crianças, onde você invadir fábricas e aos poucos as vai soltando.

Os protagonistas são líderes de uma gangue, os Rooks, e é preciso fazer essa gangue crescer e ganhar notoriedade, para isso é necessário crescer em seu território. Então um dos toques especiais do jogo são as brigas de gangue. Você pode chamar membros e ir até outros territórios para cair na porrada com os adversários.

Além de recrutar, é possível também adquirir melhorias para gangue, o que faz com que cada vez mais eles se tornem melhores lutadores ou tenham algumas vantagens na hora da pancadaria. Podem servir também como a perfeita distração para você fazer determinados objetivos sem que os olhos estejam virados pra você.

Mas para se conseguir mesmo lugares, você tem que fazer missões nas áreas, podem ser coisas como atacar uma base inimiga para seus capangas usarem, assassinar um alvo templário, sequestrar alguém que está causando algum tipo de problema (Que adiciona uma jogabilidade nova à franquia) e libertar crianças em fábricas.

Nesse Assassin's Creed existe um forte toque de humor, as piadinhas são mesmo constantes entre os gêmeos e isso deu um certo toque de filme de ação casual à coisa. Não há um foco tão forte na seriedade do Credo de Assassinos. E as piadas não se limitam aos protagonistas, você vê situações engraçadas por toda parte, tipo em uma fábrica com trabalho infantil você pode ouvir coisas como "Comecem a trabalhar com força ou o gordinho aqui leva chicotada!" e em meio a um combate super agitado, a voz de um inimigo dizendo "Cuidado! Ele é arisco!". Uahahaha.

Existem missões de diversos personagens que tem temáticas próprias. Uma coisa que eu amei demais nesse jogo, foram as missões do escritor inglês Charles Dickens. Ele está frustrado com a crença dos cidadãos de Londres no sobrenatural, pois sabe que vive em um lugar avançado e acha isso absurdo. Sendo assim criou o "Clube Fantasma" que investiga casos sobrenaturais.

Agora imagina como não combinou a coisa? São missões do tipo uma casa que as pessoas veem assombrações a noite, um demônio que vaga pela cidade e ataca quem achar pela rua, e diversos criminosos que cometeram crimes mas não lembram de nada, porém dizem que estavam possuídos e descrevem uma cena semelhante. As missões dele são sempre a noite e você procura dar uma explicação lógica aos acontecimentos, ficou espetacular a coisa!

A base também merece um destaque, ela não é em um lugar fixo, mas sim em um ambiente que não poderia ser mais industrial, um trem! É muito boa a sensação de ir até lá, arrumar as coisas, ver as novidades e saber que está em movimento, além de você as vezes estar indo naquela direção e quando estiver chegando, subir no trem e observar a cidade passando ao lado, aquelas chaminés imensas soltando fumaça e o climinha fantástico.

E claro, eu não poderia deixar de falar do gancho né? O que fez o jogo se tornar muito mais agitado! Agora você pode realmente se sentir o Batman e lançar um gancho para subir com muita velocidade em locais extremamente altos, facilitando também as fugas, além disso é possível usar ele para escorregar. A coisa é muito mais irreal do que as outras geringonças de Assassin's Creed, mas ficou fantástico.

Enfim, tem muito mais coisas obviamente, Assassin's Creed é assim, grandioso, cheio de detalhes. O jogo é maravilhoso, a única coisa que enfraquece ele é realmente a quantidade de lançamentos alta. Se esse tivesse sido lançado pelo menos dois anos após o Unity, tenho certeza que o impacto seria imensamente maior, mas foi lançado pouco menos de um ano depois. Mesmo assim a coisa consegue ser maravilhosa, recomendo!



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