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quinta-feira, 23 de abril de 2015

The Charnel House Trilogy - Uma pequena obra de arte

Sabe quando você pega algum dinheiro, vai ao cinema só para passar o tempo mesmo e acaba assistindo um baita de um filmes espetacular que te faz sair da sala com aquela sensação maravilhosa de estar satisfeito? Pois foi exatamente o que senti quando joguei The Charnel House Trilogy, uma baita de uma surpresa em um jogo atmosférico que definitivamente eu não esperava tudo isso, algo baratinho e pra se zerar de uma só vez com aproximadamente duas horas e que foi um dos detalhes que me fez sentir como se tivesse acabado de assistir um filme fantástico. E claro, eu não poderia deixar de fazer uma análise sobre aqui no blog.

A história do jogo é apresentada em três capítulos, e foi exatamente isso que me fez isso até o fim de uma só vez, pois quando zerei o primeiro, deve ter sido em mais ou menos meia hora, então joguei o segundo e vi que era tão rápido quanto, e decidi terminar logo, jogando o terceiro, que é bem mais longo, mesmo assim também pequeno. Aqui você assume o controle de dois personagens, um Doutor e uma garota que pegam um trem por motivos bem diferentes, mas que coisas estranhas começam a acontecer.


Acho que comecei a jogar esse jogo no momento perfeito, era uma noite fria e já era quase madrugada quando comecei a jogar. No primeiro capítulo você assume o papel de Alex, uma garota durante uma noite em seu apartamento, o som ligado com notícias aleatórias passando e música, porém algo baixo, nada que incomodasse, simplesmente gostoso, então a sensação que o jogo me passou foi muito boa já de primeira. Poder controlar Alex e ir resolvendo seus problemas enquanto elas faz comentários sobre a própria vida foi um bom tempo.

Quando as coisas começam a ficar sinistras então, aí sim é que ficaram melhores. Não é um jogo de terror, é de suspense, mas existe alguns toques macabros que dão uma baita de uma apimentada a coisa, não demorou muito para eu zerar esse capítulo e logo percebi que a variação de cenários do jogo não era muito grande, estranhei logo no começo quando a personagem vai fazer um lanche e ela entra na cozinha, mas não muda de tela, apenas aparece quando ela sai e comenta o que comeu, além de você poder espiar um pouco quando a porta é aberta.

No segundo capítulo as coisas começam a ficar realmente macabras e surgem as perguntas, são coisas esquisitas como um passageiro completamente bizarro que apenas resmunga coisas estranhas e está em uma das cabines do vagão do trem, ou mesmo algo que se refere constantemente a terra e vermes, além de acontecimentos sem sentido onde você começa a se questionar se aquilo está acontecendo mesmo ou se é paranoia.

E por fim vem o capítulo final, que além de te dar aquela emoção de estar prestes a descobrir o que está acontecendo, também é quando as coisas começam a ficar ainda mais bizarras. Tem momentos que parecem bem sem sentido a primeira vista e logo depois você liga os pontos e vê a lógica daquilo, fazendo com que sinta um grande impacto.

Enfim, está aí um jogo luxuoso que parece um livro estiloso de suspense, realmente uma pequena obra de arte, gráficos pixelizados lindíssimos a moda antiga, dublagem constante de todas as falas, uma atmosfera sombria e ao terminar, você terá a sensação de que acabou de ler um conto incrível ou que saiu de uma sala de cinema e viu um baita de um filme atmosférico. Vale a pena dar uma conferida no site da G2A, pois lá eles costumam vender keys da steam por um valor bem mais barato que na própria steam e ainda aceitam boleto bancário. Dê uma conferida aqui  e também olhem que trailer fantástico:

Um comentário:

Agelus disse...

Me lembra a série BlackWell. Com certeza vou dar uma conferida =] .