Soulcalibur II ganhou uma forma bem diferente de chegar ao PC através do RingOut, um projeto que faz uma recompilação estática da versão de GameCube. Em vez de simplesmente abrir o jogo dentro de um emulador tradicional, o executável PowerPC original é convertido para C e compilado para x86-64, permitindo que o código do jogo rode de forma nativa no computador. Ao redor dele fica uma estrutura derivada do Dolphin, responsável por cuidar de coisas como gráficos, áudio, controles e hardware do GameCube.
E sim, estamos falando da versão de GameCube de Soulcalibur II, aquela que tem Link como personagem jogável. O RingOut mantém essa versão como base e atualmente consegue levar o jogo do menu até as lutas de forma completa. A recompilação cobre 535.368 instruções do executável do jogo, enquanto uma pequena parte ligada às exceções do sistema do PowerPC continua sendo tratada pelo interpretador. Para quem só quer jogar, o resultado prático é bem mais importante do que ficar contando instrução por instrução como um maluco com uma calculadora na mão.
O projeto usa Vulkan para a renderização e permite aumentar a resolução interna, além de contar com antialiasing e filtro anisotrópico. Também existe suporte a tela widescreen 16:9, então aquele clássico de luta pode ocupar uma televisão ou monitor moderno sem ficar parecendo que alguém colocou um GameCube dentro de uma janela minúscula. O sistema de controles também pode ser totalmente remapeado, permitindo adaptar a jogatina ao controle que estiver conectado ao PC.
O RingOut também abre espaço para recursos que combinam muito com uma recompilação desse tipo. Há save states, câmera livre para passear pelo cenário durante as lutas, reprodução das cenas em vídeo usando FFmpeg e códigos de trapaça para as versões americana, japonesa e europeia. A câmera livre, em particular, é o tipo de coisa que transforma uma partida normal em laboratório para quem gosta de fuçar nos jogos e descobrir ângulos que o jogador comum nunca deveria estar vendo.
Outra parte interessante é o suporte a modificações. O RingOut consegue carregar mods e pacotes de textura, além de permitir skins de personagens através do próprio menu. Também existe suporte para a chamada versão Plus modificada de Soulcalibur II, que pode ser recompilada e executada pelo projeto. Isso dá uma utilidade bem maior à ideia de ter o jogo funcionando como uma aplicação nativa, já que a brincadeira não precisa terminar na simples conversão do executável original.
Há ainda suporte a replays, que grava os comandos de uma luta em vez de criar um vídeo. Como o sistema consegue reproduzir a partida de maneira determinística, um arquivo pequeno pode refazer todo o combate. O projeto também possui netplay, com lobby, indicação de ping e configuração do número de frames usados como buffer de entrada. As partidas podem ser feitas por conexão direta, rede local, VPN ou encaminhamento de porta.
A parte da netplay merece atenção porque estamos falando de um jogo de luta, onde alguns milissegundos conseguem transformar um golpe defendido em uma bela paulada na cara. O RingOut usa um sistema baseado em atraso, com os dois jogadores executando os mesmos comandos no mesmo frame, e consegue verificar se os dois lados estão usando o mesmo disco, módulo e dados do jogo. Se alguma coisa estiver diferente, a conexão é recusada em vez de simplesmente deixar os jogadores descobrirem no meio da partida que alguma coisa foi para o espaço.
O projeto também possui suporte ao Steam Deck, com pacote próprio para SteamOS. O módulo recompilado pode ser construído diretamente no portátil ou preparado em outro computador e copiado para ele. A versão para desktop, por outro lado, é voltada para Linux x86-64 e exige ferramentas como CMake, Ninja, Python e Clang ou GCC, além de um driver Vulkan funcionando. Na primeira execução, o programa utiliza a imagem do disco para extrair os dados e realizar a recompilação, processo que leva alguns minutos e acontece apenas na preparação inicial.
E aqui vamos lembrar mais uma vez que tem uma diferença importante em relação a um simples emulador. O RingOut não distribui o jogo, seus arquivos ou o código original. A pessoa precisa fornecer uma imagem do próprio disco de GameCube, e o processo de configuração usa esse material para gerar o módulo necessário. O projeto também aceita diferentes formatos de imagem, incluindo ISO, GCM, RVZ, WBFS, GCZ, WIA e variantes do NKit.
O RingOut é, portanto, uma dessas iniciativas que pegam um jogo de console antigo e dão a ele uma estrutura muito mais confortável para computadores modernos, sem transformar o projeto em uma versão remake de Soulcalibur II. O conteúdo continua sendo o jogo de GameCube, mas recursos como resolução maior, widescreen, texturas HD, mods, câmera livre, save states, replays, controles remapeáveis e partidas pela rede fazem a experiência ficar bem mais adequada para quem pretende revisitar o clássico no PC.
E sim, estamos falando da versão de GameCube de Soulcalibur II, aquela que tem Link como personagem jogável. O RingOut mantém essa versão como base e atualmente consegue levar o jogo do menu até as lutas de forma completa. A recompilação cobre 535.368 instruções do executável do jogo, enquanto uma pequena parte ligada às exceções do sistema do PowerPC continua sendo tratada pelo interpretador. Para quem só quer jogar, o resultado prático é bem mais importante do que ficar contando instrução por instrução como um maluco com uma calculadora na mão.
O projeto usa Vulkan para a renderização e permite aumentar a resolução interna, além de contar com antialiasing e filtro anisotrópico. Também existe suporte a tela widescreen 16:9, então aquele clássico de luta pode ocupar uma televisão ou monitor moderno sem ficar parecendo que alguém colocou um GameCube dentro de uma janela minúscula. O sistema de controles também pode ser totalmente remapeado, permitindo adaptar a jogatina ao controle que estiver conectado ao PC.
O RingOut também abre espaço para recursos que combinam muito com uma recompilação desse tipo. Há save states, câmera livre para passear pelo cenário durante as lutas, reprodução das cenas em vídeo usando FFmpeg e códigos de trapaça para as versões americana, japonesa e europeia. A câmera livre, em particular, é o tipo de coisa que transforma uma partida normal em laboratório para quem gosta de fuçar nos jogos e descobrir ângulos que o jogador comum nunca deveria estar vendo.
Outra parte interessante é o suporte a modificações. O RingOut consegue carregar mods e pacotes de textura, além de permitir skins de personagens através do próprio menu. Também existe suporte para a chamada versão Plus modificada de Soulcalibur II, que pode ser recompilada e executada pelo projeto. Isso dá uma utilidade bem maior à ideia de ter o jogo funcionando como uma aplicação nativa, já que a brincadeira não precisa terminar na simples conversão do executável original.
Há ainda suporte a replays, que grava os comandos de uma luta em vez de criar um vídeo. Como o sistema consegue reproduzir a partida de maneira determinística, um arquivo pequeno pode refazer todo o combate. O projeto também possui netplay, com lobby, indicação de ping e configuração do número de frames usados como buffer de entrada. As partidas podem ser feitas por conexão direta, rede local, VPN ou encaminhamento de porta.
A parte da netplay merece atenção porque estamos falando de um jogo de luta, onde alguns milissegundos conseguem transformar um golpe defendido em uma bela paulada na cara. O RingOut usa um sistema baseado em atraso, com os dois jogadores executando os mesmos comandos no mesmo frame, e consegue verificar se os dois lados estão usando o mesmo disco, módulo e dados do jogo. Se alguma coisa estiver diferente, a conexão é recusada em vez de simplesmente deixar os jogadores descobrirem no meio da partida que alguma coisa foi para o espaço.
O projeto também possui suporte ao Steam Deck, com pacote próprio para SteamOS. O módulo recompilado pode ser construído diretamente no portátil ou preparado em outro computador e copiado para ele. A versão para desktop, por outro lado, é voltada para Linux x86-64 e exige ferramentas como CMake, Ninja, Python e Clang ou GCC, além de um driver Vulkan funcionando. Na primeira execução, o programa utiliza a imagem do disco para extrair os dados e realizar a recompilação, processo que leva alguns minutos e acontece apenas na preparação inicial.
E aqui vamos lembrar mais uma vez que tem uma diferença importante em relação a um simples emulador. O RingOut não distribui o jogo, seus arquivos ou o código original. A pessoa precisa fornecer uma imagem do próprio disco de GameCube, e o processo de configuração usa esse material para gerar o módulo necessário. O projeto também aceita diferentes formatos de imagem, incluindo ISO, GCM, RVZ, WBFS, GCZ, WIA e variantes do NKit.
O RingOut é, portanto, uma dessas iniciativas que pegam um jogo de console antigo e dão a ele uma estrutura muito mais confortável para computadores modernos, sem transformar o projeto em uma versão remake de Soulcalibur II. O conteúdo continua sendo o jogo de GameCube, mas recursos como resolução maior, widescreen, texturas HD, mods, câmera livre, save states, replays, controles remapeáveis e partidas pela rede fazem a experiência ficar bem mais adequada para quem pretende revisitar o clássico no PC.
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