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sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Mar Negro - Um ótimo filme de terror trash nacional

Pois é pessoal, finalmente chegou a hora de eu fazer uma análise do filme que fecha a trilogia negra, e também o filme mais caro da trilogia. Pelo jeito o diretor conseguiu uma grana com o que fez anteriormente e assim pôde investir bem mais nesse, que notavelmente dá pra perceber que a qualidade é bem superior, enquanto Mangue Negro foi feito com míseros 50 mil reais (Pode parecer muito para alguns, mas SIM, isso é uma miséria para um filme) e A noite do Chupacabras foi feito por 160 mil reais, aqui o cara conseguiu investir 300 mil reais, dando um baita de um salto em relação aos outros, e que me deixou bem feliz pelo cara pra falar a verdade, pois esses filmes sem patrocínio são os tipos de obras que você vê que foram feitas com amor e não apenas para se ter um filme próprio.

A história se passa em uma área rural, onde dois pescadores tem um encontro com uma bizarra criatura no mar, e são atacados, porém isso é apenas o começo, logo as pessoas começam a se transformar em monstros e atacar umas as outras, gerando uma verdadeira chacina e caos por onde passa.

Esse filme trás muito da essência de Mangue Negro de volta, tem uma cara de ser o "primo rico" dele, digo isso porque A noite do Chupacabras parece mais suave, só que aqui estão de voltas as aberrações e a chacina constante, passando aquela sensação de que é uma continuação direta. O clima é pesado, tem novamente aquele clima rural fortíssimo, o ambiente é completamente convincente, e há muitos monstros e bizarrices, além do trash e falas que fazem dar gargalhadas em certos momentos.

O elenco é bem maior do que os filmes anteriores e é possível ver várias histórias acontecendo ao mesmo tempo e interligadas, dando rapidamente uma visão daquela comunidade que mora no lugar. Além disso é possível ver fortemente uma ligação com o segundo filme, tendo inclusive ambientes que apareceram antes, e também os restos do que sobrou de alguns personagens da noite do Chupacabras.

Assim como no segundo filme, aqui também aparecem alguns personagens que são um pouco fora do contexto do filme, mas que dão um toque bem especial sobrenatural. Mas os personagens vivos também conseguem seu destaque, como o travesti Madame Úrsula que rouba as cenas quando aparece, ou o personagem albino que retorna as origens de Mar Negro usando uma maquiagem bizarra e deixando bem visível que o personagem não é albino porcaria nenhuma hahaha.

Mas fora a tosqueira do filme, tem pontos realmente fortes, a história é muito sólida e acho que o trash da coisa acaba sendo um verdadeiro tempero especial e não prejudicial a coisa. A forma que as pessoas vão se transformando e o quanto os monstros desse filme são fora do controle me fez lembrar bastante os pesados climas de maldição que as histórias do Junji Ito tem, quem é infectado realmente parece tornar cada parte do corpo viva e pronta para atacar, como o personagem que tem uma ferida que morde. Com a evolução do filme, a sensação de algo fora do controle que causa muito sofrimento a qualquer lugar que passa é cada vez mais intensa e te deixa com aquele pensamento de "O que seria capaz de parar uma coisa dessas?".

Enfim, fica aí a dica de ótimo filme trash nacional, recomendo demais para aqueles que querem algo para se divertir com os amigos, e ao mesmo tempo para os que assistiram os outros dois filmes da trilogia, esse é obrigatório!

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