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sábado, 1 de agosto de 2015

[Conto] O caçador

Era Sábado, dia mais movimentado na Festa do Aniversario Municipal, pessoas dançavam ao som de artistas regionais enquanto outras brincavam em um parque e outras mais bebiam em bares.
Carlos estava lá como todos os anos, ele andava sem rumo pela área, afastado das multidões e sentindo o frio agonizante característico da época.
Estava tudo mórbido, como sempre, até que se esbarra em uma pequena aglomeração em uma sombra, parecia ser um grupo de pessoas cercando outras.
- O que está acontecendo aqui? – Ele pergunta.
Um daqueles indivíduos parece ouvi-lo, e se vira.
Era uma figura horrenda, seu corpo parecia humano, mas todo deformado. E sua boca derramava uma mistura de saliva, sangue e pedaços de carne.
-MAS QUE PORRA É ESSA?!! – Ele grita e recua, com ânsia de vômito. As outras criaturas o veem e começam a segui-lo, abandonado o que estavam fazendo: comendo uma pessoa, já morta.
Ele corre e consegue despista-los, quando chega de volta à praça encontra alguns amigos.

- Ei Carlos, você está bem? – Pergunta Maria, reparando em sua respiração ofegante e sua palidez. – Viu um fantasma? – Ela ironiza.
Antes de conseguir responder uma mulher ensanguentada passa correndo por eles.
Então eles percebem a gritaria e todas as pessoas correndo vindas do lado ocidental da festa.
- São demônios! – Grita outra mulher que passa.
- Maria! Augusto! Venham! – Carlos grita aos dois amigos, e os três correm junto com a multidão, todos indo para o parque de diversões que estava instalado para a festa.
Quando chegam ao parque havia uma carnificina, crianças mortas e criaturas semelhantes àquelas que Carlos viu, se alimentando de cadáveres.
Augusto vomita ao ver uma daquelas coisas comer os intestinos expostos de um menino, ela parecia bastante entretida com seu banquete mirim, nem reparou a chegada daquela multidão.
- Socorro! Socorro! – Gritava uma garotinha vinda de uma piscina de bolas. – Socor!!! – Ela se cala.
Uma enorme comitiva de monstros chega, pareciam estar cortejando alguém. Um grande ser toma frente daquela comitiva, ele era gigante, parecia ter três metros de altura, era bem espeço, tinha asas que pareciam de um dragão e chifres. Ele então levanta seu braço e aponta o dedo para Carlos, que olha para os olhos do monstro, eram olhos totalmente negros, um vazio agonizante.

Carlos então se vê num lugar branco para todas as direções, mas sujo, com sangue, corpos inteiros ou em pedaços, com um horizonte que parecia inalcançável.
- Você precisa vim conosco. – Surge o Grande Demônio.
- Q-Quem é você? – Ele pergunta, tremulo.


- Meu nome é Cartozad, sou um dos Cinco Caçadores. E você, como deve estar supondo por nossa experiência psíquica, é a caça do dia.
- Mas por que Eu?

Antes mesmo de poder ser respondido Carlos volta de seu transe, acordado por Augusto.
- Você está bem?
- Ele está atrás de mim!
A multidão do parque começa a correr enquanto a marcha de demônios prosseguia destruindo tudo o que via pela frente.


- Filhos de Deus, refugiem-se na casa do Senhor! – Grita um padre quando as pessoas começam a chegar perto de uma igreja da cidade, depois de metros de corrida.
Já com todos lá dentro o exército demoníaco alcança o pátio da igreja.
- Demônio volte para o Inferno! – Ordenava o padre segurando um cajado com uma cruz.
O Grande Monstro apenas o pega cabeça e o arremessa para longe. E invade a Igreja.
- Humanos estúpidos. – Diz ele, sorrindo ao ver que as pessoas entraram todas na igreja, sem saída.
Algumas pessoas começam a ir atacar os demônios, e são rechaçados por eles.
Augusto vai junto.
- Volte Augusto! – Grita Carlos.
- Eu não sou um covarde, se não lutarmos morreremos! – Ele responde.
Cartozad pega Augustus, abre sua caixa torácica como se fosse uma janela, e o arremessa para o altar da igreja.
Maria entra em choque enquanto Marcos tentava acalma-la e outras pessoas iam sendo mortas ali mesmo.
A carnificina acontece. A Casa do Senhor se torna um Restaurante Macabro.
Por fim, com todos mortos, exceto Marcos e Maria, com a igreja imunda de sangue e pedaços humanos o Grande Demônio anuncia.
- Eu, Cartozad, vim atrás de você, Marcos.
- Não! – Maria grita, em vão.

Cartozad vai até joga Marcos no chão, e se curva até ficar cara a cara com Marcos.
- Porque você um Protetor. – Ele responde à pergunta feita anteriormente por Marcos, calmamente.
- Eu sou um Protetor de que??!
- Vocês são pessoas que podem impedir o Processo que chamam de Apocalipse. Nós, Caçadores somos demônios de elite cuja missão é destruí-los para que o Processo comece. – Ele responde novamente, com a mesma calma. - Mas eu não entendo porque vocês podem impedir o processo, não são capazes nem de se proteger, não deveriam ser chamados de Protetores.
O Demônio então afunda suas mãos no peito de Marcos, tão rápido que não houve reação.

No dia seguinte imprensa, policia e até as forças armadas estavam na cidade, alguns policiais chegam à igreja.
Um deles acorda Maria.
- O aconteceu aqui, moça?
Ela desperta desesperada, já começando a chorar.
- Cartozad! Cartozad! Eles chegaram e...
- Acalme-se. O que importa é que você está bem. – Ele tenta acalma-la.
- Então havia um Protetor aqui? – Pergunta uma policial, sem esperar uma resposta – Você tem sorte de sobreviver.
- Você sabe que não deve haver testemunhas, não sabe? – O policial pergunta à sua colega.
E ela dá um tiro na cabeça de Maria.
- E quem disse que há testemunhas? – Ela pergunta em tom de deboche. – Deixe que os outros Caçadores façam seus trabalhos. Este Mundo deve cair.
- Ninguém deve saber o que aconteceu.

Autor: Jean Sith

Esse é um dos contos que concorreu no concurso de contos de terror do blog.

2 comentários:

Matt Kist disse...

Hoje, Carlos, Maria e Augusto (hora chamado de Augustus) acabam de pintar na área e já vivem se metendo em confusão. Vai sobrar muita aventura para ninguém botar defeito, quando essa galerinha resolve aprontar em uma incrível fuga onde não vai faltar diversão e muitas enrascadas! Em ritmo de confusão, aprontando altas aventuras, essa galerinha vai pintar aqui na sua telinha, na seção de contos de terror do blog NerdMaldito!

Jean SI disse...

Meu conto!