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segunda-feira, 6 de julho de 2015

[Conto] A árvore de chumbo

A aproximadamente 15 anos atrás, numa comunidade no interior do Pará, um caso ocorreu. A curiosidade e a estranheza do ocorrido da arrepios até hoje na fase adulta de minha vida.
Era uma comunidade simples cortada por apenas uma estrada , cercada por mato, maior parte mata fechada, e nas pequenas áreas abertas tinham casas de fazenda na qual a mais famosa era a do maior fazendeiro daquelas bandas. Nela morava o caseiro Antônio das Cruzes e sua mulher Aldanira Reis de Amorim. Casal bondoso e humilde.
Naquela época o místico ainda não perdia terreno para o avanço do progresso, seu Antônio gostava de boa caça feita para a janta e decidiu que traria uma, após se despedir , ganhou as matas que lhe rodeavam , e muito andou, observando tudo onde ia. Não muitas horas depois , formou-se chuva adiante, e em seguida a torrente pisava nas costas de seu Antônio, que correu a procurar abrigo, e entrou em uma árvore velha que nunca tinha visto , parecia de chumbo , mais tinha um oco que permitia-lhe abrigar-se da chuva. Eis que ele adormece, e acorda nas horas seguintes com a noite já longa , e põe-se a andar pra casa.
A lua dava seu esplendor que nem uma nuvem ou estrela havia de se atrever a atrapalhar, na região um leve nevoeiro se espalhou. Na sua casa seu Antônio chegava ,e aparentava não ser mais Antônio. Dona Aldanira o olhou e perguntou como estava , e este a disse que deitasse logo pois queria que a mulher prestasse os serviços conjugais , esta vendo tal reação , pede explicação ao marido, que lhe da um bofete , e arranca sua saia , deixando a despida na parte de baixo. Ela grita e o renega , possuído pela árvore ele pega uma vassoura e fere suas regiões íntimas.
Vendo o desespero da mulher ele a deixa e foge. Ela com a ajuda de vizinhos que mesmo longe ouviram-na gritar. Ela conta o ocorrido, e o senhor Jorge lhe fala:
- Dona Aldinora. A senhora já não recordas ? Seu marido já não vive mais entre os vivos, não poderia ele ter feito tal atrocidade com a senhora. Ele morreu a dois dias quando saiu para caçar e durante a chuva foi atacado por algo que deixou , só a cabeça de recordação.
Dona Aldinora mesmo ferida , alçou carreira e caiu mata adentro. Foi encontrada no próximo meio dia depois da noite fatídica , empalada na árvore de chumbo que trazia os dizeres :
"Aquele que neste árvore abrigo procurar, somente a morte receberá e nesta terra andará até que o amados , para a árvore de alimento os dará."
Naquele dia , os vizinhos descobriram o restante do corpo de seu Antônio , escorado no oco da árvore enquanto a cabeça pendurada por cipós se encontrava.

Autor: Renato Alexandre

Esse é um dos contos que concorreu no concurso de contos de terror do blog

3 comentários:

Bard disse...

Eita, seu antonio parece ter um primo em westeros que faz a mesma coisa com mulheres.

Matt Kist disse...

Mas de vassoura, seu Antônio?

alex5432 disse...

Muito bom, porém se tivesse a linguagem mais simples teria ficado melhor...