Temporario



Jogos | Séries | Filmes | RPG e Tabuleiro | Animes | Creepypastas | Quadrinhos | Livros | Mapa do Blog | Sobre o Blog | Contato |

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Z - Um viciante jogo de captura de território

Caramba, é engraçado como no final das contas, alguns jogos acabam sendo admirados de verdade apenas quando você tem um real incentivo. Acho que no caso do jogo Z: Steel Soldiers, acaba se encaixando de certa forma naquela coisa que falei sobre jogos que merecem uma chance de serem jogados, pois como falei na matéria dele, eu joguei, consegui notar os elementos agradáveis que o jogo apresenta, mas depois acabei achando que foi uma obra que envelheceu com o tempo. Mas agora joguei o Z original, lançado cinco anos antes do segundo jogo da franquia, em 1996, e nossa, é impressionante como gostei muito mais desse, o que é até estranho, já que normalmente costuma-se gostar do mais atual.

A história é mais uma vez direto ao ponto, e novamente com toque constante de humor, colocando robôs como personagens principais, porém com características humanas, ou seja, apesar de serem máquinas, colocam óculos de sol, tiram sarro uns dos outros, e tem um jeito malandro de ser. Mas o plano de fundo aqui é a guerra, portanto em geral o foco da trama é apresentar a constante aniquilação dos inimigos.

Nesse jogo aconteceu comigo exatamente a mesma coisa que ocorreu com The Lord of the Rings: The Two Towers, um jogo que fiquei tão viciado com a sua jogabilidade, que quando zerei, saí louco procurando por algo semelhante, e percebi que a coisa mais parecida que tinha com aquilo, era exatamente um jogo que eu não ia nada com a cara, que era Diablo. Então no caso aqui, eu comecei a jogar Z e vi o quanto o jogo é gostoso de se passar o tempo, e como sua mecânica é interessante, o resultado foi lembrar do segundo da franquia e ver que tem exatamente os mesmos elementos, só que com algumas coisas adicionais que acabaram não me encantando muito, porém certamente se eu tivesse jogado ele depois, iria me adaptar, pois não veria aquilo como itens mal feitos essenciais da jogabilidade, mas sim como elementos extras, que eram mais para secundários.

Mas bom, a mecânica te coloca em vários cenários divididos em territórios, você começa em um canto do mapa, e o inimigo em outro. O território que você tem inicialmente contém uma fábrica que vai gerando robôs de tempos em tempos. E assim você tem que mandar tropas para territórios neutros e capturá-los, só que o inimigo fará a mesma coisa, e assim chegará um ponto em que os territórios neutros acabarão, ou você estará próximo demais de territórios inimigos, e assim você terá que entrar em combate e capturar o território dele.

Uma das coisas mais legais dessa jogabilidade, é que quanto mais territórios você tem, mais fábricas terá, e mais tropas serão geradas, portanto é preciso capturar muitas, porém isso acaba fazendo com que você também fique mais lento, tendo que administrar cada vez mais robôs. Existem ainda vários veículos que são fabricados ou capturados, os territórios tem elementos diferentes, como por exemplo canhões, e assim alguns são mais valorizados que outros.

Graficamente o jogo é simpático, ele é em 2D com visão de cima, é notável que é antigo e o peso do tempo ficou claro no jogo, mas pode ser visto como belo pelo toque dos anos 90 que tem, não digo que seja uma obra de arte e um dos melhores gráficos que já vi para jogos daquele tempo, mas é um gráfico decente. Já quanto as apresentações, os caras trabalharam bem nisso, ao contrário do seu sucessor, esse adota o 3D e tem muitas CG's mesmo, são rápidas, mas é o tipo de prêmio que jogos antigos davam para o jogador que valia muito a pena.

Enfim, Z é um ótimo jogo, me encantou bem mais que o seu sucessor, e fez com que ele se tornasse mais atraente do que na primeira vez que joguei. Quem se interessar pode dar uma conferida no site oficial do jogo.

Nenhum comentário: