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domingo, 29 de setembro de 2013

Huntsman: The Orphanage - Mostrando que não é necessário violência em um jogo para ser assustador

Esse é um jogo que foi feito por uma família neozelandesa habitante da Austrália, que acabou fundando uma empresa chamada Shadowshifters. Cada membro da família ficou responsável por algumas partes do jogo e no final acabaram também recebendo alguns voluntários para ajudarem no desenvolvimento. Inicialmente ele iria ser um jogo baseado na história do slenderman, mas acabou se tornando uma ideia completamente original e com uma criatura própria, o Huntsman.

Em 17 de junho de 1898, doze crianças desapareceram de um orfanato sem deixar rastro algum, mas as suspeitas ficaram em cima de uma entidade misteriosa conhecida como Huntsman, mais de um século depois você deve ir até o orfanato, agora abandonado e com uma aparência castigada pelo tempo. Porém logo percebe que os boatos sobre a criatura podem ter o seu toque de verdade.

Uma coisa que achei bastante legal sobre a criatura é que ela não veio simplesmente do nada, primeiro de tudo eles pegaram a inspiração em uma aranha, que realmente existe na Australia, chamada Huntsman, ela é inofensiva porém pode ser enorme e além disso corre muito rápido e consegue saltar(Vai pra longe Satanás). Então já devem imaginar o quão assustador deve ser achar uma dessas, não é mesmo? Além disso colocaram a máscara de médico medieval como referência à primeira aparição do Huntsman em nossa dimensão, o que achei um toque perfeito, afinal acaba ficando incrível a criatura aparecer pela primeira vez exatamente quando o caos está andando pela terra.

Esse jogo tem uma jogabilidade interessante, apesar de ser um survival horror, ele não tem gore, violência, armas e nem coisas do tipo, a primeira vista parece bastante estranho, não? Pois é, a Shadowshifters decidiu criar um jogo com uma experiência diferente em que o terror vem a partir da atmosfera presente, o ambiente fantasmagórico e as repentinas aparições, e como não tem arma, a sensação de medo começa a se intensificar. No jogo você deve ajudar as crianças desaparecidas, achando seus objetos preciosos e levando de volta para elas.

Definitivamente o detalhe mais marcante do jogo é o fato de que você carrega um smartphone constantemente e o usa para filmar o lugar. Só que além da lanterna, o aparelho acaba sendo bem mais útil e transmitindo mensagens vindas do além. Por isso você fica bastante tenso pensando sobre o que pode aparecer. Como são duas telas, a principal que você vê em primeira pessoa, e a do smartphone, que exibe o que você está filmando, você se sente tenso observando a tela pequena e se preparando para o susto.

Existem bastante gravações do jogo, às vezes você filma um quadro, por exemplo, e surge a voz da pessoa que está pintada nele, como se fosse um relato sobre o que aconteceu naquele lugar, e assim você vai montando os pedaços e entendendo cada vez mais. O mesmo acontece com objetos e às vezes também surgem cenas em live action com os personagens pedindo ajuda ou transmitindo algum tipo de mensagem.

Enfim, aí está mais um jogo de terror para quem gosta de experiências tensas e sensação claustrofóbica de impotência.

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