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quinta-feira, 16 de julho de 2015

[Conto] O encontro

Estou preso por dois anos nessa cadeia velha, mesmas brigas, guardas e sem garotos novos. Enfim, quase mesma cadeia deste que entrei aqui.
Há umas duas semanas paramos de receber alimentos, nenhum prisioneiro novo entrou ou muito menos saiu aqui de dentro. Estamos com poucas sobras de comida, dizem que houve uma tempestade grande lá fora e que agora não conseguimos alimentos.
Mas, um dia o portão se abriu, um garoto novo passou pelos enormes portões! Seu nome era Angelo, entrou calado levado por um policial, entrou na cela da minha frente. Infelizmente seu amigo de cela era Pablo, um cara não muito amigável por ali, nesses últimos dias havia se estressado por não ter comida o suficiente e estava em seus dias ruins.
Fisicamente Angelo era alto, mas muito magro e seus olhos eram grandes como de uma coruja que te observa quase todos momentos.
Após 2 dias Pablo ficava sentado e dormia no chão, algo estranho. No quarto dia Pablo chorava constantemente...
Era noite e não consegui dormir, fitava o teto sujo e fechava os olhos. Estava escuro e ainda pouco se podia ver. Por alguns minutos escutava vozes baixas da cela do Pablo.

Escutei barulho da cela se abrindo de vagar.

Pablo estava caído e ensanguentado no chão.

Havia um adaga na mão de Angelo.

Havia uma marca que não reconheci na parede atrás de Angelo, era o sangue de Angelo.

Todas celas se abriram.

Todos começaram a se matar brutalmente.

Angelo sibilava algo e ria.

Meu corpo estava congelado.

Minha cela era a única ainda fechada e Angelo me fitava constantemente, só conseguia segurar meu terço nas mãos, Também percebi que já estavam todos mortos. Os policias não apareceram, fique chorando espantado e olhava Angelo sangrar pelos olhos.
Pela marca na parede começaram a sair 'coisas'', não dava pra descrever. Angelo caiu de joelhos e atrás dele um homem com três cabeças:

Touro
Leão
Humana

Em suas asas negras haviam sangue e a alguns olhos humanos, animais e desconhecidos.
Pude apenas perguntar.

- Quem é você ?

-Estou apenas levando minhas criações para outro lugar. Meus experimentos irão reiniciar em um novo mundo e agora que esta quase tudo completo preciso da sua matéria prima pra selar esse mundo.

Meus olhos começaram a sangrar, senti algo agarrar minha perna de baixo da cama. Eram mãos em carne viva e então muitos deles se juntaram em frente a cela, me olharam por alguns segundos:

Fechei os olhos.

A dor foi constante.

Tudo escureceu.

Foi o ultimo da humanidade, mas não pra mim!

Preciso de mais matéria prima. Sinto sua matéria prima pulsando.

Autor: Cristofer Maciel

Esse é um dos contos que concorreu no concurso de contos de terror do blog.

Um comentário:

Miya Seat Lee disse...

Achei meio retrô esse negócio de penitenciária! Gostei!