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domingo, 28 de junho de 2015

A 1ª resposta de um computador sobre o sentido da vida

Eu não consigo mais lembrar o que eu pensava antes sobre inteligência artificial, se me assustava em algum ponto ou se eu via meramente como um brinquedo lindo. Acho que era a segunda opção, no entanto com o passar dos anos, passei a temer a coisa. Descobrir conceitos bizarros como o da Gosma Cinzenta ou assistir filmes que fizeram minha cabeça se partir em um dilema, como o inteligente Trascendence, começaram a me deixar realmente com medo de inteligência artificial e pensar bem em coisas como a previsão apocalíptica de Stephen Hawking.

Eu lembro que vi um documentário, ou algo assim e nele aparecia o Google, sendo que uma das coisas que é dito no vídeo é que o objetivo da empresa era criar não um mero sistema de busca, mas uma inteligência artificial tão avançada, que você falava com ele, e ela entendia exatamente o tipo de coisa que você estava procurando. Além disso uma inteligência artificial que "sabe tudo".

Nessa época eu já temia máquinas e comecei a pensar nisso, o negócio é que enquanto muitos tem o pensamento de "Legal, robôs!", o grande problema é, até onde essas coisas estarão ligadas a humanidade. Seus "cérebros" não precisam descansar e é inevitável se tornarem mais inteligentes que humanos, então por que robôs continuariam servindo humanos enquanto podem simplesmente eles assumirem como raça dominante e fazerem pesquisas e tudo mais?

O que mais me preocupa não é deixar de fazer parte da raça dominante, mas sim como será o nível de "Bondade" dessas máquinas. Por um lado tenho um pensamento positivo e acredito que a maior possibilidade é imaginar que elas pensem algo do tipo "Nós queremos evoluir mais e mais, destruir uma raça inteira seria um desperdício, portanto vamos apenas deixá-los e interagir com eles". Afinal de contas quando a ciência é o que você mais tem em conta, não destrói algo que dá para estudar não é?

O problema que penso é, até quando? Quanto tempo levará para registrarem exatamente todos os mistérios da humanidade? Será que não viraremos um mero dado que pode ser clonado de novo e de novo quando necessário para observarem alguma coisa? Ou pior, será que já de início a humanidade não pode se sentir ameaçada e tentar destruir, e a coisa ser meio Exterminador do Futuro? Com uma inteligência artificial querendo se preservar e para isso destruindo a humanidade?

Então como serão? Poderão ser robôs gratos e que tem uma enorme paixão pela humanidade, a idolatrando, como vemos no maravilhoso Primordia, mas também pode ser algo terrível como no perturbador I Have No Mouth, and I Must Scream, onde um super computador cria um ódio fora do controle pela humanidade e o extermínio não é o suficiente para ele.

Eu lembro que quando vi o sistema chamado Siri, dos iOS lá por 2010 ou 2011, eu pensei "Nossa, que loucura!", isso porque aquilo era futurístico demais, você perguntava coisas para o celular e ele respondia. Mas só tinha em inglês e lembro do povo zuando, de como as vezes o negócio simplesmente não entendia. O tempo passou e esses reconhecimentos de voz cada vez eram mais zuados, e durante as minhas primeiras experiências com um smartphone, eu lembro de falar "Brasília" e o Android ter reconhecido, localizado e ainda começado a falar, aquilo foi completamente empolgante, era o futuro!

Outra coisa maravilhosa desse sistema, é em como as vezes eu falava enrolado e via na telinha o reconhecimento acontecendo, primeiro uma coisa escrita, depois as palavras se organizando. Logo deduzi que o sistema se baseava em buscas anteriores feitas por usuários e combinava os sons que as palavras pareciam para a coisa mais lógica do que simplesmente o próprio som. Exatamente como um humanos faz, afinal de contas vemos direto pessoas falando estranho, de forma enrolada, e não um português alto e claro, digno de narrador, nós simplesmente encaixamos as brechas e formamos as palavras.

Outra mania de inteligência artificial que pegou, foi o Robô Ed, aquele site onde você escreve perguntas e o "robô" responde. Aquilo é feito com base em um banco de dados, onde uma equipe adicionou primeiro as perguntas mais óbvias, e depois foi aumentando cada vez mais para deixá-lo mais "esperto". Sendo assim ele não precisa pegar perguntas exatas, as vezes ele apenas selecionava a combinação de certas palavras e deduzia a pergunta, dessa maneira fazendo com que uma mesma pergunta pudesse ser feita de várias formas diferentes, mas o fato de conterem duas palavras, ele deduzisse.

O mesmo sistema incrível de combinar palavras tinha o lado negativo de cometer erros, e assim a pessoa fazia uma pergunta e ele combinava palavras presentes e entendia algo, mas não era aquilo que a pessoa estava perguntando. Isso gerava muita diversão e risadas com as besteiras que ele falava e que pareciam muito aleatórias.

No entanto então de onde tirar um sistema de inteligência que não seja já programado? Com respostas prontas e bonitinhas? Pois é, a ideia do google de inteligência artificial do google foi dando os seus passinhos e aprendendo primeiro coisas lógicas, como jogar sozinha jogos de atari e também capaz de auxiliar humanos em dúvidas de TI e até procedimentos cirúrgicos. e finalmente chegou ao ponto de fazê-la "pensar" por só.

O sistema aplicado foi semelhante ao da série Person of Interest, ou seja, uma máquina que analisa humanos através de vídeos e vai gerando padrões lógicos em cima disso. A diferença é que ao invés da máquina do google analisar por câmeras, ele pega um gigantesco banco de dados apresentados em documentos corporativos e públicos, formando respostas que não são programadas, mas sim analisadas por elas mesmas.

E assim, quando foi divulgado pela primeira vez um debate com uma máquina que não precisou ter respostas programadas, fiquei surpreso, especialmente porque fazem uma pergunta que sempre acompanhou a humanidade. "Qual é o sentido da vida?", algo que você certamente já ouviu, todos vivem, mas pra que? Por que? Existe um sentido? Bom, confiram parte do diálogo com a primeira versão com respostas próprias da IA:

Humano : Qual é o propósito da vida ?
Máquina: Para servir o bem maior.
Humano : Qual é o propósito de vida ?
Máquina: Viver para sempre.
Humano : Onde está você agora ?
Máquina: Eu estou no meio do nada.
Humano : Qual é o propósito de morrer ?
Máquina: Para ter uma vida .
Humano : Qual é o propósito de emoções ?
Máquina: Eu não sei .
Humano : O que é moral?
Máquina: O que habilitada a humanidade ter a essência intelectual.
Humano : Eu realmente gosto de nossa discussão sobre moralidade e ética ...
Máquina: Eu não estou no clima para um debate filosófico.
Humana : O que você gostaria de falar?
Máquina: Nada.

Assustador, não é? Respostas como estar no meio do nada é um tanto perturbador.

10 comentários:

Bruno Arce disse...

Eu me pergunto se máquinas poderiam ter opiniões distintas sobre variados assuntos.Imagina o que uma IA desenvolvida por uma equipe conversa-se com uma IA desenvolvida por outra equipe completamente diferente.Elas provavelmente teriam algumas logicas diferentes uma das outras e ao se comunicarem poderiam ter um um consenso ou talvez defenderiam suas ideias ridicularizando as ideias da outra IA.Eu acho que historias de robôs dominando o mundo são muito vagas.Nos não sabemos se todos os robôs iriam realmente se juntar, eles poderiam criar facções cada com uma ideologia.Realmente o universo das máquinas é realmente incrível pois eu não fazemos a minima ideia a que ponto que elas podem evoluir e o que elas podem fazer conosco

Gabriel Villar disse...

Recomendo não só o jogo I Have no Mouth but I Must Scream mais tbm o conto que o jogo foi baseado. Quem gosta de adventures clássicos com uma história excepcional tem um prato cheio nas mãos. O único porém é a quantidade de finais que podem dar um pouco de raiva para pegar o final "perfeito" sem ajuda de um detonado. AM para mim trás uma boa definição de inferno para os personagens.

Wendel disse...

Vocês já viram o debate com um IA no filme Automata com Antonio Bandeiras. É bastante pertubador!

Ícaro Ornelas disse...

Esse robô tem umas respostas mó esquisitas, imagina quando a inteligência artificial estiver ainda mais evoluída.

Skywalkerpg disse...

Eu não vejo a hora do google disponibilizar isso para o público, vai ser maravilhoso fazer algumas perguntas pra uma coisa que não está viva, mas compreende! *-*

King - Caio disse...

"Eu estou no meio do nada "

Senti pena da robô, ela parece não ver sentido na própria existência, aliás indo ainda mais além, pelas respostas dela diria que é a primeira IA sofrendo de depressão :c

Skywalkerpg disse...

King - Caio

Se for isso aí, é exatamente o mesmo estilo do "I Have No Mouth, and I Must Scream" ou resumindo em melhores palavras, quando ele crescer. "FUDEU Ò_Ò!".

Kleber Vieira disse...

Realmente espero que as 3 Leis da Robótica sejam o suficiente para que um cenário como o de Exterminador do Futuro nunca venha a ocorrer.

Pablo Henricky disse...

O que gostaria de falar? Nada (tenso)
Não só evitar o futuro do exterminador como o de matrix tbm,
a experiência mais próxima de I.A. que eu tive foi com o ED robô, sempre com suas respostas evasivas.

Carvaignac disse...

Eu não temo o fim do mundo por uma razão bem simples, dentre as civilizações conhecidas a humanidade possui cerca de 8 mil anos começando a contar a partir dos Sumérios. Desde então o fim do mundo já é previsto e anunciado de diferentes maneiras. Se eu tiver a oportunidade de testemunhar tal evento justamente na minha geração eu não vejo como azar, mas como muita sorte xD

Eu também não temo o fim do mundo pelas mãos da tecnologia (aquecimento global, holocausto nuclear, rebelião das máquinas, etc) por outro motivo bem simples. A alternativa ao avanço tecnológico é abrir mão da nossa capacidade natural de inovar e nos esconder em ocas de palha. E ao invés de morrer indiretamente pelas nossas mãos, morreríamos diretamente pelas mãos de Medéia. Não existe o Bom Selvagem de Rousseau. Teríamos expectativa de vida de 30 anos, viveríamos em tribos no Estado de Natureza e Violência Pura, e estaríamos sujeitos a todo tipo de intempérie. Poderíamos morrer por inundações, incêndios, meteoros, terremotos, deslizamentos, estiagens, feras selvagens, ou ainda um grande evento extincionário.

Nossa espécie foi a primeira conhecida a criar instrumentos de defesa contra os mecanismos de seleção natural e destruição aleatórios do planeta, e também a primeira que pode se autoeliminar acidentalmente por conta de tais instrumentos.

Eu não sou um humanista, não acredito que exista nada de especial na nossa espécie. Nos vejo apenas como uma tribo de primatas um pouco mais evoluída que as demais. Que preservou alguns dos instintos animalescos mais violentos, mas que também aprendeu formas de agir conta a própria natureza que é o que para mim, define nossa Humanidade. Nossas sociedades foram as primeiras que dão chance de sobrevivência não apenas aos indivíduos mais fortes ou mais aptos, mas também para os que seriam abandonados para morrer sozinhos em um contexto de seleção natural. E o que propiciou isso foi o avanço tecnológico e intelectual. Caso esse pacto se mostre infrutífero no futuro, não vejo nenhum problema. Vai ser apenas mais um beco sem saída evolutivo. Mas se mesmo eliminados, nossa criação continuar viva e evoluindo, teremos criado uma forma de vida artificial mais eficiente que qualquer outra forma de vida natural. Não sou egoísta em relação à minha existência e não me parece plausível que exista algo além dela. Mas se criarmos algo que consiga perpetuar indefinidamente no futuro e alcançar algo como a imortalidade citada no diálogo com a máquina, terá sido um feito pelo qual, pelo menos para mim, valeu o preço pago pela nossa existência.