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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

O ataque dos jogos indie genéricos!

Você já ficou frustrado ao ver um anúncio de um jogo brasileiro e ao ir correndo para ver do que se tratava, logo percebeu que era uma cópia mal sem carisma de Mario, porém com um pássaro no lugar, ou qualquer coisa do gênero? E digo brasileiro, porque normalmente é algo que nos faz querer conferir, mas isso acontece no mundo inteiro, jogos genéricos são as coisas mais comuns, as pessoas simplesmente insistem em fazer jogos que não tem atrativo algum.

É claro que montar sua própria equipe de jogos pode ser um verdadeiro desafio, mas parece que ter uma boa ideia pode ser algo mais desafiador ainda. Particularmente acho que as equipes conseguem se empenhar melhor no marketing do jogo, do que tornar o próprio jogo interessante. E acho que na maioria das vezes isso acontece puramente por descuido e falta de paciência na hora de se elaborar a ideia. Fazer um jogo cair na boca do povo acaba sendo mais fácil pra nós brasileiros, porque é algo que não se vê tanto, portanto as pessoas ficam empolgadas em saber que é algo nacional, por outro lado manter o povo falando de um jogo que não é atraente e não tem nada demais já é outra coisa.

Acho que na hora que a pessoa descobre que qualquer um pode fazer um jogo, ela fica empolgada, assiste alguns vídeo tutoriais, e vai lá fazer. Mas aí vem duas ideias, a primeira é uma com algo absurdamente exagerado, só que ela percebe suas limitações e começa a pensar em algo que vai conseguir colocar em prática, e isso faz com que naturalmente a pessoa olhe para um jogo simples e com ideia pronta, sendo que Mario é um dos maiores alvos. O problema é que naturalmente uma pessoa acaba se apegando a seu projeto, então no futuro ela vai começar a querer que as pessoas joguem. O que é legal por um lado, que é o "Olhem, eu tenho o meu próprio jogo, sim ele foi feito por mim!" por outro lado a pessoa acaba cega na ilusão de que as pessoas vão se atrair por aquilo. É óbvio que o cara tem um amor especial pelo seu projeto, mas por mais que seja uma iniciativa legal ELE ter feito, infelizmente na prática, esse amor acaba não atingindo as pessoas, porque trata-se de um projeto genérico.

Daí é o momento em que se pensa algo do tipo "Po, mas pra eu por a ideia genial que eu tive, as minhas habilidades precisariam estar muito além!", e eu sei bem que ideia boa não é algo tão simples de se ter, existem muitas limitações, principalmente se for só uma pessoa, a limitação artística é bem comum, afinal não adianta o cara pensar em um estilo de gráfico lindo, se ele não tem o dom de modelar ou desenhar, isso limita demais as coisas. No caso, acho que o primeiro passo a ser tomado é a pessoa direcionar sua ideia para a coisa que mais tem facilidade.

Se você der uma olhada no trailer de The Cat Lady, é notável que os gráficos daquele jogo são uma desgraça, é um bando de imagem recortada e colada, o que no fim das contas acabou dando um toque artístico de tão bagunçado que é, e simples de fazer, bastando recortar um monte de imagem e colar, a jogabilidade é uma desgraça, se limitando a te deixar ir a um lugar, pegar um objeto, colocar em outro, mas a história é simplesmente muito foda. e assistir o trailer daquele jogo faz você ter uma baita sensação de "Caramba, eu quero muito jogar isso!", o clima que o cara criou em cima e a forma de apresentação prendem bastante, e aquele jogo é tão simples que qualquer um que veja algumas vídeo aulas de uma engine que suporte jogos 2D, e aprenda usar a ferramenta de recorte no photoshop já se torna capaz de fazer algo igual.

Portanto a primeira coisa que a pessoa tem que fazer, é ver em que ela é melhor e direcionar o jogo pra essa habilidade da pessoa, pessoas que tem o dom de desenhar/modelar, podem fazer jogos com visuais tão bonitos, que ao seu publicar uma imagem na internet, logo chove gente perguntando "Nossa, que jogo é esse?" e eu não estou falando de gráficos realistas, mas puramente interessantes. Pessoas que costumam criar histórias, podem fazer histórias que puxem o público para aquele lado, e eu não estou me limitando a histórias de suspense não, ou vão dizer que não bate uma curiosidade para se jogar A vimgamssa da Mocréia? E o tema é humor, mas é algo tão zuado que logo dá aquela vontade de conferir essa bagaceira. Pessoas que adoram programar e ralar em cima de possibilidades então, simplesmente não tem limites, essas pessoas podem imaginar uma jogabilidade qualquer e fazer ela se tornar real, isso porque basta a pessoa imaginar, e depois começar a quebrar a cabeça em como chegar a aquele resultado. E tem vários outros elementos que a pessoa pode ser bom e parecer superficiais, mas não, por exemplo música, o quanto a música não torna uma obra marcante? Existem jogos que a música faz o momento se tornar absurdamente intenso, naquela cena de pancadaria começa a tocar algo que tem tanto a ver, que você sente até um arrepio de tão incrível.

Então o que realmente é necessário para equipes, é antes de começar um jogo, pensar em um foco, e que esse foco seja o que a pessoa é melhor. Escolha o assunto e se baseie nele para fazer todo o resto, beatbuddy por exemplo é um jogo completamente baseado em música, a história se passa em um universo musical, o movimento dos personagens é completamente voltado para som, os inimigos geram música, tudo é voltado em cima disso. Focar em um elemento do jogo até mesmo te inspira a criar "explicações" para certas coisas, ou adaptar, tornando assim um padrão que se torna bem agradável pra quem joga.

Esse negócio de "Vamos criar um jogo! Vai ser... É... Vai ser de plataforma... E aí, eu vou por esse lugar aqui pro personagem pular... E esse aqui vai machucar ele..." é bom até pra testar habilidades, mas para lançar um jogo final, simplesmente não cola, não se você estiver realmente pensando em por algo que as pessoas vão jogar. Lembre-se, esse esforço que você dedicar antes de começar o jogo, pode ser chato, mas vai valer muito mais a pena do que criar um jogo que ninguém vai querer terminar. Por isso o que está esperando? Dê uma olhadinha agora na lista de ferramentas gratuitas para se fazer um jogo e comece seu sonho imediatamente. =)

Um comentário:

Bruno Arce disse...

Mesmo assim, criar um jogo genérico é uma ótima forma de se começar a desenvolver jogos.Não que eu esteja dizendo que é muito bom ver indies genéricos por ai, mas, pra alguem criar pra entender melhor como funciona o desenvolvimento do game já que essa pessoa deve ter acabado de aprender a utilizar engine logo então pra ela já querer começar a fazer um game ela vai criar um game genérico e geralmente quando ela quer publicar esse game ele é gratis