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quinta-feira, 22 de maio de 2014

Child of Light - Um tocante jogo no estilo conto de fadas

A ubisoft é sem dúvidas uma das maiores empresas relacionada a video games e costuma fazer produções que fazem verdadeiros estrondos, obras AAA chovem no jardim dela. No entanto ao mesmo tempo uma das coisas que consegue impressionar é em sua capacidade de fazer poderosas franquias, que mesmo recebendo pesadas críticas ao ter muitas continuações seguidas, tais franquias geram uma legião de fãs fervorosos. Graças a isso foi uma verdadeira surpresa quando Child of Light foi anunciado. Isso porque esse é um jogo que tem uma enorme cara de produção indie de altíssima qualidade, e que demonstra bem que a empresa gosta de apostar sério independe do que seja, quando o trailer do jogo foi mostrado, imediatamente começaram as expectativas, e finalmente tive a oportunidade de jogar essa maravilha, portanto hoje vou postar aqui uma análise.

A história se passa no ano de 1895, e apresenta uma garota chamada da Áustria chamada Aurora, que desperta em um lugar bem diferente de seu país, um mundo mágico e cheio de criaturas estranhas, onde a luz e as trevas se misturam. Imediatamente ela percebe que seu pai pode estar preocupado e procura o seu caminho para casa, achando assim um vaga-lume que logo se torna um fiel amigo e passa a acompanhá-la em sua jornada. Mas Aurora não tarda em descobrir que não será algo tão simples e que muito terá que fazer até chegar ao seu destino.


A jogabilidade a primeira vista pode parecer a de um jogo de plataforma, portanto você inicia o jogo e se vê fazendo coisas básicas de um jogo desse gênero, como saltar por cima de lugares, empurrar pedras e usá-las como apoio para alcançar lugares mais altos, e coletar pontos luminosos que se encontram pelo cenário. Isso sem contar com o próprio visual em si, não é surpresa alguma se alguém apenas olhar e já julgar que trata-se de uma obra desse gênero. Você ainda conta com a ajuda de um vaga-lume, que pode mover livremente pela tela, podendo usar seu brilho para fazer certas coisas refletirem em paredes, e assim resolver certos quebra-cabeças, mas o mesmo tem mana para usar essa luz, por isso é preciso se resolver rápido ou esperar até que recarregue lentamente. Apesar de tudo é errôneo esse julgamento, pois o jogo na verdade é um híbrido.

Vocês não imaginam a minha surpresa ao ver que o jogo era uma mistura de Metroidvania com JRPG, eu realmente não esperava de maneira alguma que o jogo tivesse esses elementos, especialmente o JRPG, isso sim foi uma gigantesca surpresa. Não que tenha sido desagradável, afinal de contas o que eu estava esperando era jogar algo bom, e isso com certeza o jogo foi capaz de oferecer gloriosamente. Você explora os ambientes e encontra locais que simplesmente não tem acesso, por isso precisa ir por outros caminhos temporariamente, para então liberar a passagem e poder seguir em frente, e naturalmente enfrentando inimigos. Quanto aos elementos de JRPG, tudo foi colocado de uma maneira não muito complexa, é em geral algo bem fácil de se entender e sem enrolação.

O combate do jogo é o clássico do gênero de RPG japonês, mudando de tela e te colocando combates em turnos. As batalhas se iniciam assim que você toca um inimigo, sendo que vai variar se é ataque surpresa, normal ou se você que foi pego desprevenido, isso depende se você encostar no inimigo de frente pra ele, de costas ou se ele que encostou em você por trás, sendo assim pode se ter um bônus ou desvantagem no inicio da luta. Depois é aquele mesmo sistema, você pode atacar, defender ou escolher itens para usar durante o combate. Há ainda uma linha do tempo, onde aparecem todos os personagens (aliados ou inimigos) e esses vão deslizando pela linha do tempo, aquele que chegar primeiro ao final, é o próximo a atacar, você pode mexer o vaga-lume durante o combate e colocar em cima de um dos inimigos, daí usar a luz dele para fazer com que esse inimigo tenha uma velocidade na linha do tempo, isso pode fazer coisas interessantes como o inimigo estar quase chegando ao final e você usar esse recursos na hora, fazendo com que o símbolo de Aurora ultrapasse o dele na linha do tempo e ela possa atacar primeiro.

Também está presente a evolução da personagem, onde você vai ganhando nível aos poucos e adicionando habilidades, sendo que esse método é bastante simplificado, tanto os atributos (força, magia, etc...) quanto as magias e habilidades especiais estão na mesma lista, portanto quando você ganha um nível depois de alguns combates, a personagem vai ficando melhor com a distribuição de novas habilidades ou vantagens. Ainda existe um sistema de joias que você pode combinar e usar em seus itens, dando vantagens a eles, como por exemplo a espada passar a dar dano elétrico.

O jogo é apresentado em forma de conto de fadas e é simplesmente muito tocante, não que seja tão difícil assim achar jogos no estilo conto de fadas, mas esse tem algo um tanto especial que foi aplicado e que gera uma atmosfera espetacular que se nota muito facilmente. A começar pelos gráficos, o visual aquarela te faz lembrar rapidamente os livros infantis, e é tudo tão bem detalhado, cheio de coisas se mexendo, é fantástico de repente ver lá no fundo um gigante passando andando, ou mesmo coisas com um clima mais sombrio, como uma enorme face transparente que aparece no céu em meio a raios. A trilha sonora é muito gostosa, e em alguns momentos fica simplesmente épica, dando arrepios, por exemplo quando você está prestes a salvar uma personagem e uma orquestra começa a tocar, você vai resolvendo o puzzle e aos poucos a orquestra vai ficando mais intensa, mas de repente começa um combate e aí é que a música realmente dispara e você ouve todos aqueles instrumentos e vozes durante a parte mais intensa do resgate, é espetacular!

E por falar em sons, não posso deixar de falar sobre a narrativa, toda ela é feita em rimas de uma forma muito interessante e que faz lembrar mesmo contos infantis, há também um certo toque arcaico que faz tudo ficar muito bonito e com um clima que combina perfeitamente, e uma maneira de se expressar bastante pura, como quando ela conhece o vaga-lume, ele pergunta se ela conhece Aurora e a resposta da garota é algo do tipo "Como não? Se essa sou eu.". E eu fiquei surpreso ao ver que o jogo já vem com dublagem em português, que aliás ficou muito bem adaptada, todo esse sistema de rimas que foi colocado deve ter dado um baita de um trabalho para se fazer uma versão brasileira.

Enfim, quem é que não tem um livro de conto de fadas em casa e ao ver bate aquele toque nostálgico, né? Tá aí um jogo maravilhoso, com uma atmosfera intensa e que certamente fará muita gente ficar viciada, recomendo com certeza! Vale a pena dar uma conferida no site da G2A, pois lá eles costumam vender keys da steam por um valor bem mais barato que na própria steam e ainda aceitam boleto bancário. Dê uma conferida aqui.

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