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terça-feira, 30 de junho de 2015

[Conto] A mulher de Vermelho

Gostaria de lembrar, antes de tudo, que essa história, apesar de realmente ter acontecido, não tem nenhum tipo de “evidência” que prove que as nossas teorias estavam certas. Pode parecer bobo, mas é sempre bom avisar.
Tudo começou com um sonho. Eu estava sentado no chão da sala de casa, com as costas no sofá. Devia estar vendo algum desenho bobo no Cartoon Network ou fazendo lição, mas me lembro que estava com sono.
Me espreguiço e encosto minha cabeça no assento do sofá. O teto de gesso branco me olha de volta, como uma lousa de escola que acabou de ser limpa e está esperando ser usada.
Fecho meus olhos e fico naquela confortável posição. Adormeço antes que eu possa perceber.
Ouço um barulho estranho. Um chiado de TV? Abro os olhos e percebo que a sala está diferente. O teto branco agora estava sendo iluminado por uma estranha luz azul.
Levanto minha cabeça e descubro que o barulho que havia me acordado era realmente um chiado de TV. Eu... Eu não me lembro de ter tirado do canal. Ao longe, um barulho de gotas pingando pode ser escutado.
Ping.
O que está acontecendo?
Ping.
Por que não consigo me mover?!
Ping.
De repente, escuto um gemido vindo de cima. Novamente encosto minha cabeça no sofá.
Havia uma mulher no teto.
Ela estava grudada, como se a fina placa de gesso fosse seu chão. Seus braços estavam completamente abertos, e sua única peça de roupa era um vestido vermelho puído.
Água pingava de suas mãos.
Ping.
Seu rosto era a pior parte: buracos completamente negros me encaravam do lugar onde seus olhos deveriam estar. Sua boca, um pouco aberta, deixava sair um fraco gemido.
Durante aqueles poucos segundos, seus cabelos negros – que se mexiam como se estivessem dentro d’água – começaram a crescer, e pequenos fios pretos apareceram em sua pele branca como neve.
Eu não me movi.
Ping.
A... Aju...
Ping.
Aju... De...
Ping.
AJUDE-ME!
Sua boca se abriu e mais cabelos negros e molhados saíram dela.
E então ela caiu.
---
Abri meus olhos e fitei o teto branco. Não havia nenhuma mulher lá. A TV ainda estava no canal de desenhos.
Ping.
Levantei meu olhar, assustado. Ainda não tinha ninguém lá.
“Ah, droga, o chuveiro está pingando de novo!”
Ping.
Ouço meu irmão levantar da cama e seguir até o banheiro. Tinha sido apenas um sonho. Um pesadelo, para ser mais sincero.
Me levanto e desligo a TV. Sigo para o meu quarto, me sentindo mais leve do que antes. Apenas um sonho. Nada mais do que isso. Sento na frente do computador e aperto o botão de ligar.
Apenas um sonho.
O barulho dos pingos havia parado. O resto da minha tarde foi normal. Acordei na manhã seguinte no mesmo horário de sempre. Tomei um banho, coloquei meu uniforme e tomei meu café.
Mais um dia normal. Chego na escola e aceno pra minha amiga. Ela estava um pouco pálida.
“O que aconteceu?”, pergunto.
Ela me olha e diz:
“Eu... Eu tive um sonho estranho.”
Meu coração para por um segundo.
”Tinha uma mulher... E ela não tinha os olhos, era muito bizarro.”
Não. Deve ser apenas uma coincidência.
“Ela não estava usando um vestido vermelho, estava?”
A expressão no rosto dela disse tudo. E então eu ouvi um som familiar. O som de gotas caindo.
Ping.
Ping.
Ping.
Ajude-me...

Autor: Pedro Araújo

Esse é um dos contos que concorreu ao concurso de contos de terror.

4 comentários:

New El disse...

Vou ler amanhã,sou louco não,eu quero dormir essa noite.
Sky, você posta um conto desses, quase meia-noite de propósito??

Skywalkerpg disse...

É pra manter um suspense. Ò_____Ò!!!

Matt Kist disse...

Hehehehe. Gostei do conto.
Valeu Pedro!
Simples e redondo. Simples é bom.
Quando chegar no meu conto (Rituais) quero só ver a galera reclamando que não entendeu e não faz sentido nenhum. uhauhaua

lucas borges disse...

Bom eu tava sem net então não pude enviar meu conto aqui esta ele:
Acordo no meio da noite assustado ouvindo passos proximos a minha janela mas logo lembro que meu vizinho tem o custume de caminhar para poder pegar no sono novamente.
Aliviado vou para a cozinha beber um copo de agua e olho o meu velho relogio cuco que fica na sala a caminho da cozinha nele marca 3:45 da manha rio sozinho ja que meus amigos dizem que das 3 as 4 da manha é a hora morta.
A caminho do meu quarto consigo ouvir um som mais fraco de passos e tenho a conclusão que meu vizinho ja entrou em sua casa, neste mometo chego no meu quarto e vejo... ELE ... O assassino fantasma me fitando com um olhar sadico.
Ele resolve falar e dis:
-HA HA HA você pareçe cansado e deveria durmir deixe eu te ajudar HA HA HA .
Suo frio e digo de sem pensar:
-Dormir? Mais eu não quero dormir.
Ele ri mais auto e lembro que minha 9mn fica embaixo do meu travesseiro e num movimento brisco ele pula em direção a mim com seu sorriso sadico e sua faca de cozinha na mesma hora pulo em direção a minha cama e pego minha 9mn.
Por um milagre consigo pegar ela antes dele me matar e com um ton quase sarcastico ele ri mais uma vez e neste momento eu entendo... minha arma estava sem munição e ele de alguma forma sabia disto...
Ele pula em direção a mim rindo e acerta uma facada em meu braço direto dou uma coronhada nele e ele se afasta para mais um golpe e então...
4 Batidas ... ele desapareçe como fumaça.
Indago o que ocorreu nestes 15 minutos e começo a sentir a dor do meu ferimento...
Foi real...
Ousso uma batida na minha porta e meu vizinho esta lá perguntando se eu avia ouvido alguem amdando proximo a nossas residencias. Apenas bato a porta na sua cara e vou dormir.
Antrs deste ocorrido eu era considerado o maior general brasileiro, depois do ocorrido eu não passava de um bebado inveterado.
Hoje eu acordei de novo as 3:45 so que estou escrevendo e tentando deixar esta historia para os outros... estou ouvindo passos novamente... sinto uma respiração profunda nas minhas costas.. acho que desta vez ele me ponhara para dormir.