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segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Castelo Maldito - Um filme de terror com toque artístico

É muito difícil se ver filmes de terror que conseguem transmitir uma baita sensação de obra prima, um toque artístico é complicado em meio a muita matança e gritaria, mas Castelo Maldito é um filme que consegue fazer essa façanha, e que embora tenho que assumir que não gostei, é admirável a forma como é conduzido e certamente capaz de criar um baita impacto, e em alguns casos até mesmo perturbar algumas pessoas, pois a sensação que o filme causa é muito ruim, há um desconforto constante na situação horrível que é apresentada.

O filme é de 1995 e foi lançado no Brasil tanto com o nome Castelo Maldito, quanto com o nome Herança Maldita. A história apresenta um homem chamado John Reilly, que é surpreendido com a notícia de que é o último de uma linhagem de Lords, e recebeu uma herança, que é um castelo do século XII na Itália, e assim o homem parte com a família até a propriedade para ficarem ali até que consigam vender o lugar, mas existe algo mais no castelo.

O filme consegue acertar em uma enorme quantidade de pontos, para começar se passando na Itália, é muito legal ver o ambiente diferente e perceber que aquilo é tudo diferente para a família, a interação que eles tem com as pessoas da cidade próxima do castelo dá um baita toque de "forasteiros". Outra coisa fantástica foi a profundidade que cada personagem tem, existe uma história por trás da família principal que acaba gerando toda uma personalidade para os membros, já os personagens nativos do lugar também foram bem trabalhados, há uma boa ligação entre eles, e um jeito humano de agir. Os personagens não são aquele tipo "ou é bom, ou é mal", é apresentada a corrupção humana, os desejos, os pesos de consciência e o bem e o mal como duas partes do ser humano, não apenas um lado, portanto até mesmo aqueles que podem ser vistos como antagonistas podem ser compreendidos no final das contas.

Agora sem dúvidas o "monstro" é o que rouba a cena, o personagem não precisa falar para você entender perfeitamente seus motivos, suas frustrações e seus medos, aquela coisa pode ser bem perturbadora para as pessoas e não visualmente, mas psicologicamente, é bizarro o terror que o personagem causa aos outros e a si mesmo, a sensação de dor e desespero é constante.

Apesar de tudo infelizmente esse foi um filme que eu não gostei, ele é bem artístico e consigo ver bem os seus pontos altos, mas foi uma experiência cansativa e que eu não via a hora de terminar de assistir, não achei nada legal. Anteriormente eu tinha assistido o bizarríssimo Do Além, que também é do mesmo diretor (Stuart Gordon) e foi uma experiência fabulosa, incrível de se ver, mas esse aqui eu realmente me senti cansado.

Enfim, fica aí essa opção de filme, se você for do tipo de pessoa mais quieta e que gosta de coisas lentas e artísticas, pode realmente AMAR esse filme, mas se você gosta de algo mais movimentado, passe longe porque esse aqui é bem lento e bizarro kkkkk. Uma coisa que também não posso deixar de citar é que o filme é levemente baseado no espetacular conto "O forasteiro", escrito pelo gostoso do H.P Lovecraft, mas que realmente é uma LEEEVE referência, não tem a ver mesmo com o que é passado no conto, no entanto para fãs pode ser interessante dar uma conferida no filme.

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