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sábado, 15 de agosto de 2015

[Conto] Seis Lados

Nós sempre nos arrependemos de algo que fizemos. Sabe, é natural. Por impulso, por vontade, por qualquer coisa. Eu fiz essa coisa, sabe? E deu merda. Vou contar para vocês o que aconteceu.
Era julho de 1995. Minha vida não ia nada bem. Minha namorada me traiu, meu pai tinha morrido, meu irmão usava drogas...é. Para resumir, uma vida de merda. Mas uma coisa mudou minha vida. Eu ainda era muito jovem. Gostava de me arriscar. Coisas do tipo.
Um dia, eu estava voltando para minha casa, e vi um sujeito parado no portão. Ele utilizava um casaco e um chapéu, e estava segurando um dado. Ele me parou, e iniciou uma conversa comigo:
-Rafael. Sua vida aparenta estar uma desgraça, não? Bem...eu tenho uma coisa aqui, um dado, mais precisamente, que pode mudar sua vida.
-Como sabes meu nome? – falei.
-Isso não importa. O que importa é que este dado aqui, que eu tenho em minha mão, pode te ajudar. Cada número significa algo. Poder, Vingança, Sorte, Vida Eterna, Sabedoria e Amor. Quer tentar?
Eu achei que ele estava louco, ou tinha utilizado alguma droga. Sei lá. Tinha 20 anos, pelo amor de Deus.
-OK. Me dê o dado – respondi.
O homem me deu o dado; eu lancei ele para cima. Quando ele chegou na minha mão, o número era 5.
-Sabedoria...considere-se uma pessoa de sorte. Jogue mais uma vez. – disse o homem.
Quando ele terminou de falar esta frase, a aparência dele mudou. A pele dele ficou esquisita, e a roupa que ele utilizava parecia ter mudado de “textura”. Parecia pele humana.
Eu joguei o dado mais uma vez; novamente, deu o número 5. TINHA que ser um dado viciado.
-Mais uma vez a Sabedoria, jovem? Jogue novamente. – falou ele.


Novamente, a aparência dele mudou. Mas não foi só a porra da aparência, a rua inteira mudou. Ele tinha tirado o chapéu dele naquela hora, por sinal. A cabeça dele não era uma cabeça humana. Que tipo de pessoa tem a pele toda cinza, decaída, e oito olhos? O corpo dele também mudou. Não era mais o físico de uma pessoa. O casaco dele também ficou decaído; as mãos dele...puta merda, a pele das mãos dele sumiram, apenas os ossos estavam a mostra.
-...Que diabos é você? – eu disse.
-Depende do que você quer me chamar. Alguns me chamam de satã, outros de demônio, alguns até de “Lúcifer”, que é o meu apelido favorito. Mas não sou nenhum desses. Eu posso ser considerado uma criatura do inferno. Olha...esse dado significa morte, praticamente. Caiu em sabedoria, você se fodeu. Bem...recomendo correr, planejo te matar. Ou talvez retirar sua pele por total, o que acha?
Naquele momento, a merda chegou no ventilador. Obviamente, saí correndo, não sabendo o que aconteceu direito. Mas não era uma alucinação, essa coisa tá me perseguindo até hoje. Por sinal, hoje eu encontrei uma nota do meu pai no refrigerador. Dizia que ele ia voltar para casa as 20:42. O problema é que, como eu falei, ele morreu. Acho que era aquela coisa novamente, tentando me deixar insano. Bem, nem ligo mais, minha vida já deve acabar daqui a pouco, já que essa “coisa” está na minha frente.

Autor: André Mioto

Esse é um dos contos que concorreu no concurso de contos de terror do blog.

3 comentários:

Miya Seat Lee disse...

Esse cara aí que gosta de ficar zoando os pobres seres humanos...
Gostei do conto!

Matt Kist disse...

Se você já tá fodido, porque não roubou o dado, meu jovem?
O número 4 dá vida eterna =P
O número 1 dá poder, que você poderia usar contra esse bixinho medonho, e tem algum atributo mais legal para um ser humano do que o número 3, sorte? hehehe
Eu quero esse dado. Comofas?

Alex 5432 disse...

Realmente.