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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Escape From Jesus Island - Aqui a blasfêmia é garantida!

Hoje vou falar sobre uma HQ que é blasfêmia pura, mas que se você for do tipo que não se importar com isso, ou ser apaixonado por histórias de ficção bem elaboradas, certamente vão amar muito! Mas com o tanto de livro de exorcismo que temos hoje em dia, acho que vocês tão acostumados com coisa do capeta. É Escape From Jesus Island, que já começa chamando atenção pelo nome extremamente apelativo e que se estende muito além, adicionando muito gore e um forte toque com elementos cristãos capazes de fazerem muita gente ficar bem revoltada com a ousadia de fazer uma trama desse tipo.

A história apresenta uma poderosa organização que estuda genética e se especializa em clonagem, a Regen Corp, que começa a se destacar por clonar animaizinhos de estimação e assim muitas pessoas ficam encantadas em ter seus amiguinhos de volta, e é claro que isso chama a atenção de sociedades protetoras dos animais, que começa a se manifestar falando sobre os clones que não dão certo e como os animais tem que ser clonados várias vezes, gerando diversas aberrações que são destacadas, até sair algum que é aparentemente normal. As matérias de jornais e esforços constantes, acabam motivando algumas pessoas, e um grupo de extremistas viaja até a ilha onde a Regen atua.


Mas a grande surpresa, é quando se deparam com um monte de mutantes, não de animais, mas de seres humanos, aberrações com formatos horrendos e variados, como criaturas com duas cabeças, com braços deformados, bocas repletas de dentes que se estendem até a garganta, entre outras coisas. E assim descobrem da pior maneira o quanto a corporação foi longe.

No entanto esse é apenas a "casca" da história, que é bastante complexa e que carrega um forte toque biopunk. O verdadeiro toque especial e pérola em cima da história, é que a Regen Corp começou anos antes, dezenas de escavações misteriosas com a desculpa de que procuravam animais extintos, mas a verdade o que procuravam eram por qualquer amostra do DNA de Jesus, e acabaram encontrando, iniciando assim um monte de clones abomináveis. A partir daí é que a coisa fica interessante, com um monte de monstruosidades, algumas com habilidades psíquicas. Nos túneis da ilha surge um que se destaca, e que acreditam ser o próprio anticristo, gerando assim um culto religioso perigoso, que seguem partes das escrituras de uma maneira brutal. O Vaticano recebe a informação de que além de todas as imperfeições, um clone conseguiu ser perfeito, e o Papa exige à Regen que o clone seja entregue a eles, quando a corporação se nega a fazer, um grupo é enviado secretamente para invadir, localizar e sequestrar Jesus.

Como podem ver, a história é cheia de lados da coisa, e bastante robusta, há muita brutalidade. Todos os lados da história se mostram um tanto cruéis, até mesmo o lado dos protetores dos animais, que querem mesmo é uma boa história para contar e causar bastante falatório. As monstruosidades que vagam pela ilha são bem assustadoras, e a atmosfera gerada é tão intensa, que facilmente fará alguns pensarem em coisas como "Nossa, devia ter uma série, filme ou jogo disso!", porque é realmente muito bom.

Uma coisa bem legal, é que parte da história é apresentada em certos documentos, como uma entrevista a uma revista de 1999 com a CEO da Regen Corp, Anna Thorne e seu marido, onde ela apresenta diversos dados sobre a corporação. Ou uma carta de uma representante do direito dos animais, onde expõe um monte de coisas horríveis sobre a corporação.

Enfim, está aí uma ótima de uma revista em quadrinhos que acho que vai valer demais a pena vocês darem uma lida! Cheia de referências a certos elementos da cultura pop e coisas que tem muito a ver com a atmosfera como o filme A profecia. Recomendadíssimo!

2 comentários:

pierrot disse...

Sim é meio blasfematória, mais pelo título que inicialmente me fez pensar que colocariam à Cristo como o vilão bizarro da história, mas lendo o texto só o usaram mesmo como plano de fundo.
É até interessante diga se de passagem.

Arthur Fonseca disse...

A temática me lembrou o Punk Rock Jesus, que particularmente achei uma ideia interessante, mas que se resumiu em um desenvolvimento raso de personagens e suas motivações.

Achei interessante o traço deles... é ver se a narrativa é bem explorada.