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quinta-feira, 15 de maio de 2014

The Last Tinker - Os amantes de Nintendo 64 amarão isso!

Esse é um jogo que antes de começar a jogar, pensei tratar-se apenas de mais um jogo de plataforma, nos primeiros segundos eu tive uma sensação espetacular de jogar algo que há muito tempo tinha se perdido. Aquela sensação de novamente experimentar os maravilhosos clássicos do Nintendo 64 em uma versão atualizada e que realmente conseguiu me causar arrepios, quero dizer, a Nintendo tem seus consoles modernos, mas cada um deles tem seu charme próprio e o 64 não podia ficar de fora. Bateu aquele pensamento de "Nossa, o que foi que aconteceu com esse tipo de jogo? Por que eles simplesmente desapareceram?". Claro que já vi coisas semelhantes, mas esse realmente consegue te levar de volta a aquela época e te faz sentir o tempo todo que os criadores fizeram com um carinho intenso.


A história se passa em um mundo chamado Colortown, que é dividido em vários lugares, sendo que apenas um aceita todas as cores como predominantes e não tem problema com isso, já os outros lugares são cobertos pelo preconceito e aceitam apenas um tipo de cor, gerando assim uma certa briga entre todos. Você assume o papel de um macaquinho chamado Koru, que vê o seu mundo ser consumido por uma poderosa força chamada The Bleakness, e que está deixando tudo mais apagado e aos poucos sumindo por completo com todas as cores existentes, e assim em sua jornada você deve arrumar um jeito de fazer as coisas voltarem ao normal.

Esses dias eu estava falando com um amigo meu sobre como os tutoriais de jogos conseguiram se tornar coisas extremamente chatas, antigamente os jogos tinham tutoriais tão simples e que te faziam entender de forma direta sem nem ao menos perceber que estava fazendo um tutorial, era algo natural, e nesse jogo algo que já começa como um ponto positivo é exatamente isso, a forma de apresentar os elementos dele é espetacular, você vai fazendo algumas missões divertidas e que tem tudo ver com a trama. A história começa com você indo em direção a uma corrida que está tendo e que você precisa se inscrever, e assim os movimentos básicos são apresentados, mas quando chega no lugar, falam que agora há taxa de inscrição e que você precisa de cristais, e para isso você tem que arrumar alguns trabalhos para ganhar isso, e esses trabalhos são os tutoriais que apresentam o resto antes de você poder se inscrever, a atmosfera que isso produz é simplesmente intensa.

Esse é um jogo que tem um clima de jogo de Nintendo 64 e te faz sentir como se estivesse em uma verdadeira mistura, o tempo todo eu me peguei pensando em coisas como "Nossa, isso me lembrou Zelda The Ocarina of Time" ou então coisas como "Nossa, fazia tempo que eu não sentia todo esse climinha de aventura e via um estilo de jogo assim". Você é colocado em enormes ambientes cheios de detalhes, realmente a quantidade de coisas acontecendo ao redor é gigantescas, há vários personagens, plataformas para se pular e tudo mais.

Koru pode correr, saltar, pular entre plataformas, dar sequencias de golpes, desviar, assobiar para chamar outros personagens, escalar, desviar por enormes barras de aço, usar lugares para dar pulos gigantescos e chegar rapidamente a uma outra parte do cenário, entre outras coisas. Com isso você é colocado nos ambientes e tem que fazer certas coisas, por isso você vaga pra vários lugares e vai encontrando novos problemas que precisam ser feitos, tendo que ir e voltar em alguns cenários. Você ainda conta com um amigo que guia você e quando estiver perdido pode usá-lo para te mostrar o caminho que deve ser seguido para a missão em que você está.

Uma outra coisa intensa, é que o jogo não tem uma trama que se limita ao bobinho, no começo pode parecer bem normal esse negócio de cores e tudo mais, até que você se vê no meio de uma traição e começa o quanto trabalharam bem no desenvolvimento da história. É verdade que não é algo pesado, mas é algo que te transporta pra esse universo e te faz se sentir realmente naquele clima, tem um belo toque de humor, como o grupo vermelho que sempre quer te encher o saco e que te faz entrar em combates, e ao mesmo tempo uma sensação sombria que de vez em quando aparece. É realmente fantástico, muito agradável!

Quanto aos gráficos, eu fico até sem palavras sobre o quanto esse jogo é maravilhoso, ele é muito colorido e muito cheio de detalhes, para todo lugar que você olha há coisas acontecendo sem parar, e tem cada detalhe bonito de se ver, por exemplo você chega perto dos personagens e sobe aquela balão de fala neles com alguma informação, você assobia e vê uma nota musical saindo da boca do personagem e ficando lá por um momento até desaparecer você corre e o cachecol do personagem se move de acordo com a direção que você vai, tudo é muito incrível, você se sente bem livre com o cenário ao redor.

Enfim, The Last Tinker: City of Colors é um jogo mágico, fantástico, espetacular, incrível! Um jogo que parece ter sido lançado fora de sua época porque tem cara de ser da época do Nintendo 64 e com uma carinha de clássico automático, recomendo demais especialmente se você gosta de jogos de plataforma com liberdade para ir e vir para onde quiser. Vale a pena dar uma conferida no site da G2A, pois lá eles costumam vender keys da steam por um valor bem mais barato que na própria steam e ainda aceitam boleto bancário. Dê uma conferida aqui.

Um comentário:

MValim disse...

Vi outro dia enquanto estava peregrinando em uma página e logo quando bati o olho nas imagens pensei: "ZELDA". Fiquei curioso e agora definitivamente vou ter que conferir esse jogo.