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sábado, 18 de julho de 2015

[Conto] A criatura do porão

Quando completei 18 anos, decidi sair da casa dos meus pais, aluguei uma pequena casa um pouco afastada da cidade e me mudei. A casa era bem pequena e velha, o piso de madeira rangia toda vez que eu andava sobre o chão, aquele lugar me passava uma má impressão, mas eu precisava da minha liberdade, do meu espaço, então decidi ficar ali até arrumar um lugar melhor.

As semanas foram se passando e eu comecei a escutar um barulho estranho vindo do porão toda noite, mas eu apenas ignorava e tentava voltar a dormir. Aquele barulho era realmente assustador, era como se algo estivesse sendo torturado, eu podia ouvir pequenos gritos, batidas na parede e horríveis e agudos grunhidos, mas eu simplesmente ignorei. Uma semana se passou. Não conseguia pregar os olhos nem por um segundo. Estava com medo de descer no porão sozinho, pensei que poderia ser algum animal perigoso, então chamei um dedetizador.

Ele chegou na manhã seguinte, contei a ele sobre os barulhos e ele desceu no porão sozinho. Ele disse para eu não me preocupar, pois deveria ser um gambá ou coisa do tipo. Ele ficou lá em baixo por alguns minutos, eu estava na cozinha, quando, escutei um grito.

Fui ver o que era, o dedetizador estava subindo as escadas correndo, num tom de pânico, quando ele chegou em cima rapidamente fechou a porta, pegou suas coisas e foi para a saída. Eu esperava que ele falasse alguma coisa, mas ele não disse nada.

-O que diabos aconteceu lá em baixo?
-Não foi nada...eu...apenas...me assustei com algumas caixas.
-Mas e o gambá...ou seja lá o que era?
-Não há nada de errado, não tem nada lá em baixo, não se preocupe!
Ele bateu a porta e saiu, eu podia ver claramente que ele estava mentindo, então, por segurança, decidi trancar a porta do porão. Depois fui dormir. 

Acordei no meio da noite com mais grunhidos estranhos, só que dessa vez mais fortes. De repente eu comecei a escutar algo batendo forte na porta, como se quisesse arrombá-la. Depois escutei um barulho muito forte, eu me levantei. Depois escutei um som metálico, fui até a cozinha e todas as minhas panelas, que ficavam penduradas em um gancho em cima da bancada, estavam caídas no chão. Olhei em volta. A porta do porão estava aberta. 

Eu estava amedrontado, me agachei para recolher minhas panelas e logo senti algo tocando minhas costas. Fiquei imóvel. 

Quando me virei pra trás me deparei com uma criatura horrenda. Era alta e muita magra, totalmente esquelética, tinha um tom de pele acinzentado e os olhos totalmente brancos. Me levantei e corri daquela coisa, ela veio atrás de mim, subiu as paredes e me seguiu, ela estava totalmente calma, e eu estava em pânico. A porta da frente estava trancada, as chaves estavam em cima de uma escrivaninha ao lado, tentei pegar as chaves, mas a derrubei, olhei para cima e vi aquela coisa pendurada no teto, ela estava me observando. Lentamente me agachei e peguei as chaves, a criatura ficou imóvel, calmamente tentei abrir a porta, mas estava amedrontado e não conseguia acertar o buraco da maçaneta, olhei novamente pra criatura, fechei os olhos e comecei a rezar, na esperança daquilo tudo Sr um terrível pesadelo. Depois ouvi um grito muito alto, abri os olhos e aquela coisa pulou em cima de mim e começou a me morder. Eu desesperadamente pedia por socorro, mas nada. 

No outro dia acordei no chão da cozinha, meu corpo estava cheio de marcas estranhas, arranhões e cicatrizes. Peguei as chaves no chão, destranquei a porta e corri, corri o mais rápido que eu pude. E não parei de correr...

Autor: Benigno Júnior

Esse é um dos contos que concorreu no concurso de contos de terror do blog.

Um comentário:

Miya Seat Lee disse...

Que medo! Sempre que falam de porão já fico incomodada, para quem é claustrofóbica é sempre torturante locais assim, nunca se espera nada de bom do porão!
Gostei bastante do conto, parabéns a quem escreveu!